SINDIGRÁIFCOS APROVA NO PATRONAL PAUTA EXTRA DA CLASSE ONDE RECUPERA SALÁRIO E GARANTE TODOS OS DIREITOS ATÉ 2020

Nesta terça-feira (23), faltando uma semana para acabar a validade dos direitos coletivos dos gráficos paulistas, como o piso salarial bem superior ao salário mínimo nacional, PLR, cesta básica, pagamento de hora-extra, o sindicato patronal das indústria gráficas do estado aceitou uma proposta adicional dos gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, aprovada em assembleia no último domingo (21). Nela, nenhum dos direitos podem ser reduzidos ou retirados pelos donos das empresas pelos próximos dois anos, quando haverá uma nova campanha de mobilização da categoria. A classe também garantiu a recomposição salarial diante da inflação dos últimos 12 meses. O percentual acumulado será divulgado pelo governo federal no começo de novembro, e repassado automaticamente para os gráficos. Denuncie ao Sindigráficos se o reajuste não ocorrer na folha do próximo mês. Além disso, pelo acordado com o patronal, embora a nova Convenção Coletiva de Trabalho terá validade até 31 de agosto de 2020, um novo reajuste salarial e da PLR serão rediscutidos em 2019.

“Ou seja, no próximo ano, vamos tratar somente do aumento do salário e da PLR sem qualquer risco de perda sobre nenhum dos direitos convencionados”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Este ano, infelizmente, não houve o reajuste da PLR. O Sindigráficos, por sua vez, consultará as empresas e os gráficos para que busquem aumentar.

A nova convenção ainda conta com uma alteração para a preservação do direito dos gráficos quando são demitidos. Desde a nova lei trabalhista de Temer, aprovada pelo deputado Bolsonaro no ano passado, as empresas não eram mais obrigadas a homologar a rescisão contratual no sindicato, o que tem levado os gráficos a perderem muitos direitos, sonegados pela falta da fiscalização sindical. Agora, com a mudança na convenção, todas as gráficas têm a recomendação direta do sindicato patronal para fazê-la. Denuncie ao Sindigráficos se sua empresa descumprir tal diretriz patronal.

Outra mudança, dessa vez uma exigência patronal, alterou a data-base da categoria. O patronal queria, de início, trocar de novembro para maio, quando a produção é baixa e o poder de negociação da classe é menor. Mas isso não ocorreu graças a pauta de reivindicação extra dos gráficos de Jundiaí e região aprovada no domingo (21), e diante do protagonismo do presidente do Sindigráficos durante a negociação e ainda pelo histórico de luta em prol da categoria como um todo, como na recente aprovação de um projeto de lei nacional pela Câmara Federal para a preservação e criação de milhares de empregos gráficos no setor editorial. A nova data-base da categoria passou para 1ª de setembro. Ela continua em um mês do segundo semestre do ano. período em que a produção gráfica está aquecida.