NOVA GREVE GERAL CONTRA REFORMAS E POR ELEIÇÕES DIRETAS SERÁ REALIZADA APÓS A OCUPAÇÃO EM BRASÍLIA

Mesmo com a repressão e a violência policial, mais de 200 mil trabalhadores de todo o país ocuparam a capital federal nesta quarta-feira (24) para pressionar o Congresso Nacional a paralisar a tramitação das reformas Trabalhista e da Previdência. O ato convocado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo refletiu dentro do Congresso e a bancada de oposição ao ilegítimo Michel Temer (PMDB) chegou a ocupar a mesa da presidência da Câmara dos Deputados. Já nas imediações do Congresso, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou essa como a maior marcha sobre a capital federal e destacou que mais uma Greve Geral deve vir por aí. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, afirmou nesta quarta-feira (24) que as centrais sindicais devem se reunir ainda nesta semana para deliberar uma nova greve geral para daqui a 15 ou 20 dias.

“Deram um golpe e não conseguem completar, o que significa fazer as reformas Trabalhista e da Previdência. Esse é o passo inicial da maior guerra que faremos contra esses golpistas para derrubar essas reformas, vamos fazer uma greve geral maior do que fizemos no dia 28”, disse.

O dirigente ressaltou ainda a importância da CUT neste cenário e a necessidade da unidade da classe trabalhadora contra os retrocessos. “Se não conseguem entregar nossos direitos e discutir uma ditadura no Brasil é porque tem a CUT e seus sindicatos fazendo a luta. Essa foi a maior marcha da história dos trabalhadores no Brasil, trouxemos mais de 200 mil por Diretas Já e precisamos levar essa luta para o cotidiano do país”, apontou.

Temer nas cordas – Incapaz de responder democraticamente às mobilizações e sem respaldo moral e político, o golpista Temer baixou uma AGA (Ação de Garantia da Ordem) autorizando o Exército a fazer a segurança do Distrito Federal até o dia 31 de maio, provável dia da votação da Reforma Trabalhista, em episódio que remonta aos tempos obscuros da ditadura militar.

FONTE: Com informações da CUT e R7

GRÁFICOS OCUPAM BRASÍLIA HOJE POR ELEIÇÕES DIRETAS EM PROL DOS DIREITOS TRABALHISTAS E APOSENTADORIA

Depois do que demonstrou a JBS à nação brasileira sobre os crimes de Temer, indiciado por organização criminosa pelo STF, caiu a máscara deste governo, pautado por políticas para o atendimento só da parcela patronal em detrimento do trabalhador. Por isso que amanhã a OAB  pedirá o impeachment dele. Mas, pouco adianta a sua saída por impeachment (mais demorado), pelo julgamento do TSE por ilícitos na eleição (prazo médio) ou por renúncia (rápida) se a escolha do novo presidente for feita pelos mesmos congressistas, onde dezenas deles são investigados por crimes e receberam inclusive propina pela própria JBS, como delatado.  O fato é que se a escolha para o novo presidente não for democrática pelo voto do povo, o pais continuará sendo gerido pelos mesmos grupos empresariais que representam no Congresso os interesses de poucos. Estes políticos farão tudo para manter as reformas do Temer, garantindo os objetivos iniciais dele para privilegiar bancos e patrões às custas da exclusão de direitos trabalhistas e o limite da aposentadoria e pensões. Do que adianta a saída do Temer para tirar o povo das eleições do novo presidente e manter as mesmas reformas antipovo e antitrabalhador?

Contra o golpe na democracia, independente da ideologia do cidadão, a classe trabalhadora organizada decidiu ocupar a capital do Brasil nesta quarta-feira (24). Em prol da democracia, pela saída imediata do Temer e sobretudo pelas eleições diretas para a população escolher seu novo presidente, bem como pela manutenção de todos os direitos da CLT e das convenções coletivas e da aposentadoria pública, os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região aderiram a ocupação, que inicia em breve. Integrantes do Sindicato da classe (Sindigráficos) estão no local.

“Organização criminosa, obstrução à Justiça e corrupção passiva. Estes são os crimes que Temer está sendo indiciado pelo STF. Qual a moral que tem para governar um país e ainda para defender o fim de direitos do povo para melhorar a situação brasileira?” critica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, presente em Brasília.

