SINDICATO COBRA FISCALIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA EM GRÁFICAS E DESCOBRE QUE PREFEITURA TIROU FISCAL

Daqui a dois meses, fará um ano da solicitação do Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) à Vigilância Sanitária de Atibaia para fiscalizar empresas do ramo na cidade onde há queixas de risco à saúde dos empregados diante do uso de produtos químicos, como na 1ª Linha. As denúncias dos trabalhadores revelam que estão sofrendo com forte odor dessas substâncias. Apesar disso, repassado à Vigilância Sanitária do local, o Sindicato descobriu que o órgão não fez nenhuma fiscalização. E, no fim do último mês, quando cobrou um retorno, soube do órgão que não têm mais a fiscal especializada no assunto por decisão da prefeitura

A informação foi repassada ao Sindigráficos por um servidor da Secretária Municipal de Saúde de Atibaia, quando a entidade cobrou a fiscalização. “A fiscal tirada da Vigilância Sanitária é uma servidora do município, o que dá à prefeitura a autonomia da lotação da funcionária, mas, como ficarão os profissionais das empresas que precisam da inspeção especializada?”, questionou Jurandir Franco, diretor sindical. Sem resposta, o sindicalista não poupou críticas â decisão da gestão municipal diante do abandono em que deixa os gráficos e demais trabalhadores que urgem por proteção.

“Se a moda pega na Vigilância Sanitária de outras cidades, como ficarão os trabalhadores? A prefeitura de Atibaia precisa corrigir esta situação que criou”, frisa Jurandir. Contudo, o Sindicato reforçou a necessidade da fiscalização ocorrer nas empresas denunciadas a tempos pelo órgão.

Jurandir conta que o órgão garantiu que fará a fiscalização o mais rápido. O Sindicato, por sua vez, lembrou que o pedido inicial está para completar um ano. A Vigilância Sanitária garantiu que enviará algum fiscal, mesmo que não seja um especializado neste assunto, uma vez que não dispõe mais da profissional. O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Jundiaí, que atende toda a região, pode até ser acionado para auxiliar nos referidos casos, como informou o órgão sanitário de Atibaia.

O Sindigráficos aproveita para lembrar aos gráficos de Itatiba, em especial das empresas denunciadas, a se unificarem e organizarem em defesa da própria saúde, bem como dos demais direitos. Dessa forma, é necessário que se sindicalizam como uma forma de aumentar a pressão sobre suas empresas que insistem em não responder os pleitos da entidade de classe, enquanto o número de sindicalizados continuar baixíssimo nestes locais. SINDICALIZEM-SE AQUI. O sindicato somos nós. Juntos somos fortes!