OMISSÃO NO PPP PODE FAZER GRÁFICO TRABALHAR MAIS TEMPO PARA SE APOSENTAR E RECEBER VALOR MENOR

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O trabalhador gráfico de Jundiaí/SP e Região ou de outro lugar do Brasil pode ter que laborar até 10 anos a mais para se aposentar, e/ou receber até 30% menor do valor da aposentadoria quando faltam dados sobre a insalubridade no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), documento que o trabalhador recebe quando sai da empresa e precisa entregar ao INSS quando solicita a aposentadoria. Tamanha injustiça ocorre quando a gráfica preenche errado o PPP, omitindo parcial ou integralmente a insalubridade quando existe ou houve no local de trabalho.  O patrão é obrigado a preencher o documento corretamente e entregá-lo no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho de cada gráfico. Este trabalhador, portanto, deve recorrer à Justiça do Trabalho se verificar a omissão e/ou equívocos de informações no PPP. O documento é um dos necessários para pedir a aposentadoria especial (com 25 anos de serviço insalubre) ou a aposentadoria por tempo de serviço (35 anos).

p2A insalubridade ocorre quando o gráfico está exposto a certos níveis de agentes físicos (calor, ruído) e químicos (tintas, querosene, verniz, pó de papel e outros). Tal insalubridade, nível e período devem estar no PPP. O direito previdenciário garante ao gráfico a aposentadoria com 25 anos de trabalho sob condições insalubres. Mas se a empresa não informar a insalubridade, o gráfico não consegue seu benefício especial, restando-lhe se aposentar na condição de tempo de serviço (35 anos). Ou seja, 10 anos depois. “O gráfico não pode aceitar essa injustiça sem levar o caso para a Justiça. Ele tem, após a rescisão do contrato de trabalho, até um ano, 11 meses e 29 dias para fazer a reclamação trabalhista, exigindo direitos dos últimos cinco anos de trabalho”, fala o advogado do Sindicato dos Trabalhadores dos Gráficas de Jundiaí (Sindigráficos).

O gráfico que recebe adicional de insalubridade faz jus a aposentadoria especial, porém, a maioria das gráficas não paga tal adicional. E o que é pior, não preenche o PPP com as informações sobre riscos que estava exposto o trabalhador. Logo, ele não consegue  aposentadoria especial, restando apenas a converter sua aposentadoria por tempo de serviço  (aposentadoria comum).  “Com isso, o gráfico acaba trabalhando mais tempo ou aguarda a complementação da idade (65 anos se homem e 60 anos se mulher)”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

p3Quando o gráfico recebe adicional de insalubridade em grau médio (20% sobre o salário mínimo)  informado no PPP, mas que deveria ser de grau máximo (40%), ele deverá recorrer à Justiça do Trabalho. Ação visa receber diferenças salariais e danos por ter sido prejudicado seu benefício. É fácil entender porque. Se informa 20% quando há 40% de insalubridade, haverá incremento no salário mensal menor e isso terá rebatimento automaticamente no cálculo para o valor da aposentadoria. “Quando o juiz julga pertinente casos de omissão de informações, obriga-se o patrão a refazer as anotações e os cálculos pertinentes, fazendo justiça com o gráfico pois terá o tipo correto da aposentadoria, no tempo e valor devido”, fala Jurandir Franco, diretor do  Sindigráficos.

Outro problema de omissão de informações no PPP que causa grande transtorno ao gráfico é não dizer o período e o nível de insalubridade na empresa em anos anteriores. Com a evolução tecnológica e com novos procedimentos, sobretudo nas grandes empresas, diminui-se ou acabou a exposição a agentes químicos e/ou físicos no ambiente laboral. Neste caso, pode até não haver mais insalubridade atualmente, mas isso não diz que nunca houve no passado. A empresa precisa informar no PPP cada período que houve insalubridade e o seu percentual de ocorrência. Sem isso, o gráfico poderá laborar mais e receber menor aposentadoria.