Mas não adianta ficar só falando, enquanto o governo continua manobrando, com o apoio de congressistas, para se manter no poder e avançar as terríveis reformas. “É por isso que estamos aqui hoje para enterrar este ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários, e pelo fora Temer e por eleições diretas já”, ressalta Valdir Ramos, secretário geral do Sindicato dos Gráficos.

O jurista Luis Carlos Laurindo, assessor jurídico do Sindigráficos, apoia a decisão da sua Ordem de Advogados do Brasil (OAB) em protocolar o pedido de impeachment de Temer por crimes cometidos no mandato.

“Só sua saída pode restabelecer a combalida economia brasileira, para assim retomar os empregos e a manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários”, diz Laurindo, ratificando que seja por impeachment no Congresso Nacional, seja por decisão do TSE, ou por renúncia, Temer e muitos dos seus ministros não têm condição de se manter no cargo com indícios e ações criminais, a exemplo do escândalo delatado pela JBS.

Porém, ele reforça que após a saída desde governo, só a legitimidade do voto popular pode restabelecer democraticamente os interesses do conjunto da população brasileira, evitando a continuação de interesses particulares, em especial de áreas empresariais em detrimento ao povo.

 

EDITAL – PUBLICAÇÃO DE CHAPA INSCRITA E ABERTURA DE PRAZO PARA IMPUGNAÇÕES DE CANDIDATURAS

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA GRÁFICA, DA COMUNICAÇÃO GRÁFICA E DOS SERVIÇOS GRÁFICOS DE CAJAMAR, JUNDIAÍ, VINHEDO E REGIÃO, CNPJ nº 50981315000135, Registro Sindical, processo nº 46255.001930/2011-51, com sede na Av. Belmiro Campos Cortez, nº 64, casa 02, Jardim São Luis, Polvilho, Cajamar – SP – CEP 07793-425, por seu Presidente, Sr. Leandro Rodrigues da Silva, nos termos do artigo 98 dos Estatutos Sociais, vem a público informar que as 17:00 horas do dia 22 de maio de 2017, encerrou o prazo para inscrição de chapas nos termos do Edital de Convocação de Assembléia Geral Eleitoral, publicado no Jornal Agora, pagina B6, edição de 18 de maio de 2017, inscreveu-se apenas uma chapa conforme os termos da ata de registro abaixo transcrita: ATA DO ENCERRAMENTO DE REGISTRO DE CHAPAS e ELEIÇÕES 2017

Aos 22 dias do mês de maio de 2017, às 17:00 horas, na sede do SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA GRÁFICA, DA COMUNICAÇÃO GRÁFICA E DOS SERVIÇOS GRÁFICOS DE CAJAMAR, JUNDIAÍ, VINHEDO E REGIÃO, sita à Av. Belmiro Campos Cortez, nº 64, casa 02, Jardim São Luis, Polvilho, Cajamar – SP – CEP 07793-425, foi lavrada a presente ata dando conta do registro de uma única chapa para concorrer às eleições Sindicais que serão realizadas nos dias 04 e 05 de julho de 2017, conforme edital convocatório publicado no Jornal Agora, pagina B6, edição de 18 de maio de 2017. Denominada Chapa 1 – RESISTIR PARA AVANÇAR, está assim constituída: RELAÇÃO DOS CANDIDATOS e MEMBROS EFETIVOS DA DIRETORIA

Presidente Leandro Rodrigues da Silva
Secretário Geral Valdir Ramos da Silva
Secretário de Finanças e Administração Jurandir Aparecido Franco
Secretário de Assuntos Jurídicos Walter Correia Junior
Secretário de Saúde e Formação Valeria Simionatto
Secretário de Inclusão Social e Atividades Culturais Maria Aparecida Reis
Secretário de Comunicação e Imprensa João Rodrigo da Silva Reis

MEMBROS SUPLENTES DA DIRETORIA
01 – Rafael Tertuliano da Silva
02 – Maria do Socorro Silva
03 – Marcio Carvalho de Souza
04 – Antonio Carlos Amâncio Lopes
05 – Josué Cândida da Silva
06 – Carlos Eduardo Martins
07 – Gilmar Gomes da Silva

