SINDIGRÁFICOS BUSCA NOVA DIRETORIA DA LOG&PRINT PARA AVALIAR CUMPRIMENTO DE ACORDO DE JORNADA NA PANDEMIA

Nesta terça-feira (20), a nova diretoria da Log&Print que assumiu durante a pandemia a gestão da empresa em Vinhedo, com mais de 500 gráficos, foi acionada pelo Sindicato da classe (Sindigráficos) para tratarem sobre os primeiros seis meses de um acordo de jornada firmado com a direção anterior, semanas antes de estourar a crise do novo coronavírus. Além de garantir folga mensal no sábado (para 1º e 2º turnos) e domingo (3º turno), o acordo anual ainda prevê pagamento de horas-extra não compensadas nos períodos apontados. Mas, conforme queixas ao sindicato, suspeita-se que a cláusula pode estar sendo descumprida, estando assim irregular. O acordo ainda obriga a empresa a apresentar para o sindicato o saldo das respectivas horas negativas e positivas existentes dos gráficos. É dever apresentar saldo de quitação.

Pela regra, a gráfica é obrigada a pagar hora-extra no percentual de 65% (trabalho adicional em dias semana e sábado) e de 100% (em domingo) se não compensar com folgas o serviço adicional do trabalhador realizado de 16 de fevereiro a 15 de agosto. O período compreende ao 1º semestre de validade do acordo, devendo pagar o crédito de hora-extra existente logo após a data limite. Ou seja, caso o gráfico não recebe em folgas, receberá em dinheiro. O mesmo deve ocorrer em relação ao 2º semestre do acordo.

Em função das paralisações da produção por conta da crise da covid-19, caso o trabalhador ficou devendo horas de trabalho no primeiro semestre, o acordo ainda permite que seja compensado até 15 de fevereiro de 2021, mas se isto não acontecer, o empregado fica isento do cumprimento das horas depois, sem nenhum desconto salarial ou outra espécie de prejuízo financeiro ou laboral. 

Felizmente, a Log&Print já se estabilizou após o baque sentido durante o auge da crise em função da paralisação da economia por causa do vírus. “No período, a empresa realizou vários acordos de redução e suspensão de trabalho com base em medidas do governo, o que fez com que os gráficos tivessem uma redução na renda mensal de 20% a 70%, sem falar nos impactos negativos sobre o 13º salário, férias e o FGTS de todos aqueles que tiveram o contrato de trabalho suspenso”, informa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

Portanto, é indispensável que a nova diretoria se reúna o mais brevemente com o sindicato para avaliar a situação do cumprimento do acordo de jornada vigente para evitar que mais prejuízos recaiam sobre os trabalhadores no período. “Assim, teremos a oportunidade de verificar se tudo está sendo aplicado certo da forma que deve ocorrer até o fim da validade do acordo”, conta Jurandir.