SINDICATO INSISTE NA REDUÇÃO DA JORNADA NA NOVA PRINT E COBRA RECOMPOSIÇÃO DO SALÁRIO NA GRÁFICA BRAGANÇA

Em 20 dias, após meses de cobranças, a gráfica multinacional mexicana Nova Print em Atibaia garantiu que dará uma resposta ao Sindicato da classe (Sindigráficos) sobre a reivindicação de melhoria na jornada dos trabalhadores do local. A sinalização da empresa é resultado da atuação sindical. Depois de um protesto na frente da gráfica há poucos meses, a entidade acionou agora o Ministério do Trabalho, que convocou a gráfica para prestar esclarecimentos. No local, depois de inicialmente negar a alteração da jornada semanal de modo que alterne o serviço no sábado, os representantes da empresa resolveram avaliar melhor a situação. Foi então que pediram alguns dias para apresentar uma resposta definitiva.

“Desde novembro de 2017, o sindicato cobra uma posição da Nova Print para garantir uma vida social mínima aos seus gráficos. Esperamos que agora ela apresente algo de verdade, reformulando a escala de trabalho para liberar o serviço nos sábados, mesmo que seja alternadamente”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Não é impondo extensas  jornadas aos seus trabalhadores que a empresa alcançará uma melhor produção e produtividade. No entanto, segundo avaliação o experiente advogado trabalhista e do Sindicato dos Gráficos, Luis Carlos Laurindo, é negociando melhores condições de trabalho e vida para o funcionário que essas questões têm maiores possibilidades de serem conquistadas.

O Sindigráficos também cobra da Nova Print provas de que a produção não tem problema de forte odor de produto químico dentro da empresa. Diante do fiscal do Trabalho, a empresa ratificou que não há nada disso. Porém, quando consultada por Franco se o sindicato poderia levar o seu especialista no assunto para investigar, a gráfica negou profundamente. Limitou-se a permitir que a entidade apenas verificasse documentos já elaborados por especialistas contratados pela gráfica. O sindicato ficou de analisar, mas aguardará mesmo a fiscalização da Vigilância Sanitária de Atibaia dentro da empresa, conforme solicitou há poucas semanas.

A gráfica Bragança foi outra empresa da região que precisou se explicar para ficais do Ministério do Trabalho à pedido do Sindigráficos diante de denúncias de irregularidades trabalhistas. Dentre as reclamações, várias se destacam, a exemplo da redução do salário dos gráficos, o que é ilegal. A empresa, por sua vez, fugiu da convocatória do órgão público. Ela não participou. Um termo de ausência foi protocolado. E, por conta disso, a gráfica será fiscalizada por auditores fiscais do Ministério, podendo ser autuada e multada por esta e outras mais irregularidades se localizadas.