MEMBROS EFETIVOS DO CONSELHO FISCAL
01 – César Luis dos Santos.
02 – Leonildo da Silva João
03 – Regina Aparecida da Silva

MEMBROS SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
01– Aparecido Morales
02– Paulo Gomes Felippe
03– José Augusto Satyro de Souza

MEMBROS DO CONSELHO CONSULTIVO
01 – Wilson Roberto Donato
02 – Osvaldo Santesso
03- Leonardo Del Roy

DELEGADOS DE REPRESENTAÇÃO FEDERATIVA
MEMBROS EFETIVOS
01- Leandro Rodrigues da Silva
02- Valeria Simionatto
MEMBROS SUPLENTES
01- Valdir Ramos da Silva
02- Walter Correia Junior
E para constar, foi lavrada a presente ata que vai assinada pelo Presidente do Sindicato e do Processo eleitoral, pelo encabeçador da chapa e demais presentes. Afixa-se no quadro de Avisos. Cajamar, 22 de maio de 2017, às 17:00 horas. Leandro Rodrigues da Silva. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região e do Pleito Eleitoral.

Também serve o presente edital para informar que estará aberto o prazo (inicio em 23/05/2017 e encerrará em 27/05/2017) para a apresentação de impugnações aos candidatos, em conformidade com o artigo 103 e seguintes do Estatuto Social. Afixa-se no quadro de Avisos. Cajamar, 23 de maio de 2017. Leandro Rodrigues da Silva – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região e do Pleito Eleitoral.
LEANDRO RODRIGUES DA SILVA
PRESIDENTE

PREVENÇÃO DA PLR E DA EQUIPARAÇÃO SALARIAL DOS GRÁFICOS DA NOVAPRINT É REALIZADA PELO SINDICATO

Nesta semana, uma reunião com a gráfica NovaPrint, situada em Atibaia, deve ser realizada para tratar da equiparação salarial dos funcionários. O encontro foi solicitado pela sindicato da classe (Sindigráficos) diante  das denúncias dos trabalhadores de que há problemas neste quesito. Já a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos empregados, direito contido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe, que teve problemas para ser pago no ano anterior, foi previamente cobrado este ano pelo sindicato e pago há poucas semanas dentro do prazo correto. Havia denúncias, assim como a equiparação salarial, de que poderia ter problemas. Resta a NovaPrint reunir-se com sindicalistas e mostrar que os salários com base nas funções também estão adequados pela lei.

“Trabalho igual carece de salário igual. Isso é a equiparação salarial que precisa ser seguida de acordo com a lei, atendendo critérios objetivos de mérito e antiguidade do profissional”, diz Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos.

Em síntese, o jurista explica que é preciso observar se na mesma função é similar a capacidade produtiva e qualificação entre os profissionais em análise, bem como se estes não possuem entre si uma diferença de tempo de serviço na empresa superior a dois anos.

Em outras palavras, com função e mérito iguais e tempo de diferença no serviço inferior a dois anos entre os profissionais em análise, deve-se, em tese, garantir a equiparação salarial.

“Infelizmente, isso não ocorre, sobretudo em micro e pequenas gráficas, pois estas não costumam ter um Plano de Cargos, Salário e Carreira – “conjunto de regras e normas, que estabelece os mecanismos de gestão de pessoal das empresas, avaliação e movimentação na carreira profissional e no salário”, fala Laurindo. Sem a equiparação, a desmotivação do profissional é grande e com efeito negativo na produtividade da empresa, com pleno prejuízo.

“A equiparação salarial não é uma opção do patrão, mas uma obrigação legal. Não se pode fazê-lo por critérios subjetivos, ou seja, por empatia das chefias aos trabalhadores, por bajulação destes mesmos, ou etc.”, alerta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

O dirigente espera que a NovaPrint cumpra a afirmação feita, na última semana, comprometendo-se em se reunir com sindicalistas sobre a questão até esta sexta, a fim de previamente evitar demanda judicial perante possível irregularidade.

O Sindigráficos alerta ainda aos gráficos do local de que é necessário se organizar mais em torno da entidade de classe para evitar e garantir os seus direitos, bem como contribuir para fortalecer a categoria na região.