GONÇALVES PROMOVEU GRÁFICOS, FARÁ NOVA AFERIÇÃO DO CALOR, MAS MANTÉM SOBREJORNADA DE 15 MINUTOS

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O frio chegou com o inverno. O calor deixou de ser problema dentro da  produção da Gráfica Gonçalves. Mas antes dessa mudança, à pedido do Sindicato da categoria (Sindigráficos), a empresa promoveu aferição do calor no local. Os laudos técnicos mostraram existir padrões toleráveis. O sindicato, por sua vez, alertou que a medição foi feita no fim do verão e a empresa se comprometeu em realizar os testes outra vez no reinício do verão. Coibir qualquer injusta salarial que venha a ocorre, conforme queixas dos gráficos, foi outro ponto posto na reunião com a Gonçalves. Ela reafirmou que investe na qualificação permanente dos funcionários e que há regras objetivas para a promoção deles, a partir da decisão dos superiores. O órgão de classe, por sua vez, pediu a reavaliação de cada caso. Alguns funcionários já foram até promovidos depois. O Sindicato aproveitou para solicitar transparência das regras das promoções, que sejam de conhecimento de todos profissionais. E também foi posto que os empregados continuam com uma sobrejornada de 15 minutos diária. O Sindicato mostrou que isso é irregular. A lei proíbe. A empresa ainda não respondeu o caso, como continua sem dar o lanche no intervalo que oferece durante o expediente. O Sindicato adianta que aguardará uma resposta até o fim do mês e conversará depois com os trabalhadores.

GON2O Sindigráficos pede para que a empresa responda tal pendência nesta semana. A entidade lembra que já faz tempo que o caso está em pauta, desde quando recebeu a denúncia da sobrejornada dos trabalhadores e cobrou solução, mostrando inclusive que a lei não permite acrescentar a jornada mesmo que ofereça um intervalo de 15 minutos para o lanche – sem lanche. “A única compensação legal e automática de tempo é a da hora da refeição, não a do lanche”, diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. O entendimento da Justiça sobre este caso foi inclusive apresentado ao advogado da Gonçalves. “O que há hoje na empresa é uma jornada maior e sem nenhum benefício para os trabalhadores”, diz o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues, que espera resposta.

GON3Em relação à equiparação salarial e atribuições e funções adequadas, o Sindigráficos ouviu da Gonçalves que a empresa tem realizado estudos de desempenho e promovido qualificações de seus funcionários. Alguns trabalhadores inclusive já informaram ao sindicato que houve melhorias sobre esta questão no setor de Corte e Vinco. O sindicato pede que seja realizado estudos por setor e os mecanismos produtivos e complexidades de cada um existente. Solicitou ainda que as regras colocadas para cada promoção seja transparente para todos.

“O trabalhador, por sua vez, precisa autoavaliar se tem capacidade para assumir novo função, uma vez tendo, é preciso pleitear sua promoção, mas só depois da vaga surgir de forma permanente no local; Se existir tais condições e a empresa não promover, pode haver alguma injustiça”, pontua Laurindo. Em todo caso, inclusive para tirar quaisquer dúvidas, o Sindigráficos se coloca à disposição dos gráficos de Jundiaí e Região.

GON4Quanto a questão do calor na produção que hoje não existe devido o frio do inverno, o Sindigráficos solicitou uma nova medição quando o verão voltar. Na primeira aferição, o laudo mostrou a temperatura em padrões toleráveis. O sindicato lembrou que toleráveis pode está inclusive perto do limite máximo e a Gonçalves deve pensar no conforto térmico do seu trabalhador para desenvolver o serviço da melhor maneira. ” É preciso deixar a produção dentro de níveis de conforto também no verão”, frisa Valdir Ramos, diretor sindical. A empresa disse que fará nova aferição.

