SINDIGRÁFICOS SE POSICIONA EM DEFESA DA DEMOCRACIA, CONTRA OS AJUSTES FISCAIS E PELO FORA CUNHA

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A crise política e institucional brasileira com consequências negativas na vida dos gráficos/as e demais categorias, bem como para a população mais carente, foi analisada na última semana pela direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí (Sindigráficos). A entidade fez uma profunda análise política, econômica e histórica sobre a questão. Na ocasião, observou-se os principias pontos que geram tal conjuntura de instabilidade. Um ponto é a ofensiva dos grupos políticos das elites no Congresso Nacional contra o governo da presidente Dilma, liderados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Estes grupos não aceitaram ainda a derrota na eleição presidencial de 2014, e querem, de toda forma, suspender o mandato eleito democraticamente, inclusive por meio desse suposto impeachment sem fundamento jurídico, com o objetivo de derrubar a decisão democrática do povo brasileiro, com destaque dos trabalhadores e mais carentes. O outro ponto para a instabilidade são os erros da própria presidente na condução da política econômica do país, com ajuste fiscal nos direitos  trabalhistas e nos programas sociais. O Sindigráficos entende, portanto, que deve se posicionar sobre o caso. O sindicato é contra o golpe mascarado como impeachment, mas também exige do governo federal o fim dos ajustes fiscais, bem como reivindica que Eduardo Cunha deixe a presidência da Câmara dos Deputados.

diretoriaNão ao golpe ao mandado democrático da presidente da República, não aos ajustes fiscais contra direitos trabalhistas e programas sociais e fora Cunha. Este é o teor principal da resolução do Sindigráficos, como foi deliberado pela direção da entidade na última sexta-feira (11). “Esse tal impeachment é um golpe porque não existe base jurídica para isso”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente alerta toda a categoria gráfica para não se enganar pelo que está por trás disso: o fato é que há grupos políticos das elites, liderado pelo derrotado Aécio Neves na última eleição, que ainda não aceitaram a derrota em 2014. “O povo escolheu Dilma, gostem ou não, isso é democracia e ela deve ficar até 2018”, sentencia. Por outro lado, Eduardo Cunha, que já se mostrou não ter condição para ficar no cargo de presidente da Câmara, continua lá e pressionando pelo impeachment de Dilma sem base jurídica.

diretoria2“Não haverá golpe. Cunha deve sair. E é preciso findar o ajuste fiscal do governo Dilma”, frisa Rodrigues. Ele diz que já passou da hora de Cunha sair da presidente da Câmara Federal, pois, além de tudo, ele é hoje um dos maiores apoiadores de leis contra os direitos trabalhistas, a exemplo do PL da Terceirização, desarquivado e posto para votação, por ele, em tempo recorde. E este político é o mesmo que agora quer o impeachment da presidente Dilma. Foi ele quem abriu tal processo. “Além de tirar Cunha e manter o mandato democrático, Dilma precisa mudar urgentemente a política econômica do Brasil: chega de ajuste fiscal, de juros altos, pois tudo isso prejudica os empregos e os direitos dos trabalhadores, bem como os importantes programas sociais dos últimos anos no Brasil”, finaliza a resolução do Sindigráficos.