EMPREGOS PARA GRÁFICOS À VISTA. JJ OFERECE VAGAS, MAS ATRASA SALÁRIO E ETC. NA GONÇALVES, TUDO É PAGO CERTO

Impressores e auxiliares de impressão à procura de emprego têm vagas em aberto no Jornal de Jundiaí (JJ) e na gráfica Gonçalves em Cajamar. Os candidatos devem enviar os currículos às empresas imediatamente. No caso da Gonçalves, que ainda seleciona candidatos para a área de Orçamentista Gráfico de Embalagens, todos com experiência e registro na carteira, os currículos podem ser enviados também para o Sindicato da classe (Sindigráficos) através do e-mail contato@sindigráficos.org. A empresa ligou para a entidade no sentido de divulgar tal processo, tendo todas etapas seletivas e admissão do candidato à critério da Gonçalves. O sindicato só divulga tais vagas, recebe currículos e envia à empresa.

“No caso das contratações do JJ, o sindicato alerta aos candidatos que, apesar da necessidade de se conseguir um emprego, os admitidos terão grande dificuldade de receber seus salários e direitos”, adianta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O dirigente se baseia na atual situação do jornal que já acumula uma dívida trabalhistas de quase R$ 1 milhão com os gráficos, jornalistas e os profissionais do Administrativo – situação já denunciada no Ministério Público do Trabalho (MPT), sem contar o débito relativo ao Fundo de Garantia. É por isso que já corre na  Justiça do Trabalho uma ação coletiva para rever o FGTS dos gráficos. Por esta razão, o Sindicato não envia o currículo de ninguém para o JJ.

Além disso, vários gráficos do JJ inclusive já pediram demissão devido a tantas irregularidades, sobretudo diante do não recebimento do salário no mês trabalhado. Neste caso, o Sindicato entrou com ações judiciais de rescisões indiretas – aquelas que o gráfico demite o patrão por conta das irregularidades sistemáticas no cumprimento dos direitos e salários.

“Ademais, mesmo após denúncia no MPT, os gráficos que lá continuam trabalhando sofrem com a permanente falha no pagamento do salário e demais direitos”, ressalta Jurandir Franco, diretor sindical. Ele ratifica de forma prévia o adverso cenário que irão enfrentar os ainda interessados a estas vagas de auxiliares de impressão e de intercaladores no jornal.

Na Gonçalves, por sua vez, a gráfica cumpre seus deveres trabalhistas. A empresa já possui 500 trabalhadores e procura mais para quem já tem experiência com registro na carteira de trabalho na área de impressão e de auxiliar offset a partir de quatro cores no segmento de Embalagens. É preciso ter ensino médio e mais o curso técnico no Senai no caso do impressor. O candidato à orçamentista também precisa ter ensino médio e a devida experiência e o registro na carteira na área de Embalagens.

GOVERNO TEMER CRIA NOVAS REGRAS QUE DIFICULTAM O COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO EM SOLO BRASILEIRO

Em meio à análise da nova denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, o governo atendeu a um pleito antigo da bancada ruralista: criou regras que, na prática, dificultam a fiscalização e punição de empregadores flagrados cometendo trabalho escravo. Em portaria divulgada nesta segunda-feira, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, determinou que a “lista suja”, que traz os nomes dos empregadores autuados pela prática do crime, só será divulgada “por determinação expressa” dele ou de quem estiver como titular da pasta. Antes, essa atribuição era da área técnica. Uma série de procedimentos criados na nova portaria retiram a autonomia dos auditores-fiscais nas inspeções. Eles terão agora que atuar sempre com um policial, que precisará lavrar um boletim de ocorrência do auto de flagrante. Sem esse documento, a fiscalização será considerada inválida, e o empregador ficará isento de eventuais penalidades e de ser incluído na lista suja.

A portaria trouxe ainda novos conceitos de práticas ligadas ao trabalho análogo à escravidão. Para que sejam caracterizadas a jornada excessiva ou a condição degradante, por exemplo, agora terá que haver a restrição de liberdade do trabalhador. Tal enunciado contraria entendimento firmado há mais de 10 anos de que o cerceamento ostensivo do direito de ir e vir não está vinculado obrigatoriamente à jornada exaustiva e ao trabalho degradante. Mas apenas ao trabalho forçado e à servidão por dívidas, outras condições ligadas ao delito de redução à condição análoga à de escravo previsto no Código Penal.

Uma série de procedimentos criados na nova portaria retiram a autonomia dos auditores-fiscais nas inspeções. Eles terão agora que atuar sempre com um policial, que precisará lavrar um boletim de ocorrência do auto de flagrante. Sem esse documento, a fiscalização será considerada inválida, e o empregador ficará isento de eventuais penalidades e de ser incluído na lista suja. O resgate de trabalhadores em condição análoga à de escravo, trabalho que hoje é feito pelas equipes técnicas, também poderá ficar prejudicado com os novos conceitos e exigências.

