SINDICATOS DO ESTADO PRECISAM PREPARAR GRÁFICOS PARA LUTAS CONTRA A EFETIVAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo (Sindigráficos) já começou a atuar firme neste quesito. Desde a última semana, passou a realizar assembleias exclusivas com os gráficos nas grandes empresas do ramo. Apesar da adequada atuação e compromisso da entidade estadual dos gráficos (Ftigesp) ao acionar o presidente Temer e senadores da base aliada do governo, alertando-os sobre os propósitos do projeto de lei da terceirização (PL 4302/98) contra a Convenção Coletiva de Trabalho da classe, que põe fim a quase 90 direitos lá contidos, responsabilizando, portanto, este governo e apoiadores, antes mesmo de Temer sancionar esta medida na última sexta à noite, a Ftigesp avalia que os sindicatos associados precisam conscientizar os trabalhadores das referidas bases sobre os riscos desta sanção do projeto e mobilizá-los para ações contra a materialização desta lei que deixa subcontratar todo trabalhador. Para que isso ocorra é preciso fazer pressão para que seja aprovada outro projeto menos severo que tramita no Senado. E exigir a sua aprovação pelo Senado, deputados federais e depois pelo governo, reconhecendo assim somente as partes que garantam plena proteção do trabalhador. “É hora da reação de todos os sindicalistas e trabalhadores gráficos em todas as regiões do Estado. Vamos todos juntos preparar nossa base ruma à greve geral no dia 28” diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. 

Apesar do duro golpe conta a classe trabalhadora na última sexta com a sanção presidencial da lei da terceirização irrestrita para tirar direitos, a Ftigesp parabeniza aos sindicatos que já entraram de cabeça nesta luta contra a sua aprovação, mas adverte que é preciso mais. Tem que ser pressão de todos contra Temer e o Parlamento para mudar a forma que a terceirização foi posta, a fim de evitar a subcontratação da atividade principal da empresa e assim evitar a perda dos direitos da convenção. Logo, agora, é mais que urgente e fundamental ações em fábricas de cada região do Estado de São Paulo, esclarecendo os trabalhadores para a necessidade de várias medidas mais drásticas para defender tais direitos, inclusive preparando-os para a greve geral do próximo dia 28.

O Sindicato dos Trabalhadores Gráficos (STIG) de Jundiaí já começou a atuar firme neste quesito. Desde a última semana, passou a realizar assembleias exclusivas com os gráficos nas grandes empresas do ramo na Região, a exemplo das ações feitas na Log&Print e CCL em Vinhedo. “Em ambas atividades, os gráficos se mostraram dispostos a luta contra a terceirização em defesa dos seus direitos. A subcontratação inclusive era uma prática ilegal, mas ocorria na Log&Print até 2007, quando foi erradicado através da ação sindical e mobilização obreira”, diz Leandro Rodrigues, presidente do STIG Jundiaí e secretário-geral da Ftigest.

Os dirigentes do STIG Jundiaí e gráficos da sua base participaram da grande manifestação popular na Avenida Paulista na última sexta-feira. No mesmo dia, também participaram dos protestos no centro de Jundiaí junto do movimento intersindical, que se mobilizou contra a terceirização total da mão de obra, conforme deseja 32 deputados federais e outros 219 do restante do Brasil, quando aprovaram em março o PL 4302/98 contra os gráficos. Contudo, Temer sancionou este PL na noite da sexta.

“Nosso papel enquanto representante sindical da categoria sempre será o de proteger os gráficos, condição da qual passa pela preservação da negociação coletiva dos direitos deles, que, por sua vez, estão contidos nas convenções e acordos coletivos de trabalho, balizando assim esses direitos. Portanto, permitir terceirizar os gráficos ou contratá-los de forma temporária, como está posto no PL 4302, excluindo-os dos direitos desta convenção ou acordo coletivo, é atacar todos dos direitos da categoria”, diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Portanto é hora de reação de todos os sindicalistas em todas as regiões do Estado e do Brasil. Vamos todos juntos preparar nossa base ruma à greve geral no dia 28.

A Ftigesp reitera que com a sanção do PL 4302, legalizando toda forma de terceirização, inclusive permitindo até a contratação da mão de obra temporária, por até 9 meses, não resta outra saída para todos os STIGs, senão, partir para o confronto para que a situação se altere. Uma luta é para aprovar um outro projeto para restabelecer tais direitos, a exemplo do projeto que está tramitando no Senado (PLC 30/15). “Temer optou por retirar os nossos direitos, favorecendo somente os empresários e se acovardou até de emitir uma Medida Provisória que pudesse amenizar os efeitos negativos deste PL, que, inevitavelmente, recairá sobre a vida dos trabalhadores”, repudia Del Roy, reforçando que só com luta é que pode-se modificar este crime praticado pelos deputados e atual governo.

FONTE: FTIGESP