BERCRON3Valdir Ramos, diretor do Sindicato, que é impressor, cita, por exemplo, que até o ano 2000 manipulava querosene, solvente e… “E nada impede que nas pequenas gráficas estes produtos ainda sejam utilizados. Isto tudo é insalubre”, ressalta o sindicalistas. Os gráficos da Impressão e do Acabamento também podem está em ambiente insalubre quando estão submetidos a ruídos e temperaturas excessivas, bem como inalação de pó de papel, odor de tintas, vernizes e outras substâncias. “É importante que o gráfico tire fotos do rótulo dos produtos que usa ou inala, porque pode ser uma prova relevante para provar que há insalubridade em caso de negada pelo patrão”, orienta Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos.

Vale lembrar que é importante o tempo de insalubridade informado no PPP mesmo que não se alcance os 25 anos completos para garantir a aposentadoria especial. Este período quando registrado adianta o tempo para a conquista da aposentadoria por tempo de serviço e pode garantir um melhor valor. “Cada cinco anos de serviço insalubre, o gráfico ganha dois anos no tempo normal”, diz Laurindo.  Isso equivale a sete anos de contribuição contabilizados para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço. Até mesmo tempo menores de trabalho insalubre pode ser convertido, com acréscimo, para o direito por tempo de serviço.

Aposentadoria negada

p4Quando o INSS negar a aposentadoria, o gráfico não deve aceitar. Ele deve recorrer do caso, porque, na maioria das vezes, é revisto. O INSS costuma pedir mais documentos que, normalmente, foram omitidos pelo patrão. O gráfico deve reclamar junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Com isso, geralmente o(s) documento(s) pendente(s) aparecem, os quais devem ser enviados para o INSS. Caso a autarquia negue mais uma vez, ainda assim, a aposentadoria ainda pode ser conquistada. O gráfico deve ir ao Juizado Especial Federal. Não precisa de advogado. O próprio Juizado toma as iniciativas cabíveis para inspecionar o caso e dar a sentença sobre a questão. Caso a sentença seja favorável, o INSS pode recorrer nas instâncias judiciais superiores. O gráfico com auxílio de um advogado deve também acompanhar o caso em busca da justiça.

TROPA DE CHOQUE DO GOVERNO TEMER MONTADA PARA AVANÇAR COM AGENDA IMPOPULAR E ANTITRABALHISTA

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A equipe do presidente interino Michel Temer, a começar pelo próprio, não terá dificuldades para encampar medidas impopulares, inclusive pelo histórico de comportamento de alguns dos membros do novo governo. Inicialmente, vale lembrar que o relator em plenário da reforma da previdência do governo FHC, que suprimiu vários direitos de aposentados e pensionistas, foi o então deputado Michel Temer. A reforma administrativa do governo FHC, que suprimiu vários direitos dos servidores e tentou acabar com a estabilidade e eliminar o Regime Jurídico Único, foi relatada pelo então deputado Moreira Franco, atualmente um dos homens fortes do governo Temer nos assuntos de privatização, de parcerias público-privada e de venda de ativos. Quando da votação e aprovação do projeto que flexibilizava a CLT, o PL 5.483/01, o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público era o então deputado Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo, que se empenhou pessoalmente na aprovação da matéria. O atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, na condição de relator do Orçamento para 2016, propôs corte de R$ 10 bilhões do Bolsa Família e eliminação dos reajustes dos servidores, além de defender a flexibilização da CLT. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a quem competirá também gerenciar a Previdência Social e Complementar, defende uma reforma radical nas regras de concessões de benefícios previdenciários, desde a instituição de idade mínima até a desvinculação do salário mínimo como piso de benefícios da seguridade social. Para resistir à investida sobre os direitos dos trabalhadores, servidores, aposentados e pensionistas, os movimentos sindicais e sociais vão precisar de organização, mobilização, unidade de ação e aliança com outras forças contrárias a essa agenda conservadora e neoliberal. Sem um trabalho intenso de resistência, denúncia e contestação à ofensiva do novo governo sobre direitos dos assalariados, conforme preconizado na “Ponte para o futuro”, há risco real de retrocesso nas conquistas sociais.

pont1Inicialmente, vale lembrar que o relator em plenário da reforma da previdência do governo FHC, que suprimiu vários direitos de aposentados e pensionistas, foi o então deputado Michel Temer. E o coordenador político do governo Dilma, quando da aprovação no Congresso das medidas provisórias 664 e 665, que eliminou o caráter vitalício das pensões, restringiu o acesso ao seguro-desemprego, ao seguro-defeso e ao abono salarial, além de modificar o cálculo do auxílio-doença, foi o vice-presidente da República, atualmente no exercício interino da Chefia do Poder Executivo.