ALIMENTAÇÃO DOS GRÁFICOS DA SMART E INCORPORAÇÃO PELO GRUPO ART BRASIL PRECISAM DE EXPLICAÇÃO

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Embora não haja histórico de irregularidades nos direitos dos gráficos, o grupo empresarial Art Brasil, em Valinhos, precisará explicar à entidade de classe (Sindigráficos) nesta segunda-feira (27) sobre as denúncias de defasagem no valor do vale alimentação pago pela Smart Clicheria, empresa recém incorporada pelo grupo. Tem semanas que foi adquirida. Porém, o Art Brasil precisa garantir todos os benefícios e com os valores e critérios descritos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. E ainda, à depender dos termos da incorporação, pagar as pendências trabalhistas, caso existam, dos que continuam trabalhando na Smart e daqueles que foram demitidos recentemente frente às atuais mudanças. O vale alimentação tem que dar para o gráfico comprar todos os itens da cesta básica, definida pela convenção, nos supermercados da cidade. O Sindicato aproveitará para solicitar informações sobre o valor do vale na VR Clicheria e na Art Brasil, empresas que também compõem o grupo.

SMART3“Pouco antes de ser incorporada pela Art Brasil, recebemos queixas de que o vale alimentação na Smart  era de R$ 70. E este valor contraria a convenção coletiva da classe. O valor deve ser de RS 114 com base no preço da cesta nos supermercados da região. Íamos cobrar a empresa quando descobrimos a então incorporação há cerca de 20 dias”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. A responsabilidade de garantir o valor correto do benefício alimentício agora repassa para o novo dono, que pode até já ter reajustado. A informação será solicitada no encontro. O mesmo esclarecimento será pedido sobre o vale na Art Brasil e VR. O grupo empresarial possui cerca de 120 funcionários, incluindo a Smart.

A Smart Clicheria, diferente da Art Brasil e VR Clicheria, costumava ter problemas no cumprimento dos direitos trabalhistas. Era muito comum as queixas dos gráficos para o sindicato. O dirigente sindical, Jurandir Franco, lembra que tinha problemas diversos, como, por exemplo, o não recolhimento do FGTS, atraso do pagamento salarial e também da PLR.

SMART2“Para que o gráfico não pague o ‘pato’, o histórico de passivo trabalhista preocupa o Sindigráficos, mesmo com a incorporação agora da Smart”, adianta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O sindicalista pedirá explicação ao Art Brasil sobre os critérios da incorporação para saber se o grupo é quem assumirá qualquer passivo existente. Ele fala que já há notícias preliminares onde apontam que 14 gráficos da Smart foram demitidos recentemente e alguém precisa pagar os seus direitos.

O Sindigráficos também está preocupado com os funcionários da Smart que continuaram na empresa após a incorporação. “Vamos pedir para a Art Brasil que nos informe como ficaram os contratos de trabalho deles”, diz Rodrigues. Ele explica que a ação visa descobrir se serão mantidos (ou não) pelo novo dono da Smart os antigos contratos de trabalho dos trabalhadores, assumindo assim as referidas dívidas trabalhistas, caso hajam, bem como o tempo de serviço para futuros fins indenizatórios.

TEMER CONSEGUIU SER AINDA PIOR QUE FHC QUANDO ERAM DEPUTADOS. FOI CONTRA LEIS PARA TRABALHADOR

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Se o que vemos hoje ainda não é o suficiente para mostrar ao trabalhador o quanto o governo do presidente interino Michel Temer ataca direitos, a exemplo de querer reformas na aposentadoria e nas leis trabalhistas, o passado dele, quando era deputado Constituinte, poderá ajudar nesta percepção. Com a ajuda de um livro histórico onde mostra como votou cada um dos 573 parlamentares daquela época  sobre projetos de lei de interesse da classe trabalhadora (VEJA AQUI), inclusive o então ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), que era deputado junto com Temer,  é possível saber o perfil e voto de cada um acerca desta questão. Temer e FHC foram reprovados, sendo Temer ainda pior no que se refere a barrar leis para o trabalhador. FHC tirou nota 5 e Temer 2,25. O Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Jundiaí e Região (Sindigráficos) chama a atenção da classe trabalhadora para tal fato e reafirma que o período atual demanda uma maior unidade, organização e mobilização dos gráficos em defesa dos direitos.  

livroConsiderado um clássico no registro e acompanhamento das atividades da Assembleia Nacional Constituinte, o livro: Quem foi Quem na Constituinte – nas questões de interesse do trabalhadores, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), foi novamente revisitado para extração do pensamento e posicionamento do então deputado constituinte e atual presidente interino Michel Temer, acerca das matérias de interesse da classe trabalhadora.

