SINDICATO BUSCA REGULARIZAÇÃO DO FGTS DE GRÁFICOS DA BILPRESS, PAGAMENTO DA PLR E INVESTIGA DEMISSÕES

Na última semana, o Sindicato dos Gráficos da região (Sindigráficos) foi até Itupeva notificar a gráfica BilPress para tratar de alguns denúncias dos trabalhadores sobre pendências no FGTS, na PLR e até problemas na rescisão contratual e pagamento de funcionários demitidos. A gráfica, que atua no setor de embalagens farmacêuticas laminadas, costuma dar  retorno sempre que acionada pela entidade. A notificação extra judicial foi feita pelo sindicalista Jurandir Franco desde a última quinta-feira (10).

O FGTS não está sendo recolhido faz um ano, segundo as reclamações enviadas pelos trabalhadores ao Sindigráficos somente há poucos dias. “Ouvimos falar inclusive que a empresa passa por algumas dificuldades, mas, pela lei fundiária, o depósito do FGTS deve ser mensal e o valor é de 8% sobre a remuneração do empregado”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Desse modo, a entidade convocou a empresa para encontrar uma forma negociada para chegarem a uma resolução.

Outro ponto a ser abordado na reunião será sobre o pagamento da 1ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O prazo venceu desde o dia 5 de abril. Porém, conforme as denúncias, nada foi quitado. Sendo assim, o Sindigráficos buscará uma solução para esta pendência. A PLR é um direito dos gráficos do estado por conta da renovação em 2017 por mais um ano da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Em breve, começará inclusive a nova campanha salarial que objetivará a definição do novo reajuste dos salários, mas também a renovação por mais um ano (até 2019) do direito da PLR e outros 84 direitos coletivos.

Algumas demissões recentes de gráficos e sem os pagamentos de suas verbas rescisões e demais direitos também serão objetos da reunião. O assunto resulta de mais queixas contra a BilPress levadas ao Sindicato. “Caso sejam confirmadas, é estranho saber que a gráfica está optando em fazer o caminho inverso da maioria das gráficas da área e correndo risco”, adianta Rodrigues. As empresas continuam fazendo a rescisão dentro do Sindicato, onde são identificados todos os direitos e devidos prazos de pagamentos, sem risco de ações judiciais posteriores e maior custas para as empresas. Portanto, se a BilPress deixou de fazer assim, o dirigente aproveitará para orientá-la a desistir dessa estratégia infeliz.

Infelizmente, algumas empresas decidiram seguir esta forma precária de fazer rescisão contratual direto na gráfica sem a presença do sindicato. Isto não é bom para trabalhador, mas, pelo que já foi dito, é ruim para o patronal. “Basta o gráfico nos procurar depois que cobraremos todos os seus direitos incontroversos e mais todas multas e outras custas através da Justiça do Trabalho”, conta o advogado do Sindigráficos Luis Carlos Laurindo. Ele lembra que direito não se discute, mas deve-se cumpri-lo. Faça a rescisão no Sindicato e pague todos direitos sem preocupações. E gráficos, desconfiem de toda empresa que não fizer sem o sindicato. Mas se ocorrer, procure logo em seguida a entidade para avaliar o caso.