A reforma administrativa do governo FHC, que suprimiu vários direitos dos servidores e tentou acabar com a estabilidade e eliminar o Regime Jurídico Único, foi relatada pelo então deputado Moreira Franco, atualmente um dos homens fortes do governo Temer nos assuntos de privatização, de parcerias público-privada e de venda de ativos.

Quando da votação e aprovação do projeto que flexibilizava a CLT, o PL 5.483/01, o presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público era o então deputado Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo, que se empenhou pessoalmente na aprovação da matéria. Esse projeto só não virou lei porque em 2003 o então presidente Lula solicitou sua retirada do Congresso.

O atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, na condição de relator do Orçamento para 2016, propôs corte de R$ 10 bilhões do Bolsa Família e eliminação dos reajustes dos servidores, além de defender a flexibilização da CLT, tema que sequer estava em debate na peça orçamentária. Referiu-se ao assunto ao criticar as despesas com a Justiça do Trabalho.

pont1O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a quem competirá também gerenciar a Previdência Social e Complementar, defende uma reforma radical nas regras de concessões de benefícios previdenciários, desde a instituição de idade mínima até a desvinculação do salário mínimo como piso de benefícios da seguridade social.

O líder do processo de impeachment, Eduardo Cunha, um dos principais aliados do vice-presidente em exercício Michel Temer, foi também o líder e condutor da votação e aprovação do projeto de lei que institui a terceirização e a “pejotização” nas relações de trabalho. Mesmo afastado da presidência da Câmara, por decisão do Supremo, continua influente no Congresso e no governo, tendo inclusive indicado nomes para a liderança do governo na Câmara e também para postos-chave na nova gestão.

A formação do segundo escalão dos ministérios do Planejamento e da Fazenda, compostos de técnicos de perfil fiscalista, que já serviram ao governo FHC, demonstra que a batalha não será fácil. Esse pessoal não tem nenhuma sensibilidade política e toda convicção de que é preciso reduzir o tamanho do Estado e cortar gastos, especialmente com a máquina pública e as políticas públicas sociais.

Acrescente-se a essa disposição para enfrentar temas impopulares, o fato de o governo Temer contar com uma grande base parlamentar que envolve parlamentares e partidos de centro e centro-direita que podem ser classificados como liberais, do ponto de vista ideológico, e conservadores, do ponto de vista social.

pont1A julgar por este pequeno apanhado, o governo não terá maiores cerimônias em propor reformas impopulares e, se mantiver unida sua base conservadora e neoliberal, poderá fazer o que nem o “centrão” na Constituinte nem FHC nos seus dois governos conseguiram: instituir idade mínima na previdência, desvincular o salário mínimo dos benefícios da seguridade, abrir a economia ao capital estrangeiro sem reservas, privatizar empresas públicas e sociedades de economia mistas, como os Correios, a Casa da Moeda, setores da Petrobras e toda a Eletrobras, além de flexibilizar a CLT.

Para resistir à investida sobre os direitos dos trabalhadores, servidores, aposentados e pensionistas, os movimentos sindicais e sociais vão precisar de organização, mobilização, unidade de ação e aliança com outras forças contrárias a essa agenda conservadora e neoliberal. Sem um trabalho intenso de resistência, denúncia e contestação à ofensiva do novo governo sobre direitos dos assalariados, conforme preconizado na “Ponte para o futuro”, há risco real de retrocesso nas conquistas sociais.