A publicação registra a atuação de cada um dos 573 parlamentares durante o processo de elaboração da Constituição de 1988. Aos parlamentares foram atribuídas notas de zero a dez. E as questões principais de avaliação concentraram-se nas votações de projetos com os seguintes temas: sistema de governo, soberania da economia nacional, democracia participativa, organização sindical, liberdades democráticas, reforma agrária e, sobretudo, direitos sociais dos trabalhadores.

Vamos dar ênfase neste resgate às matérias nas quais o deputado constituinte Michel Temer tenha votado contra os trabalhadores. A publicação completa poderá ser acessada em link ao final da matéria.

Perfil na Constituinte
Michel Miguel Elias Temer Lulia, deputado, PMDB, 48 anos (23.09.40), paulista, casado, advogado e professor, 1º mandato, 2º suplente com 43.747 votos. Procurador-Geral do Estado de São Paulo (83-83) e Secretário de Segurança Pública no Governo Franco Montoro (84-86). Assumiu como titular em 16 de março de 1987, quando o deputado Tidei de Lima foi nomeado para a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Membro da Comissão de Organizações dos Poderes e do Sistema de Governo e da Subcomissão do Poder Judiciário e do Ministério Público.

É presidencialista e votou a favor de cinco anos para Sarney. Disse sim à participação popular no processo legislativo e absteve-se quanto ao direito de voto aos 16 anos. Absteve-se quanto ao tabelamento dos juros, mas não teve dúvida ao votar contra a reforma agrária e contra o monopólio na distribuição de petróleo.

Votações e notas

1º turno de votações

votou contra:

a) Estabilidade – garantia jurídica, real e efetiva do emprego, só permitindo a rescisão do contrato de por falta grave, relevante motivo econômico ou técnico. É uma proteção de natureza social. Em seu lugar foi aprovada a liberdade de dispensa, bastando para tanto uma indenização, que é uma proteção de natureza econômica e, portanto, inadequada como proteção de natureza social.

b) Jornada de 40 horas – a fixação da jornada semanal de 40 horas é uma reivindicação histórica dos trabalhadores e tem apoio de todos os fóruns internacionais ligados ao mundo das relações de trabalho. É a garantia de que o trabalhador ficará protegido da estafa física e mental, e que terá repouso para alimentação e descanso semanal mínimo. Em seu lugar foi aprovada a jornada de 44 horas.

c) Comissão de fábrica – é a organização dos trabalhadores por o local de trabalho, para a defesa de seus interesses e intervenção democrática, por intermédio do sindicato, para obter informações administrativas e econômico-financeiras sobre a empresa.

Nota 1º turno: 1,5

2º turno de votações

votou contra:

Trabalhadores/participação em órgãos de seus interesses – é a garantia de participação dos trabalhadores e empregadores, de forma paritária, nos órgãos de seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. O texto aprovado reduz a participação apenas aos colegiados e só dos órgãos públicos, sem fixar a paridade.

Nota 2º turno: 3,0

Média final: 2,25

Temer perde na comparação com outros parlamentares renomados. Lula recebeu nota 10; Geraldo Alckmin, 7; Fernando Henrique Cardoso, 5 e José Serra, 3,75.

Documento valioso
Ainda que pressionado pela urgência da publicação e em meio a fortes disputas políticas, o livro sobrevive ao tempo como documento valioso. O critério adotado pelo Diap – para as avaliações – nunca foi posto em dúvida e as notas jamais foram contestadas.

Na página 15, o advogado Ulisses Riedel de Resende, então diretor-técnico do Diap, escreve: “O critério de avaliação do comportamento dos constituintes foi objetivo. Ou seja: não se fez uma avaliação pela simpatia pessoal ou pelo partido em que está, mas apenas, concretamente, como votou as questões consideradas as mais importantes para a classe trabalhadora”.

Na página 7, Nota dos Editores assinala: “A pesquisa realizada pelo Diap – coordenada pelo jornalista Antônio Augusto de Queiroz, ao longo de um ano e sete meses dos trabalhos da Constituinte – chega agora ao conhecimento dos sindicalistas, dos trabalhadores, do povo brasileiro.

