SINDICATOS DOS GRÁFICOS (STIGS) NO ESTADO DE SÃO PAULO APOSTAM EM HADDAD NO DOMINGO PARA EVITAR A PERDA DO RESTANTE DE DIREITOS TRABALHISTAS

Um conjunto de Sindicatos dos Trabalhadores Gráficos (STIGs) paulistas, que unidos representam milhares de gráficos do estado mais populoso do Brasil, subscreveu a manifestação político-eleitoral da Confederação Nacional da classe (Conatig) em prol da manutenção dos direitos trabalhistas, que, segundo a entidade, só será possível através da vitória do presidenciável Haddad neste domingo (28), uma vez que Bolsonaro declarou que, se vencer, o trabalhador precisará escolher entre o emprego ou direitos, entre outros ataques à democracia. O manifesto da Conatig é subscrito pelos Sindicatos dos Gráficos (STIGs) de todo o Brasil, inclusive por várias entidades do Estado de São Paulo. São eles: STIGs Sorocaba, Jundiaí, Barueri/Osasco, Campinas, Santos, Guarulhos, Taubaté, Marília e pelo presidente do STIG Bauru (Kauffman).

 

Para Sandro Ramos, líder do STIG Taubaté, Bolsonaro não tem nada de novo: é a continuação piorada de Temer. Segundo ele, basta ver o que já dizem o seu candidato à vice-presidente (Mourão) e alguns dos supostos ministro (Paulo Guedes) em relação ao futuro dos direitos trabalhistas. “Já Haddad defende a revogação da lei da reforma trabalhista de Temer”, diz Ramos, endossando que todos lá são Haddad porque é o melhor projeto para o trabalhador. “Bolsonaro é a volta de um passado autoritário onde trabalhadores morreram, foram torturados e viveram na clandestinidade pra conquistar inclusive os nossos atuais direitos sob ataque agora”, comenta Jorge Caetano, secretário-geral do STIG-Santos – entidade que sofreu fortemente a intervenção e perseguição durante a Ditadura Militar (64-85).”Tenho feito alguns debates com os gráficos aqui de Campinas sobre os riscos para quem votar em Bolsonaro. Tem muito trabalhador iludido, mas defendemos Haddad”, diz Mococa, presidente do STIG desta região. Ele também ratifica o manifesto da Conatig e defende que todos sindicalistas busquem mostrar aos gráficos a relevância para eles de votar em Haddad. Para Álvaro Ferreira, líder dos gráficos de Barueri/Osasco, o voto precisa ser em Haddad porque o seu projeto político inclui a maioria da sociedade brasileira, a qual é formada pela classe trabalhadora e pelos mais pobres. E ele lembra que Bolsonaro já mostrou que não se importa com esta parte da população, pois já votou a favor da terceirização e reforma trabalhista.

João Ferreira, presidente do STIG Sorocaba, é categórico ao dizer que se o trabalhador eleger Bolsonaro quem levará realmente uma “facada” será a classe trabalhadora diante do agravamento de perda de mais direitos. “Vamos de Haddad”, diz o sindicalista completando que retrocesso nunca mais. Desde o golpe em Dilma para a chegada do Temer, o trabalhador tem percebido os prejuízos com um governo onde aposta no empresário em detrimento do trabalhador. Portanto, como lembra Leandro Rodrigues, líder dos gráficos de Jundiaí e região, até agora, descobriu-se que o patronal já investiu R$ 12 milhões só em campanha de WhatsApp pró Bolsonaro. “Ninguém dá nada de graça. Se investem nele é porque algo de bom eles terão se elegê-lo”, diz o dirigente orientando o voto em Haddad. Francisco Wirton, líder do STIG Guarulhos, endossa tudo e pede voto para Haddad.

A Federação Paulista da classe, representada pelo presidente Leonardo Del Roy, também afirma a manifestação da Conatig pelo voto em Haddad. “Nosso apoio não leva em consideração partido ou aquele mais ou menos corrupto, mas, neste momento de risco real de agravamento de prejuízos sobre mais direitos trabalhistas, os sindicalistas e trabalhadores precisam fazer a pergunta mais adequada, que julgo ser quem será melhor ou pior para o trabalhador?”, fala Del Roy. Portanto, após ter a resposta, é notório o prejuízo superior com o projeto neoliberal e militarista dos bolsonaristas.

Del Roy alerta ainda os trabalhadores sobre o risco à democracia em caso de vitória de Bolsonaro. “Além da retirada de direitos trabalhistas amplamente anunciadas por este presidenciável e seus interlocutores, o processo democrático no Brasil, apesar de ter vários problemas, ainda é a melhor alterativa para a sociedade, contudo, já estamos vendo um possível governo de estilo fascista e golpista”, diz o presidente da Ftigesp.

FONTE:  FTIGESP