FONTE: Com informações do DIAP

SINDICATO COBRA PLR, FGTS E CESTA BÁSICA DA OCEANO E CRITICA RECUO NA REDUÇÃO DO TRABALHO AO SÁBADO

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Os gráficos da empresa Oceano, em Cajamar, têm de trabalhar todos os sábados. Essa foi a posição do novo gestor de Recursos Humanos da empresa durante a retomada das negociações de um acordo de jornada de trabalho com o sindicato da categoria na Região (Sndigráficos). As conversas anteriores acenavam para o serviço alternado nos sábados. A empresa, por sua vez, recusou todos os encaminhamentos anteriores e disse que o horário de trabalho continua como sempre foi: todo sábado e ponto final. O sindicato criticou o postura da Oceano que não cumpre com as negociações, alertou que nunca há ponto final quando se trata do interesse dos gráficos e levará o caso para o conhecimento de todos. A entidade de classe ainda cobrou a comprovação dos pagamentos da 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR), atrasada a mais de um mês, e o pagamento do FGTS, que ouve até parcelamentos dos atrasados junto à Caixa Econômica. O Sindigráficos cobrou também a correção da defasagem no valor do vale-alimentação dos funcionários.  

oceano2“A Oceano recomeçou as negociações muito mal: retrógrada que nega os acordos de antes, querendo voltar ao começo, deixando sem valor a palavra da própria empresa posta antes. Essa foi a posição da empresa que ficou claro diante a postura do novo gestor de RH durante reunião”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. “Uma nova reunião será realizada no começo do próximo mês e o Sindigráficos antecipa que vai retomar esta debate de um acordo de jornada de trabalho e consultará os trabalhadores sobre a postura da categoria diante da tentativa de retrocesso por parte da empresa”, conta Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos que acompanha o caso.

PLR, FGTS e Cesta Básica

O Sindigráficos aproveitou para cobrar da Oceano o pagamento da 1ª parcela da PLR, que era para ser paga até o dia 5 do último mês. Diante da cobrança, a empresa provou que pagou a dívida. Foi feito no último dia 10. Ela pagou 35 dias depois do prazo final e mediante a cobrança dos sindicalistas e dos trabalhadores que fizeram diversas denúncias.

oceano3O FGTS foi outro ponto que gerou questionamentos do Sindigráficos. A entidade vinha cobrando a comprovação do pagamento dos atrasados e a regularização do recolhimento. A empresa apresentou documento que estava sem débito algum em relação do FGTS junto à Caixa Econômica.  Por precaução, o sindicato buscará confirma a notícia junto ao banco, inclusive para esclarecer a quitação de parcelamentos de pendências, bem como a adequação atual no recolhimento mensal deste direito.

O vale-alimentação precisa ser corrigido, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho da classe. A Oceano é obrigada a pagar um valor que corresponda, no mínimo, a soma dos produtos da cesta básica comprados nos supermercados de Cajamar. O sindicato fez esta pesquisa em março e constatou que o preço médio é de R$ 90. Já o valor do vale-alimentação, por sua vez, chega a R$ 80, isso depois do desconto. A entidade mostrou a pesquisa ao gestor de RH, que levou para análise da direção da empresa. O tema volta a ser abordado na próxima reunião no início do mês que vem.

 

GRÁFICOS DE JUNDIAÍ SE SOMAM AO STIG/SP E AMPLIAM A PRESSÃO CONTRA OS ABUSOS DO DONO DA ULTRAPRINT

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O risco de perder direitos se amplia quando os trabalhadores não estão unidos. A unidade é o primeiro pilar da consciência de classe, que pode evitar o descumprimento de direitos e o não pagamento salarial. Porém, quando o patrão descumpre a lei, é preciso avançar na organização e na mobilização da classe. E isso vem ocorrendo a quase duas semanas entre os gráficos da empresa Ultraprint, na capital paulista. Eles estão em greve. Não receberam 13º salário em 2015 e nenhum salário este ano, nem outros direitos. Ao invés de pagar, o padrão sonega seu dever, cobra trabalho e contrata ilegalmente para manter o serviço e garantir o faturamento. Apesar de divergências políticas por pertencer a outra central sindical, os gráficos de Jundiaí e Região, através do Sindicato da classe (Sindigráficos), soma-se à luta desses gráficos e do sindicato deles (STIG/SP), pois avalia que é hora de mostrar toda unidade e força da categoria contra o patrão fora da lei. O Sindigráficos, que já contou com o STIG/SP em ações em gráficas de Jundiaí e Região, a exemplo da greve em 2007 na empresa Oceano, em Cajamar, agora solidariza-se com os sindicalistas da capital e participa desta greve na Ultraprint.

ultra2“A única coisa que a empresa pagou aos seus funcionários este ano foi a primeira parcela da Participação dos Lucros e Resultado, e nada mais. Ou seja, estão a quatro meses sem receber seus salários, cesta básica e o FGTS não está sendo recolhido, dentre outras questões”, questionou o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues, durante a mobilização da greve na segunda-feira (16). Toda manhã, os gráficos se reúnem em assembleia na frente da Ultrapint e realizam manifestações públicas com carro de som. Os trabalhadores, que contam com todo o apoio do STIG/SP durante a greve, estão bem unidos, organizados e mobilizados.

