PENHORA DE BENS DO DONO DA RUMOGRAF PARA GARANTIR PAGAMENTO DOS GRÁFICOS DEMITIDOS

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O dono da Rumograf, em Indaiatuba, mostrou ser um empresário da pior qualidade em relação ao cumprimento das obrigações trabalhistas e ao respeito com seus empregados – os que sempre lhe garantiram o lucro. Ele simplesmente demitiu os funcionários sem pagar nada, nem mesmo o salário do mês trabalhado. A maioria já possuía mais de dez anos de serviço. A empresa, mesmo perto do Natal e festas do Fim de Ano, não pagou a rescisão contratual, limitando que eles pudessem dar entrada no FGTS e até no Seguro Desemprego. O dito patrão simplesmente descartou os empregados ao relento, que enfrentarão, junto com seus familiares, um dos piores Natal das suas vidas. O sindicato da categoria (Sindigráficos) entrou no caso logo ao saber da situação. O órgão acionou a Justiça para garantir, o quanto mais rápido, a justa liberação do FGTS e da permissão para que todos deem entrada nos benefícios e amenizem a situação. A entidade de classe também buscou a Justiça para evitar outra agressão. Foi requerida a penhora dos patrimônios do dono da Rumograf, inclusive os além da gráfica, para cobrir os valores com as rescisões do contrato de trabalho das dezenas de funcionários.

rumograf1“O nosso Departamento Jurídico, através do advogado Paulo Afonso, já elaborou e encaminhou para a Justiça o processo, aliás os processos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O sindicato entrou com uma ação para garantir a liberação do FGTS e autorização para os gráficos darem entrada no Seguro Desemprego – direitos pendentes em fase ao não pagamento da rescisão contratual do trabalho. E fez outra ação para garantir o dinheiro para se pagar a rescisão dos demitidos. Neste, foi pedido a penhora dos bens do empresário. O caso é sério e muito urgente, porque os trabalhadores gráficos estão desamparados.

rumograf4“Isso não existe. O patrão demitiu trabalhadores que sempre deram tudo pela empresa. Mandou todos para casa de forma desleal e desumana, além de fora da lei”, critica o diretor do Sindigráficos, Jurandir Franco. O dirigente diz que o patrão até sugeriu pagar a rescisão, sendo que com máquinas sucateadas, que não valem mais nada e jamais cobririam os custos com as verbas rescisórias, sobretudo diante do longo tempo dos gráficos na empresa. Na verdade, o patrão não pagou nem o salário do mês em que os funcionários laboraram. Franco conta que, buscará falar esta semana com a juíza para tentar sensibilizá-la sobre a urgência do julgamento, com destaque à ação do FGTS e do Seguro-Desemprego, porque os gráficos e seus familiares estão em dificuldades e precisam imediatamente de dinheiro para sobreviver e dar dignidade aos seus.