SINDIGRÁFICOS ATUA CONTRA SUPOSTA TENTATIVA PATRONAL DE DIVIDIR A CATEGORIA ENTRE AQUELES COM E SEM DIREITOS

REDOMA1Embora a terceirização da atividade fim de uma empresa, a exemplo da função gráfica, não seja permitida nas empresas paulistas e nem noutro Estado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica de Jundiaí (Sindigráficos) investiga denúncias dessa prática irregular na empresa Redoma, situada em Cajamar. O órgão de classe solicitou na última semana uma fiscalização do Ministério do Trabalho para verificar a suspeita de contratação desse tipo de mão-de-obra. O Tribunal Superior do Trabalho proíbe tal serviço.

REDOMA2O sindicato orienta os trabalhadores terceirizados, caso existam, a procurar a entidade de classe, porque, como a prática é ilegal, a Redoma terá de garantir aos supostos terceirizados os mesmos direitos e salários que têm os 100 funcionários contratados diretamente pela empresa. Isso é válido também para o gráfico que for demitido.

“Não tem essa de trabalhador classe A e B dentro do setor gráfico. Todos têm os mesmos direitos. Todos merecem o mesmo respeito”, diz Marcelo Souza, diretor do Sindigráficos. Desse modo, os gráficos devem procurar fazer valer os seus direitos. O Sindicato está de portas abertas. O dirigente antecipa que, após a fiscalização do Ministério do Trabalho, caso seja confirmada a prática ilegal da terceirização, a entidade classista defenderá o interesse de cada um desses trabalhadores via ação judicial.

REDOMA3Além disso, a Redoma vem entregando a cesta básica dos gráficos com um número inferior de produtos obrigatórios. Desde o ano passado, a empresa não atualizou os itens do benefício, com base na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Souza diz que já falou sobre a devida regularização e cobrará novamente para que a adequação seja imediata.

 

GMA Editora: Você tem fome de quê?

Apesar da GMA Editora, na cidade de Jarinu, apresentar um excelente desempenho financeiro, em razão da expressiva produção oriunda de clientes diversos, além de ser responsável pela publicação dos jornais Diário de São Paulo e Bom Dia, a empresa costuma cobrar alto dos funcionários pelo alimento fornecido. Há quatro meses, o valor de cada refeição era R$ 6. Caiu pela metade depois da intervenção do Sindigráficos. Todavia, os atuais R$ 3 descontados do salário dos gráficos ainda tem sido fortemente sentido no bolso desses trabalhadores, que se dedicam, e muito, para o progresso da GMA. Assim, a entidade sindical se reunirá novamente com a empresa para reivindicar a gratuidade no fornecimento da refeição.

GMA JURAOutro problema diz respeito ao transporte dos funcionários da Editora. Eles convivem com grande dificuldade para cumprir os horários de serviço em razão da incompatibilidade do transporte público. “Há ônibus, mas os horários não batem com a escala de serviço”, critica o diretor do Sindigráficos, Jurandir Franco. Ele defende que a empresa adeque a escala com base no horário do transporte público, ou ofereça condução particular. O dirigente vai buscar se reunir esta semana com a empresa para tratar do transporte e da questão da redução do custo da refeição dos gráficos. Ele lembra ainda que há uma denúncia de que a empresa não vem recolhendo o FGTS dos gráficos desde o novembro de 2014.