O dirigente conta que a revolta dos trabalhadores é grande porque o proprietário não pagar e ainda tenta enganá-los. “O patrão caloteia os empregados e ainda contrata “biqueiros” (modalidade de contrato de trabalho ilegal, por não ter registro na carteira profissional) no lugar dos registrados”, repassa indignado Rodrigues.

ultra3Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos, que também está participando das manifestações dos gráficos da Ultrapint, descreve o cenário de luta no local, mas diz que é muito triste ver o sofrimento dos companheiros, sobretudo porque sempre trabalharam por todo este tempo mesmo sem o patrão pagar seus salários. “O voto de confiança dos funcionários foi retribuído com este desrespeito do patrão”, diz o dirigente. E para piorar, ele fala que no relato dos funcionários a empresa ainda os massacram. Um gestor se autointitula “o capeta”e este desdenha da situação quando os empregados os consultam quando será realizado os pagamentos. Ele manda perguntar no posto Ipiranga – fazendo alusão à publicidade deste posto, que tem este bordão para explicar que só lá as demandas têm respostas. A revolta contra o “capeta” ficou evidente nos atos de greve.  ”Laborar de graça e sem respeito é escravidão, não trabalho, diz Franco.

O presidente do Sindigráficos frisa que a entidade continuará presente nesta luta, acompanhando a greve dos gráficos da Ultraprint de perto,  junto com STIG de São Paulo. Ele frisa que são nestas horas que as entidades de classe devem passar por cima das divergências políticas e priorizar o que é mais relevante, ou seja, trabalhadores e trabalhadores.

 

TEMER SUGERE APOSENTADORIA E PENSÃO MENOR QUE O SALÁRIO MÍNIMO. REFORMA TRABALHISTA VEM EM SEGUIDA

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Previdência pode ter salário inicial menor que o mínimo. A reforma que o governo de Michel Temer está preparando para a Previdência Social poderá resultar na criação de um salário de referência para as aposentadorias e pensões, com regras próprias de reajustes. A meta, com isso, é desvincular os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do reajuste do salário mínimo. O rendimento seria um pouco menor que o atual piso salarial como forma de reduzir o ritmo de crescimento do rombo da Previdência. Temer acredita que, com esse rendimento especial para a Previdência, o ministério da Fazenda poderá levar adiante a proposta de mudança na fórmula de correção do salário mínimo. O novo governo também quer criar idade mínima para a aposentadoria ou aumentar o tempo de contribuição previdenciária. O Planalto deve apresentar no dia 3 de junho um projeto de reforma previdenciária “de consenso” com centrais sindicais, exceto a CUT e a CTB, para a votação dos parlamentares, os mesmo que votaram pela saída da presidente Dilma Rousseff. No dia de ontem (18), o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirmou ainda que para “ajudar no trabalho” e “a pedido das centrais”a reforma da Previdência e a reforma Trabalhista serão tratadas separadamente. Segundo ele, a previdenciária virá primeiro e a Trabalhista, num segundo momento.

pont1Em relação ideia e Temer sobre a Previdência pode ter salário inicial menor que o mínimo, ele acredita que, com esse rendimento especial para a Previdência, o ministério da Fazenda, sob o comando de Henrique Meirelles, poderá levar adiante a proposta de mudança na fórmula de correção do salário mínimo, para que o impacto fiscal seja menor do que o projetado se mantida a metodologia atual, que vale até 2019. O presidente interino já recebeu algumas propostas de economistas e vai analisá-las nos próximos dias, de acordo com uma fonte próxima ao Palácio do Planalto. A ideia é que a mudança possa valer a partir do próximo ano.

prev“Como a fórmula do reajuste do mínimo está prevista por lei, o presidente pode mudar o que ainda não foi aplicado, ou seja, a regra a partir do próximo ano”, explicou o economista Raul Velloso. A regra atual considera a soma da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes mais a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Cada real a mais no mínimo resulta em cerca de R$ 300 milhões de despesa adicional à Previdência.