Consideramos que o empenho em viabilizar este projeto editorial e lançar a obra no mais breve espaço de tempo possível, junto com a promulgação da própria Constituição, realiza a mais nobre função dos que se dedicam à comunicação e à cultura: contar tudo ao povo, corretamente e com presteza.

Este livro é um instrumento e uma arma para a conquista e consolidação da democracia. Ele já faz História. 21 de setembro de 1988″.

Leia mais:
Ficha completa de avaliação do deputado Constituinte Michel Temer
Critério de Avaliação
Acesse a publicação completa

FONTE: Com informações do jornalista e assessor do DIAP Alysson de Sá Alves

CLICHERLUX, MAGNOS CORTE E IMAGEM COR SE MUDAM, MAS MANTÊM FALHAS. SINDICATO COBRA HOJE SOLUÇÃO

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Novo local, velho problema. Esta situação resume o que vem ocorrendo em três empresas do segmento gráfico do mesmo grupo econômico em Valinhos. A Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor mudaram de endereço. Todas funcionam agora no mesmo local, mas continuam sem pagar a cesta básica dos gráficos há três meses. Não pagaram a 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR), vencida desde 5 de abril. E não depositam o FGTS dos funcionários a mais de um ano. O Sindicato da categoria (Sindigráficos), por sua vez, não tolera o descumprimento das leis trabalhistas. Assim, como acabou de atuar em defesa dos gráficos demitidos deste grupo econômico, garantindo para eles as suas verbas rescisórias negadas e mais salário nominal extra e cestas básicas adicionais, atuará agora em prol dos 90 gráficos que estão na ativa. Tanto é que nesta quarta-feira (22) já se reúne com a empresa, após exigência dos sindicalistas, que têm se mantido em contato com os funcionários nesse tempo. Sindicalizem-se. E o resultado da reunião será levado pelo Sindicato aos gráficos na porta das empresas, a fim de, juntos, tomarem a decisão das ações a seguir.

2“A cesta básica e a PLR são direitos garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho da classe. Esperamos que logo mais as empresas mostrem uma solução efetiva diante dessas irregularidades. O FGTS, que é uma lei federal, também é uma obrigação do patrão”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Á depender do resultado da reunião, sobretudo, se não houver resposta para resolver as questões, os sindicalistas prometem que vão conversar com os funcionários das empresas no novo endereço. A Clicheria Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor se instalaram há cerca de 20 dias no bairro de Jardim Lorena, em Valinhos.

4“A participação do trabalhador é fundamental para coibir problemas”, coloca Valdir Ramos, diretor sindical. Ele lembra do ocorrido no ano passado quando os gráficos dessas empresas evitaram perder dinheiro. À época, recebiam vale-alimentação, mas como o valor estava defasado frente à inflação e o patrão não queria reajustar, decidiram exigir o direito em cesta básica, o que ocorreu, seguindo a orientação do Sindigráficos.

Embora hoje esteja pendente a entrega da cesta, as empresas continuam devendo as três cestas básicas e terão de pagar. Os gráficos não perdem nem mesmo com a alta inflação sobre os alimentos. O feijão, por exemplo, aumentou muito, mas, ainda assim, o patrão terá que dar o feijão e os demais itens, independente do respectivo aumento. Isso porque a quantia e qualidade dos itens da cesta estão na convenção da classe.

3O Sindigráficos aproveita para orientar os gráficos de outras empresas, onde o patrão paga vale-alimentação defasado e o valor não é reajustado, para exigirem  a cesta básica como fizeram aos gráficos da Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor. “A cesta garante que o direito não fique defasado mesmo com a alta inflação, como acontece atualmente”, ratifica Jurandir Franco, diretor sindical.

Pela Convenção, o valor do Vale-Alimentação deve corresponder ao somatório do preço de todos os itens da cesta básica compradas nos supermercados do município ou região. O sindicato passou a fazer pesquisa permanente para informar aos trabalhadores o valor da cesta básica por cada região onde atua a entidade de classe. Confira AQUI a última pesquisa. Se o valor do vale alimentação for menor, denuncie AQUI! 

