SINDIGRÁFICOS REAGE AO OPORTUNISMO PATRONAL QUE USA OS MESES DE PANDEMIA PARA TENTAR MANTER A QUEDA NA RENDA DOS GRÁFICOS ATÉ 2021

Até sexta-feira (25), quando termina o prazo dado pelo Sindigráficos para o patronal durante a 4º rodada de negociação salarial, realizada anteontem, os donos de gráficas precisarão apresentar uma proposta concreta e séria para a entidade sindical ou encarará um cenário inseguro quanto à normalidade produtiva nas empresas perante a possibilidade de uma notificação de greve. O alerta foi dado após o patronal ter marcado e feito a 4º rodada de negociação com o Sindigráficos e demais sindicatos da categoria no estado e lá insistiu na defesa de manter zerado o reajuste salarial e não pagar nada de PLR para os trabalhadores até agosto de 2021, mesmo com toda inflação e depois dos gráficos já terem perdido de 20% a 70% da sua renda na pandemia. O patronal ainda quer reduzir piso salarial, hora-extra e adicional noturno, dentre outros direitos históricos.

“Digo e repito que o patronal está sendo oportunista com tal postura. Usa a pandemia, a qual não afetou só empresas, mas o trabalhador de forma concreta diante do risco de contrair covid-19 e ainda a redução da renda por conta da suspensão do contrato de trabalho e da redução de jornada. Logo, se o patronal, daqui há dois dias, não fizer uma contraproposta séria para o nosso pleito ponderado de recomposição salarial e algo de PLR, o Sindigráficos vai consultar os trabalhadores nas empresas em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, a começar por aquelas que têm alguma ligação direta com o patronal, e não descarta a possibilidade de entrar em greve, caso não venha proposta de reajuste salarial, caso não faça uma proposta de pagamento para PLR, e caso continue com pautas oportunistas contra o piso e demais direitos”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.   

Portanto, o tensionamento entre trabalho e capital está colocado diante do oportunismo do patronal na pandemia, apesar de toda a ponderação do Sindigráficos e da classe trabalhadora ao apresentar uma pauta muita enxuta por reconhecerem o momento diante da covid-19, reivindicando só a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, com a manutenção da PLR e a recuperação salarial frente à inflação deste setembro de 2019.

“Não descartamos a notificação de greve por conta desse oportunismo de colocarem pautas de retirada de direitos em meio à pandemia, enquanto nós procuramos fazer uma campanha ponderada, estudando a situação das empresas. Mas, o sindicato patronal, composto inclusive por gráficas de nosso base de atuação é quem está extrapolando”, critica Leandro. A atual direção do sindicato patronal é composta pelas gráficas Levi, Tiliform, Bignardi, Plural, Tilibra, Giankoy, Conselheiro, Gonçalves, Proactive, Leográfica, Fascreen, Ribergráfica, Sangar, LitoBand e Contiplan.