SEXTA-FEIRA É O DIA DO GRÁFICO E FERIADO PARA UMA PARCELA DA CATEGORIA. SINDICATO APROVEITARÁ PARA DEFENDER DIREITOS NESTE DIA

Começa fevereiro – mês onde o trabalhador gráfico se uniu e se organizou contra a grande injustiça no ambiente de trabalho e pressionou o governo e o empresariado para criarem os direitos coletivos da categoria no Brasil há 97 anos.  Não por acaso é o Dia Nacional do Gráfico na sexta-feira (7). A data remonta o ano de 1923, quando terminava uma greve de 42 dias, a qual conquistou a 1ª Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por classe e a permissão do empregado ter seu sindicato, como o patronato possuía. A importância disso é tão grande que a data é feriado para os gráficos em vários estados, como em Minas Gerais. Mas ainda não é em São Paulo. Isso depende de organização da classe em torno dos sindicatos no estado e da luta para conquistar o feriado, como ocorreu para um terço dos 6 mil gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, negociando por empresa.

“Até hoje, a CCT é responsável pelo conjunto de direitos superiores à CLT e por uma remuneração maior que o salário mínimo do País. Mas o atual governo e empresas buscam destruir isso com o ‘emprego sem direitos’. E também com leis para o enfraquecimento dos sindicatos, estes que são formados por gráficos para defenderem os direitos, salários e condições laborais da classe”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O sindicato é o responsável pela negociação anual da renovação da CCT e pelo acompanhamento diário para que ela seja cumprida pelas gráficas.

Por sinal, a validade do CCT dos gráficos paulistas segue até agosto. “Portanto, a garantia dos direitos superiores à CLT e dos salariais maiores deixam de ser obrigatórios a partir de 1º de setembro, segundo estabelece a lei trabalhista de 2017. Acabou o direito adquirido. Assim, somente pela unidade e a organização dos trabalhadores junto ao sindicato fortalecido, como ocorreu em fevereiro de 1923, podem evitar este mal”, fala Leandro.

Neste sentido, nada mais simbólico e necessário do que nesta sexta-feira do Dia do Gráfico, os trabalhadores (que estão folgando) e os sindicatos da classe no estado reúnam-se no Sindigráficos (Jundiaí) para tomar café da manhã, às 8h. E depois do café, possam debater sobre como enfrentar a atual conjuntura de mudanças negativas sobre o trabalhador a fim de se encontrar soluções conjuntas para manterem a união da classe em torno dos sindicatos a fim de defenderem direitos, salários e condições laborais. “É preciso resistir para defender o legado do 7 de Fevereiro, ou seja, para defender a CCT e sindicatos, portanto, proteger os gráficos”, fala Leandro.