SINDIGRÁFICOS COMEÇA PROCESSO DE INSCRIÇÕES DE CHAPAS PARA CONCORRER À NOVA DIREÇÃO DA ENTIDADE

A partir desta quinta-feira (18), inicia o processo eleitoral da direção do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Gráfica de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos). Os interessados podem inscrever as suas chapas a partir de amanhã até segunda (22), sempre das 8h às 17h, na unidade do Sindicato na cidade de Cajamar – na Av. Belmiro Campos, 64, Casa 2, Jardim São Luis, Polvilho. Em conformidade com o estatuto social da entidade, qualquer interessado em participar precisa montar a sua chapa. A atual diretoria adianta que montará uma chapa para concorrer. A eleição, por sua vez, será realizada no dia 4 de julho a partir das 0h e terminará às 18h do dia seguinte. A apuração dos votos será realizada em um local ainda a ser definido. Todo o processo será plenamente democrático e transparente como tem sido tudo atualmente.  E convoca a todos os sindicalizados para que participem de cada etapa.

A chapa eleita seguirá no comando do Sindigráficos até o ano de 2021, já que cada mandado da diretoria tem duração de quatro anos. O atual presidente do órgão de classe, Leandro Rodrigues, encabeçará a chapa da atual diretoria. A composição é formada por atuais dirigentes e terá renovações em sintonia com o momento. Hoje existem cerca de 6 mil trabalhadores da categoria na região. “Poderão participar das eleições da direção todo aquele que for sindicalizado à entidade”, diz o advogado Luis Carlos Laurindo, um dos atuais juristas do Sindicato. Participem!

Apesar do cenário adverso da economia brasileira com o fechamento de empresas e altos níveis de desemprego e de rotatividade dos gráficos no emprego, o total de sindicalizados à entidade se manteve ao longo do mandato inteiro da atual diretoria, que iniciou em 2013. “Este quadro mostra o resultado do sistemático trabalho sindical junto às bases nas empresas”, frisa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Os últimos anos, porém, tem sido marcado por retrocesso político nacional com um governo onde  prioriza a retirada de direitos do povo e do trabalhador. “Temos lutado muito contra projetos de lei como a terceirização total do trabalho e as reformas trabalhista e previdenciária”, pontua Rodrigues.

Apesar de existir uma equipe pequena de sindicalistas, houve no atual mandado da diretoria um incremento de ações nas portas das gráficas para ouvir e sanar os problemas dos trabalhadores. “Foi intensa a busca pelo cumprimento dos direitos da Convenção e da CLT”, realça Valdir Ramos, diretor sindical, lembrando que grande parte do embates foram visualizadas para toda a categoria através da inovação do projeto de comunicação orgânica do sindicato – com notícia diária sendo passadas aos gráficos por face, site e e-mail. “Houve até qualificação no processo de diálogo entre sindicalistas e os gráficos na distribuição bimestral do jornal Gráficos da Luta e em outras atividades”, destacam Rodrigo Fubá e Adriano Costinha, colaboradores do sindicato nas ações junto à base.

A diretoria intensificou neste período uma frente de luta formada por três eixos de luta ao mesmo tempo: organização política, administrativa e judicial. Os enfrentamentos políticos com greves e outros protestos com os trabalhadores diretamente nas empresas para avançar em direitos ou resolver pendências; administrativamente através do apoio do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho; e com ações judiciais quando as iniciativas anteriores não eram realizadas ou bem sucedidas.

“Tudo isso foi ampliado e sistematizado semanalmente para atender aos critérios de nossa comunicação orgânica, que configurou a necessidade de haver uma resposta diária para a classe através das notícias via os nossos meios de informação (face, site, emails, jornal)”, conta Laurindo. E é por essa e outras ações desenvolvidas pelo Sindigráficos que neste último quadriênio o número de sindicalizados se manteve em um padrão elevado. “O gráfico da região continua se filiando ao sindicato porque ele vê que continuamos a lutar em defesa de seus interesses, para que as empresas cumpram a lei no dia-a-dia”, conclui sua avaliação Franco.