FONTE: Com informações do O Globo e foto do Falando Verdades

GRÁFICAS EMPURRAM INÍCIO DA NEGOCIAÇÃO SALARIAL PARA QUASE NOVEMBRO – MÊS DA DATA/BASE E REFORMA TRABALHISTA

Os empregados das indústrias gráficas de Jundiaí e das demais regiões do estado devem ficar bem atentos à sinalização não oficial do Sindicato paulista patronal (Sindigraf/SP) dada à Federação obreira estadual da classe (Ftigesp) sobre o começo da negociação da campanha salarial. O patronal sinalizou para o início das rodadas só na 2ª metade de outubro, faltando poucos dias para a data-base da classe (1º de novembro). Este cenário preocupa a garantia dos direitos do gráfico, pois, se o patronato não garantir a validade das 86 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que vencerá no final de outubro, todas essas cláusulas deixarão de existir já a partir da data-base, mesmo com a negociação em curso. E, em novembro, ainda entrará em vigor a reforma trabalhista, onde, se não houver o avanço de cláusulas na convenção para reduzir os efeitos da nova lei do trabalho, esses prejuízos serão ainda maiores.

“Se o sindicato patronal não responder oficialmente até o dia 20 o pleito dos sindicatos dos trabalhadores gráficos, a exemplo do Sindigráficos Jundiaí, para iniciar a negociação da pauta de reivindicação unificada da categoria no estado, nos, de cada sindicato não descartaremos iniciar as negociações diretamente por empresa, a fim de evitar tantos prejuízos”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O diretor sindical avalia que o órgão patronal está seguindo a orientação da Federação Estadual das Indústrias (Fiesp) no sentido de postergar o começo das negociações salarial para não definir a CCT antes de 11 de novembro – data que entra em vigor a reforma trabalhista e seus retrocessos na lei.

Contudo, a fim de barrar ou limitar os efeitos da reforma, o Sindigráficos e demais sindicatos paulistas dos gráficos, representados pela Ftigesp na negociação salarial unificada, aprovaram uma pauta de reivindicação com propostas de novas cláusulas para serem inseridas na Convenção.

Porém, Rodrigues alerta os trabalhadores que para serem incluídas será necessário unidade, organização e luta da classe na campanha salarial. Gráficos, não é à toa que o slogan da campanha é resistir para avançar.

“O cenário é complexo e perigoso para os gráficos com a chegada de novembro e sem o início das negociações, sendo preciso se prepararem para as mobilizações na campanha se o patronal não se comprometer em validar a nossa data-base logo no início das negociações, bem como se não garantir a validade dos direitos da convenção enquanto durar as rodadas, mesmo após a data-base”, fala Rodrigues.

Um bom cenário, ao menos, é que as gráficas começam a voltar e melhorar suas produções no semestre – período este que se aquece tradicionalmente todos anos. Esta condição é fundamental para auxiliar nas tratativas com os patrões.

NUTRIÇÃO DOS GRÁFICOS DA ÂMAGO AMEAÇADA COM TROCA DE ALIMENTOS DA CESTA BÁSICA POR PACOTES DE BOLACHAS

Uma aparente simples troca de itens da cesta básica mensal distribuída aos trabalhadores da gráfica Âmago, em Valinhos, pode ameaçar mais que os direitos da classe. E ocorre, neste caso, porque o leite, macarrão e o fubá foram substituídos por pacotes de bolachas. Além de contrariar os gêneros obrigatórios da cesta, como define a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, a gráfica ainda reduz o valor nutricional do benefício, ora definido por especialistas que consideraram tal questão, tanto que determinaram cada produtos corretos, quantidade e qualidade.

“Toda gráfica deve seguir estritamente a relação de produtos definida na CCT. Do contrário, atenta contra a legislação trabalhista por não aplicar tais leis convencionadas, podendo ser penalizada” fala Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Ele notificou a diretoria da Âmago e o escritório de Contabilidade responsável pela confecção da cesta básica para os gráficos do local. O sindicalista espera que tudo seja resolvido rápido.

“Qual valor nutricional tem uma cesta que troca leite, macarrão e fubá por dois pacotes de bolachas salgadas e uma doce e mais uma lata de sardinha?”, criticou Jurandir após confirmar a respectiva substituição dos produtos com o escritório de Contabilidade, sob orientação da empresa. Além do obvio prejuízo na nutrição dos trabalhadores, a troca também gera perdas financeiras, já que os itens alterados são mais baratos que os originalmente definidos no benefício da cesta básica mensal da CCT.

A empresa, através do escritório contábil, respondeu que se adequará. Garantiu que a partir da próxima compra dos produtos para montagem da cesta básica mensal garantirá todos os itens de acordo com a CCT.   O Sindigráficos só pôde atuar para reverter esta situação por conta dos trabalhadores que denunciaram a troca injusta dos itens alimentícios. Na verdade, a queixa inicial chamava atenção apenas para a ausência de um pacote de leite na cesta, que também foi constatada durante a ação sindical. Porém, no desenrolar da apuração, constatou-se um problema maior. Trabalhadores, não fiquem sós, denunciem e se sindicalizem!

Às empresas e aos gráficos com dúvidas sobre os produtos da cesta, basta consultar a cláusula 16 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Nela, é definida cada alimento, sua quantidade e qualidade. O direito alimentício também pode ser pago em forma de vale-alimentação.  “Porém, neste caso, é preciso que o valor mínimo deste benefício seja o suficiente para o trabalhador comprar nos supermercados do município todos os produtos definidos pela cesta básica da CCT”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Denuncie AQUI as irregularidades.