SINDICATO COÍBE FALHA NA CESTA BÁSICA E A INTOLERÂNCIA DA EMPRESA VINHEDENSE DIANTE DOS ATRASO DOS GRÁFICOS

Dois problemas enfrentados pelos gráficos da Vinhedense na cidade de Valinhos foram resolvidos pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos) após denúncias dos próprios trabalhadores. Eles conviviam com o desrespeito patronal referente à lei trabalhista sobre a tolerância de até cinco minutos de atraso do gráfico na chegada da jornada e o mesmo tempo na volta do intervalo da refeição. A gráfica, por sua vez, agia fora da lei, não aceitando um minuto sequer, mandando o empregado para casa e descontando do seu salário no fim do mês. A falta de higiene no armazenamento dos itens alimentícios, que compunham a cesta básica mensal dos funcionários, era outro problema recorrente, denunciado e já combatido pelo sindicato.

“Notificamos a Vinhedense alertando-a de que o artigo 58 da CLT trata da jornada laboral dos gráficos. Nela, o trabalhador pode atrasar 10 minutos, sendo cinco minutos antes de bater do ponto do início do trabalho, como também depois do retorno do intervalo da refeição”, falou Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Agir diferente da CLT, ou de qualquer cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho dos Gráficos, é agir como um fora da lei, passível de responsabilizações legais. A empresa, portanto, optou pelo cumprimento da lei, conforme revelaram os trabalhadores recentemente.

A empresa, porém, continuava irregular em relação ao cuidado da saúde dos trabalhadores. Pela 2ª vez, ora já denunciada pela Vigilância Sanitária onde constatou falhas, a Vinhedense voltou a armazenar irregularmente os mantimentos da cesta básica entregue aos gráficos mensalmente. Esta distribuição de alimentos não é uma benevolência patronal. Consta na lista de benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Depois de toda pressão sindical, a gráfica decidiu deixar de armazenar os alimentos no interior da empresa. Tem comprado a cesta básica já pronta e passou a entregar dentro de uma caixa de papelão, como define a CCT.

Apesar das correções, novas denúncias constam que a Vinhedense tem praticado outras irregularidades em relação ao direito da cesta básica dos gráficos. A qualidade do feijão, arroz e outros alimentos estão abaixo do padrão posto pela CCT. A convenção determina a quantidade e a qualidade dos produtos da cesta básica, e o acondicionamento em caixa de papelão. Feijão, por exemplo, tem que ser carioca, tipo A. A especificidade completa de cada gênero alimentício da cesta está na cláusula sexta da convenção. “É importante que os gráficos da Vinhedense entrem conosco nesta luta para banir efetivamente os problemas. Para isso, só com a sindicalização de todos”, aguarda para agir Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.