SINDIGRÁFICOS JUNDIAÍ COMPLETA HOJE 60 ANOS DE LUTA E CONVOCA CATEGORIA PARA DEFENDER LEGADO ATRAVÉS DA UNIDADE

Há 60 anos, no dia 25 de maio de 1960, iniciava-se oficialmente a luta dos Gráficos de Jundiaí, liderados pelo companheiro Jurandir Marcelo, os gráficos se organizavam desde 1958, através da Associação dos Trabalhadores Gráficos e já nessa época grandes discussões eram realizadas. Os trabalhadores já discutiam a redução de jornada de trabalho, piso da categoria, vários itens que temos hoje na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). Porém, apesar de grandes conquistas nestas seis décadas, muitos retrocessos tem acontecido nos últimos cinco anos (2015 a 2020). A Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência são alguns dos exemplos. Hoje tem ainda que enfrentar a pandemia do coronavírus e mais ataques as leis em defesa da classe trabalhadora. “Contudo, só chegamos até aqui por que lutamos e só continuaremos seguindo em frente, se dermos continuidade nesta luta! Neste sentido conclamamos todos os trabalhadores a se sindicalizarem para defender sua história e enfrentar os ataques encima dos direitos e de todas as conquistas. Parabéns gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região e de toda nossa base territorial pelos 60 anos de luta e resistência”, destaca Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Desde 1960 e até antes, o movimento sindical de Jundiaí, já tinha grande tradição. Os trabalhadores das ferrovias já tinham realizado grandes greves, os metalúrgicos já estavam organizados, já existia na época um movimento intersindical, bastante articulado e que os gráficos de Jundiaí também participam.

Em 1983 os gráficos de Jundiaí entraram em greve. Por melhores salários a categoria se mobilizou junto ao sindicato. Trabalhadores de várias gráficas de Jundiaí cruzaram os braços, lutando por melhores salários e ampliação dos direitos, a greve se estendeu por uma semana e foi julgada legal. A maior conquista, além da pauta de reivindicações, foi a união e consciência que os gráficos adquiriam naquela luta. Entre 1993 e 1994 mais uma vez os gráficos de Jundiaí paralisaram as atividades, trabalhadores das empresas Araguaia, Jund Alfa, Globo entre outras, pararam suas atividade e lutaram por aumento salarial e também pela reivindicação do fornecimento de cestas básicas, item que até hoje faz parte da nossa Convenção Coletiva.

Em 2003 grandes mudanças acontecem nos gráficos de Jundiaí, depois de um forte enfrentamento jurídico e politico, contra o Presidente anterior do sindicato, por motivos éticos, um grupo de dirigentes assumiram o comando da nova diretoria com propostas inovadoras. Com o objetivo de lutar por mais direitos e organizar os trabalhadores, grandes lutas são realizadas. Greves e assembleias são feitas, novas conquistas são adquiridas e o número de associados é ampliado em mais de 500%.

Embalados pela retomada do crescimento da economia, os gráficos começam a luta pela recuperação dos salários que foram dizimados nos governos anteriores, as negociações são fechadas com aumento real e as categorias voltam a discutir a redução de jornada de trabalho. Um grande sonho se concretiza, em abril de 2006 os gráficos de Jundiaí inauguram sua nova sede social, um marco de responsabilidade administrativa. Também são inauguradas, as sub-sedes de Caieiras, Valinhos e logo depois em Cajamar.

As ações continuam. Trabalhadores da empresa Calcografia entram em greve por atraso nos salários, FGTS entre outros problemas. Também aconteceram greves, na Editora Três, Gráfica Unidas, Jornal de Jundiaí, Jornal da Cidade, e na Gráfica e Editora Oceano, além de muitas paralisações-relâmpago, todas por melhores condições de trabalho, cumprimento da legislação e ampliação dos direitos.

Em 2011 foi realizado mais um, a aquisição de uma colônia de férias. Localizada em Itanhaém, litoral Sul, que foi nomeada como “Recanto dos Gráficos”, atendendo desde então todos os associados e seus dependentes com uma boa infraestrutura.

Em 2013, outro fato que marcou o histórico de lutas dos gráficos é a realização da Campanha Salarial, pois, o sindicato negociou de forma independente, por não concordar com parte dos pontos da pauta trabalhista elaborada pela FETIGESP (Federação dos Gráficos do Estado de São Paulo). Depois de forte mobilização onde mais de 50 assembleias foram realizadas na base o STIG Jundiaí obtém uma grande vitória fechando as negociações daquele ano com aumento real e avanços em cláusulas sociais da CCT.

Sindicalizar para defender o legado e enfrentar os novos desafios

Muitos retrocessos aconteceram nos últimos cinco anos. A Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência, o Congelamentos do teto de gastos com a saúde e a educação e principalmente a eleição de Bolsonaro colocaram os gráficos e toda a classe trabalhadora numa rota de prejuízos que já mais tiveram em toda sua história. E não são só trabalhistas os retrocessos também vem, na saúde, no meio ambiente, na democracia, na liberdade de imprensa em fim em tudo. O desemprego nunca foi tão grande o dólar nunca teve tão alto e o real nunca teve tão desvalorizado. Como consequência Bolsonaro nos mergulhou na maior crise econômica, sanitária e de confiança perante as outras nações.

Neste sentido conclamamos todos os trabalhadores a se sindicalizarem para defender sua história e enfrentar os ataques encima dos direitos e de todas as conquistas. Só chegamos até aqui por que lutamos e só continuaremos seguindo em frente, se dermos continuidade nesta luta! Parabéns gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região e de toda nossa base territorial pelos 60 anos de luta e resistência