SINDICATO INTENSIFICA LUTA PELA PLR MAIOR PARA GRÁFICOS DA EMEPÊ, REAJUSTE SALARIAL E POR RESPEITO À ORGANIZAÇÃO DA CLASSE

O setor de embalagens impressas, sendo majoritário no ramo gráfico, com produção maior até mesmo na pandemia, precisa mostrar o avanço também na responsabilidade social no trabalho e respeito à Constituição Federal referente à organização sindical dos trabalhadores pela defesa da renda e de seus direitos. A Gráfica Emepê, em Vinhedo/SP, é um exemplo. Quanto mais cresce, mais vem maltratando seus empregados. Retirou, desde março, a tradicional PPR de forma unilateral e se negou a debater com o sindicato. Ademais, ao invés de garantir a recuperação salarial dos funcionários diante das perdas de 10,42% pela inflação nos últimos 12 meses, passou a filmar os gráficos que reivindicam aumento e a retaliar a organização sindical dos empregados. Por conta disso, acabou recebendo notificação de greve na última sexta-feira (17), razão pela qual marcou uma reunião para tratar das questões com o Sindigráficos nesta quarta-feira (22). E as propostas da empresa serão apresentadas pelo sindicato para deliberação dos gráficos em assembleia até sexta-feira (24).

De uns anos para cá, a empresa tem mudado sua postura. Ano passado, por exemplo, foi preciso notificá-la de greve para que viesse a negociar a renovação da PPR que existe há mais de 10 anos. Temos outras gráficas de embalagens na região e que valorizam os seus trabalhadores. Uma delas é a Inapel.

A empresa antecipou não só a sua intenção de manter a PPR superior às demais gráficas, como também já garantiu que dará o reajuste salarial de R$ 10,42%, mesmo o patronal ainda não definindo. Isso mostra a responsabilidade social da Inapel com o trabalho e com seus trabalhadores. A Emepê precisa voltar a fazer o mesmo”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Felizmente, nesta segunda-feira (20), horas depois de ser notificada de greve pelo Sindigráficos, a Emepê fez contato com a entidade dos gráficos e sinalizou que se reunirá hoje (22), às 9h. O sindicato buscará explicações da empresa e as resoluções para cada problema e questões em aberto que foram criadas pela falta de diálogo anterior por opção da Emepê. A PPR e o reajuste salarial encabeçam a pauta, mas também os controversos indícios de práticas antissindicais que vêm sendo aplicadas por parte da empresa ao longo da campanha salarial e de sindicalização da classe. 

Leandro lembra que qualquer trabalhador é livre, com base na Constituição Federal, a se organizar sindicalmente em defesa de suas melhorias salariais, direitos e condições de trabalho, sendo crime, portanto, toda e qualquer forma de coação, perseguição, ou retaliação por parte de qualquer dono de empresa e/ou seus subordinados hierárquicos. O dirigente reforça o convite para que mais trabalhadores da Emepê se sindicalizem e apostem na luta em defesa de seus direitos. SINDICALIZE-SE!!!