SINDICALIZADOS, GRÁFICOS DA NOVA PÁGINA MANTÊM JORNADA MELHOR MESMO COM A NOVA LEI DA REFORMA TRABALHISTA

O grande número de sindicalizados e o histórico de luta sindical em prol  dos direitos dos 180 gráficos da Nova Página, em Cajamar, acabam de obter resultados positivos outra vez, mesmo com a reforma trabalhista em vigor. A jornada semanal de trabalho continuará sendo reduzida em períodos dos próximos dois anos, sem prejuízo salarial. O sindicato da classe (Sindigráficos) e os funcionários acabam de garantir tal direito por conta da recente renovação de um Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, os gráficos, organizados em torno do sindicato, ainda continuarão lutando para barrar a aplicação da lei da reforma sobre direitos e salário.

O acordo foi aprovado na última semana por todos os funcionários. Nele, ficou mantido por mais dois anos a jornada semanal de trabalho reduzida. Ela é praticada nos últimos 10 anos, através da renovação contínua do ACT. Os gráficos têm dois tipos de jornada: uma no tempo de baixa produção e outra quando em alta.

“Quando a demanda é maior, geralmente no 2º semestre, a redução da jornada semanal é certa, chegando até a 40hs a depender do turno”, revela Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

Neste caso, o trabalho nos sábados (1º e 2º turnos) ocorre só alternado. Os gráficos do 3º turno nem laboram no domingo. “Em várias gráficas do estado, os funcionários dos 1º e 2º turnos laboram todo sábado e os dos 3º turno trabalham todo domingo, ou em domingos alternados”, explica Rodrigues.

O ACT renovado ainda oportuniza aos gráficos do 2º turno a liberação mais cedo nas sextas-feiras quando vão trabalhar no sábado. Já em período de baixa produção, a jornada fica só de 2ª a 6ª feira, sem turnos. Na sexta, ainda largam uma hora mais cedo, das 7h30 às 16h30.

Além dessas condições diferenciadas da jornada melhor, o Sindigráficos conseguiu uma garantia de manutenção de direitos e salários da classe. “Estava correndo risco, por exemplo, a garantia do pagamento de todas  verbas rescisórias do gráfico depois de demitido”, conta Jurandir Franco, diretor do Sindicato.

Ele explica que estava ameaçado porque a reforma trabalhista tirou a obrigação da gráfica homologar a rescisão contratual do empregado no Sindigráficos. Ou seja, a empresa fica livre, se quiser, de pagar ao demitido o que lhe convém sem a fiscalização do órgão de classe. Mas, diante da exigência do Sindigráficos, respaldado pelo bom número de filiados, a Nova Página garantiu que manterá a homologação no órgão. A luta, porém, continuará até ter um acordo formal à respeito.

Contudo, a luta continuará também para evitar qualquer risco do gráfico perder dinheiro enquanto trabalha na Nova Página, porque, infelizmente, a reforma trabalhista libera todas as empresas de trocarem o pagamento da hora-extra em dinheiro por banco de hora.

A luta será para incluir um novo ACT para evita esse mal, exigindo só haver compensação de hora extra se o Sindicato e os trabalhadores assim desejarem.

Nos últimos 15 anos, desde que Rodrigues e Franco assumiram o comando da entidade sindical que nenhum tipo banco de horas foi aplicada contra os gráficos. O Sindicato orienta todos os gráficos a se filiarem para protegerem seus direitos. Não à aplicação da reforma trabalhista. Sindicalize-se AQUI