 

FONTE: Com informações do DP e FolhaSP

SINDICATO FAZ CLICHERLUX PAGAR A GRÁFICOS DEMITIDOS SALÁRIO EXTRA, CESTA BÁSICA E LIBERA FGTS E SEGURO

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Deixar de pagar todos os direitos dos trabalhadores no ato da rescisão, inclusive não recolher totalmente o FGTS, é ilegal e gera custos financeiros adicionais ao patrão. A empresa Clicherlux, em Valinhos, por exemplo, após não pagar as verbas rescisórias de 13 gráficos demitidos, no prazo adequado, teve de pagar um salário nominal extra para cada um dos empregados, como diz a lei (Art. 477 da CLT) e conforme a exigência do Sindicato da classe (Sindigráficos). A empresa ainda teve de pagar cestas básicas mensais no período em que atrasa o pagamento das verbas rescisórias. Até agora, cada trabalhador já recebeu quatro cestas básicas, mesmo depois de demitidos, enquanto toda a verba rescisória não fora quitada. Além disso, na última semana, a Justiça do Trabalho concedeu alvarás em favor dos gráficos, em atendimento a uma ação impetrada pelo Jurídico do Sindicato. A ação solicitou que os trabalhadores pudessem sacar o FGTS e dar entrada no Seguro-Desemprego. Os gráficos estavam impedidos de solicitar estes benefícios por falta da homologação da rescisão contratual  de trabalho, em virtude de a empresa não ter pago as respectivas verbas rescisórias.

clicherlux3 A Clicherlux e qualquer outra gráfica ou empresa que não pagar a verba rescisória quando demitir seu funcionário terá obrigatoriamente de pagar um salário a mais para ele. O salário deve ser igual ao recebido pelo trabalhador. Refere-se a multa por descumprir o Artigo 477 da CLT.

O sindicato ainda conquistou desde de fevereiro a distribuição de cestas básicas mensais para cada trabalhador. “A ação, que foi uma conquista para os trabalhadores, diminuindo o impacto da demissão na vida deles, é também um custo adicional para a empresa que serve como uma lição ao setor patronal, pois somente teve de pagar por sua falha no ato da rescisão, conforme a nossa reivindicação, evitando que os gráficos ficassem desamparados, sem dinheiro e/ou alimentos”, lembra da exigência o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues.

clicherlux2Noutra frente, o Jurídico do Sindicato, liderado pelo advogado Luisinho Laurindo, ainda protocolou uma ação judicial com pedido de liminar para garantir a liberação das guias do FGTS e do Seguro-Desemprego dos 13 trabalhadores demitidos. “Nossa expectativa era de 30 dias, mas o resultado da limitar e do alvará judicial saiu em uma semana depois do ingresso da ação na Justiça”, conta satisfeito Luisinho. Os trabalhadores  receberam os alvarás na quarta-feira (11) na sede do Sindigráficos. Com o documento em mãos, poderão sacar o FGTS e dar entrada no Seguro.

clicherlux4Apesar da permissão de receber tais direitos, além do salário adicional e das cestas básicas, mediante atuação sistemática do sindicato, o órgão de classe continuará acompanhando a Clicherlux para que ela conclua o pagamento das verbas rescisórias em breve, já confirmado pela gráfica que inclusive sente o peso do referido descumprimento da lei trabalhista. Dos 14 gráficos demitidos, apenas um não foi incluído nestes benefícios. Isto porque ele não procurou o sindicato como fizeram os outros. Porém, a entidade se coloca à disposição dele. Basta procurar os sindicalistas.

O sindicato aproveita ainda da frisar a importância dos trabalhadores se sindicalizarem para fortalecer política/economicamente a entidade para continuar atuando em defesa dos 6,5 mil gráficos de Jundiaí e Região.  A filiação é bem fácil e rápida. Pode ser feita AQUI no site do sindicato. Os trabalhadores também podem fazer denúncias pelo site. Clique AQUI