SINDIGRÁFICOS ASSUMIRÁ PRESIDÊNCIA E VICE DA FEDERAÇÃO RESPONSÁVEL PELA DEFESA DOS GRÁFICOS EM TODO ESTADO

Agora em maio, mês histórico da classe trabalhadora através da luta classista representada pelos mártires do 1º de maio, onde operários de Chicago, a exemplo de gráficos, foram condenados à morte por defenderem direitos, os gráficos paulistas decidiram manter a luta coletiva da classe no estado através da manutenção da Federação estadual da categoria (Ftigesp). Vai continuar articulando todos os 19 sindicatos de gráficos e negociando com o patronal em prol do empregos, salários, direitos e condições de trabalho. Será realizada eleição da nova direção da Ftigesp para seguir atuante nos próximos anos. E o Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) manterá a presidência da entidade (com Leonardo Dey Roy) e assumirá ainda a vice-presidência através de Jurandir Franco.

“Nenhum gráfico tem força quando negocia sozinho com o patrão ou tem bom resultado quando faz. Isso não é segredo, como também não que as chances aumentam quando a reivindicação é feita por um grupo maior de trabalhadores. É por isso que existe sindicato. A entidade agrega a classe para defender seus interesses de modo coletivo, o que amplia as chances dos resultados positivos. No estado, por exemplo, existem 19 Sindicatos dos gráficos (STIGs). Em suas regiões, como em Jundiaí, defendem todos os interesses da categoria. Imagina quando eles se juntam? E fazem isso enquanto Ftigesp. Isso aumenta a força dos gráficos para negociar com o sindicato patronal, órgão que representa quase todo estado”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos e atual secretário-geral da Ftigesp.

Nos dois últimos anos, no entanto, essa correlação de forças tem sofrido bastante, com prejuízos sobre os direitos dos trabalhadores e também sobre os sindicatos, diante da mudança na lei trabalhista e terceirização, defendidos pelos setores patronais e manipulação de uma parte da classe trabalhadora. “Muitos comemoraram a nova lei pelo simples fato de achar que deixar de contribuir financeiramente com sindicato (imposto sindical) seria vantagem para o trabalhador, quando não é, face o enfraquecimento da única entidade que defende os salários, direitos e condições laborais. O Sindicato inclusive é quem garante direitos superiores à CLT, como a atual cesta básica e a PLR que não constam na CLT, mas todos gráficos recebem através da negociação unificada dos sindicatos via a Ftigesp. Já esta nova lei retira/diminui/fragiliza até direitos da CLT”, realça Rodrigues.

Com enfraquecimento dos sindicatos, os quais deixarão os gráficos mais vulneráveis nas suas empresas, provocado por esta nova lei trabalhista de Temer e por novos ataques do governo Bolsonaro, dificultando ainda mais a sobrevivência dos sindicatos, apenas a unidade dos STIGs através da uma Ftigesp fortalecida, a qual dependerá da unidade dos gráficos aos seus STIGs, que o Sindigráficos encabeça a luta pela defesa dos gráficos na sua região, mas também em todo o estado de São Paulo. A entidade vai manter-se na presidência da Ftigesp, mas também passará a assumir a vice-presidência (Jurandir Franco) e deixa seu posto da secretário-geral.