SINDICATO EVITA DESPEJO DE GRÁFICO DE SUA CASA AO GARANTIR AS VERBAS RESCISÓRIAS E FGTS DELE E DE MAIS GRÁFICOS

O IBGE garante que o desemprego cresce no governo Bolsonaro. 12,7% só no primeiro trimestre. O PIB também cai a cada semana. A produção industrial tem sentido a falta de política para a retomada do crescimento. Em Cajamar, a gráfica Metroprint tem sentido. Já demitiu muito. Só resta oito dos 20 funcionários que tinha em março. Dispensou oito em março e mais quatro em abril. E todos foram demitidos sem receberem as suas verbas rescisórias e os 40% do FGTS. Um deles, por sinal, devia o aluguel e estava ameaçado de despejo. Como nenhum desses demitidos não se opunha em contribuir anualmente com o sindicato, a entidade, fortalecida por eles, agora os defendeu. Garantiu com a gráfica todos direitos deles, inclusive um salário normativo adicional como diz a lei quando isso ocorre. Portanto, a unidade dos trabalhadores em torno do seu sindicato evitou até mesmo o despejo do gráfico e a sua família de sua casa.

A assistência sindical foi indispensável para a proteção dos trabalhadores. A Metroprint, apesar da crise, não fugiu de seu dever social com o gráfico. Após as denúncias dos demitidos ao Sindicato de que só haviam recebido a papelada do FGTS e do seguro-desemprego, sem nenhum pagamento das verbas rescisórias e dos 40% do FGTS, a gráfica foi convocada para fazer a homologação dessas rescisões na sede regional do Sindigráficos em Cajamar. Lá, tanto nas demissões de março, como nas mais recentes, ficou acertado o pagamento de cada centavo e mais um salário extra com base no que diz a lei quando há atraso do pagamento das verbas e FGTS.

A homologação da rescisão dos gráficos da Metroprint no sindicato foi essencial. Não é à toa que várias empresas têm fugido dessa fiscalização sindical. O Sindigráficos orienta o gráfico a procurar a sua entidade toda vez que a empresa rescindir o contrato sem passar no sindicato. “Lembre-se que só por conta da homologação sindical que o gráfico da Metroprint não foi expulso da sua casa alugada. A assistência sindical garantiu não só todos direitos dele e dos outros demitidos em março, o que foi grande feito, como também garantiu que fosse pago um salário normativo extra.

O mesmo ocorrerá nesta quarta-feira (22). Mais quatro gráficos demitidos pela Metroprint terão as suas rescisões contratuais homologadas na sede do sindicato em Cajamar. Odair Tomé, assessor do Sindigráficos, informa que já está negociado com a empresa o pagamento de todos os direitos dos trabalhadores. “Agimos com base na lei. A empresa pagará inclusive  a inclusão do valor extra de um salário normativo de cada empregado. O valor adicional é uma multa definida na CLT para a empresa que não paga as verbas rescisórias e o FGTS (mais 40%) em 10 diz após o aviso prévio. “Gráfico, fortaleça seu Sindicato. Não se oponha a ajudar a sua entidade. Com o fim do Ministério do Trabalho e sem sua participação e contribuição com o seu Sindigráficos, não haverá quem possa defender seus direitos e salários quando estiver trabalhando, pior ainda quando desempregado”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos da Região.