APOSEDefesa da Previdência/Aposentadoria 

Na última quinta-feira (15), o Sindigráficos participou do Ato em Defesa da Previdência Social, realizado pela Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região, contra o ataque que a autarquia federal vem sofrendo desde quando Temer assumiu a Presidência da República de forma interina, extinguindo o Ministério da Previdência e fundindo-o à Fazenda. O evento, que teve mais de 150 pessoas em frente ao INSS em Jundiaí, também chamou a atenção da sociedade para os ataques deste governo ao direito previdenciário, já que busca desvincular a aposentadoria do salário mínimo e aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos.

A Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região classifica as ações do governo interino como ataques a direitos que tanto se lutou para conquistar no decorrer da história da classe trabalhadora. O Sindigráficos, a CUT e o Sindicato dos Bancários, que também participaram do ato, partilham da mesma posição. Na ocasião, foi entregue uma espécie de manifesto para o presidente da agência do INSS local, Leandro de Campos, que se encarregou de entregá-lo à Superintendência do autarquia no Estado. O documento pontua os ataques do governo Temer e repudia toda essa iniciativa do governo interino para provocar grande retrocesso no Brasil.

PATRÕES APLAUDEM APOIO DE MINISTRO À TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO E EMPREGADOS GRÁFICOS PAGARÃO O PATO

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O ministro da Casa Civil do presidente interino Michel Temer, Eliseu Padilha, foi ovacionado por empresários da Fiesp na última quinta-feira. Tantos aplausos tem justificativa. Ele anunciou que após ou no mesmo tempo que aprovar a reforma previdenciária, defenderá a reforma trabalhista e com destaque para aprovação da terceirização irrestrita do trabalho. Ou seja, terceirizar qualquer profissional, inclusive os gráficos. E tudo isso, segundo ele prevê, deve acontecer ainda este ano. “O país precisa modernizar o processo produtivo e formalizar o emprego”, disse o ministro para o delírio dos empresários e executivos da Federação Industrial do Estado de São Paulo, com ‘chuva’ aplausos. A euforia foi generalizada e não era para menos. A terceirização reduzirá o custo da folha de pagamento dos patrões com seus trabalhadores, pois, como alerta a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria Gráfica (CONATIG), ocorrerá às custas da redução salarial e de muitos direitos.

temer “A terceirização nunca vai gerar emprego, mas precarizará as relações do trabalho e sindicais, reduzirá salários e direitos já conquistados dos trabalhadores”, critica largamente o presidente da CONATIG, Leonardo Del Roy a declaração do ministro e o presidente interino, pelo apoio à medida que parece dar dado. Padilha inclusive anunciou ainda que vai pressionar para agilidade na votação do projeto de terceirização que já está no Senado depois da aprovação na Câmara no ano passado. Com isso, o sindicalista alerta que quem vai o pato da Fiesp é o trabalhador.

“Isso tudo é uma grande bandidagem do Padilha e do governo Temer a favor só dos empresários que o aplaudiram de pé na Fiesp”, pontua Del Roy. O líder dos gráficos brasileiros garante que alertará  o conjunto da categoria no Brasil, cerca de 220 mil trabalhadores, que já são contra a terceirização, diante das significativas mazelas que causara sobre todos, para se mobilizar e lutar até o fim contra este abuso sobre o direito dos trabalhadores gráficos e todas as demais categorias de profissionais.

temer1Del Roy aproveita para fazer um questionamento a Padilha: Já que o  ministro se arvorou em defender as empresas,  seria muito importante que o mesmo respondesse as indagações dos trabalhadores gráficos e de outras categorias sobre duas questões em especial. São elas: Qual a garantia que os trabalhadores que desenvolvem suas atividades nas atividades fins das empresas terão com o processo de terceirização?; Se os direitos das Convenções Coletivas de Trabalho já convencionada a muitos anos estarão garantidos pelo processo de terceirização em todas as atividades da empresa, como por exemplo: horas extras e adicionais noturnos acima da legislação, PLR, cesta básica, regulamentação de férias, entre inúmeros benefícios das convenções?

