Sindicato busca 9% de aumento real

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Terminou ontem sem nenhum acordo a 3ª rodada de negociações entre o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região, que representa a bancada dos trabalhadores, e o Sindicato Patronal, que representa os empresários das indústrias gráficas do Estado de São Paulo. O resultado aumenta a possibilidade da greve ser deflagrada nos próximos dias, caso o setor patronal não apresente uma nova proposta nos próximos dias. O Sindicato aguarda uma posição do setor patronal para uma nova rodada de negociação.

Nas três rodadas de negociações o setor patronal não concedeu nenhum benefício que melhore a situação do trabalhador na CCT (Convenção Coletiva do Trabalho), ao contrário, a bancada que representa o setor patronal tentou convencer a bancada dos trabalhadores a regredir a pauta trabalhista, como estabelecer o corte do piso salarial do trabalhador gráfico de R$ 9.068,48 para R$ 6 mil. O Sindicato dos Gráficos descartou qualquer possibilidade de acordo com os números apresentados.

Graças à atuação da direção sindical na mesa de negociação, o setor patronal retirou as cláusulas prejudiciais à categoria, como implantação do banco de horas, congelamento da PLR, entre outras. O presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues, deixou claro em mesa de que irá intensificar as mobilizações em portas de fábricas para apresentar aos trabalhadores o resultado da negociação e lutar por um aumento real significativo e não aceitará os 6% de aumento real apresentado. “Estamos com disposição para buscar 9% de aumento real”, declarou.

O vice-presidente do Sindicato, Marcelo Marques, seguiu a mesma linha do presidente e declarou que a direção sindical irá gastar todas as energias na base e não na mesa de negociação. “A realidade é que essa proposta não será aceita, pois não dá para aceitar essa choradeira do patrão de que a produção está em queda, quando vemos ao contrário, com os companheiros trabalhando e produzindo muito”, afirma.

Para o advogado do Sindicato, Dr. Luis Carlos Laurindo, a greve causa transtornos, porém “é o melhor remédio para ser usado quando o paciente está morrendo” e criticou a frieza da bancada patronal. “Enquanto os patrões estão preocupados com os números econômicos da indústria gráfica, nós estamos preocupados com as vidas dos trabalhadores e com a possibilidade de eles serem ainda mais prejudicados”, disse.