 

JUSTIÇA MANDA SERVCAMP, FAKKA E MATRIPEL PAGAREM O QUE DEVE AOS GRÁFICOS COM MULTA APÓS AÇÃO SINDICAL

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Meses após demitir e nada pagar aos seus trabalhadores, as gráficas Servcamp, Fakka e Matripel (Jair Bento Pelegatti) começam a perceber que não foi uma boa opção sonegar direitos dos ex-empregados. Todas empresas estão sendo processadas judicialmente e obrigadas a pagar as devidas verbas rescisórias e mais as multas pelo descumprimento da lei, que podem chegar a metade ou mais do valor original do passivo. O resultado positivo deriva da ação do Sindicato da classe (Sindigráficos), através do Plantão Jurídico do advogado do órgão, Paulo Oliveira. Ele tem acionado as empresas na Justiça do Trabalho. Os demitidos, que procuraram o serviço sindical, já começaram a receber os direitos com a correção monetária e mais valores extras das multas após a sentença final. Alguns gráficos ainda aguardam o julgamento e outros estão na fase da elaboração do ação judicial. A aparente economia da empresa, que atuou fora da lei, tem se mostrada onerosa financeiramente, mesmo em tempo da então crise econômica. Direito se cumpre, não se sonega.

2Todos gráficos demitidos na Jair Bento Pelegatti, que hoje é a Matripel, procuraram o Plantão Judiciário do Sindigráficos. Três deles começaram a receber as verbas rescisórias não pagas quando foram demitidos. Tais verbas se referem ao aviso prévio, férias, 13º salário, dias trabalhados, multa do FGTS e etc. Outros quatro gráficos demitidos no local entraram também com a ação e aguardam a audiência na Justiça do Trabalho.

Em todos os processos o advogado do sindicato solicita o pagamento de três tipos de multas pelas irregularidades ao não pagar os direitos como define as leis trabalhistas e a convenção coletiva de trabalho da classe. Por não pagar salário no tempo adequado enquanto o gráfico laborava, a multa é de R$ 47,15 por cada dia em que o patrão deixou de pagar no dia certo. A lei está na convenção. Por não pagar as verbas rescisórias quando demite, o patrão terá que pagar salário nominal extra ao gráfico. O salário nominal é aquele que o trabalhador recebe quando está na ativa. Outra multa exigida é se o patrão não pagar as verbas rescisórias até o dia da audiência na Justiça. A multa é de 50% do valor das verbas.

3Outros três gráficos que não receberam suas verbas rescisórias depois de serem demitidos da Grupo Fakka/Clicheblu tem a situação mudada após procuraram o Plantão Jurídico do Sindigráficos. Dois deles já estão recebendo. O outro ainda aguarda a Justiça marcar o dia da audiência. 4Mais ações em defesa do gráfico demitido que evoluiu no campo jurídico também ocorreu em favor de muitos da Servcamp, depois que foram até o Plantão Jurídico do Sindigráficos. Ao todo, foram 11 dos 25 gráficos  demitidos. Destes, cinco estão recebendo seus direitos, quatro esperam a audiência e dois estão na fase de elaboração do processo. O sindicato está à disposição dos demais gráficos que enfrentam tal sonegação e tremenda injustiça. O Sindigráficos também está à disposição daqueles que, ao invés de nós procurar para resolver sua situação, só faz criticar.

5“A esfera judicial sempre será acionada quando o empresário sonegar a lei, insistir com a atitude fora da lei e o trabalhador nos procurar”, realça Jurandir Franco, diretor sindical. O Platão Jurídico do Sindigráficos atua neste sentido, orientando os gráficos sobre dúvidas dos seus direitos e acionando a Justiça quando estes forem negados. O Platão é realizado sempre das 10h às 12h. Ele ocorre nas quartas no sindicato em Jundiaí, nas quintas na subsede de Vinhedo e sextas na subsede de Cajamar.

O Sindigráficos comemora o resultado, mas destaca a importância dos trabalhadores se unirem e se organizaram sindicalmente enquanto estão laborando na empresa, que é relevante para a luta coletiva da categoria pela garantia do emprego e mais direitos. Sindicalize-se Aqui e Agora!