PLR DE GRÁFICOS É DESCONGELADA E CHEGA A R$ 1.066 E TERÃO O ABONO DE 8,5% NO SALÁRIO DE NOV/DEZ E NO 13º

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A participação na campanha salarial dos gráficos da Inapel, em Jundiaí, em atendimento ao chamamento do Sindicato da classe (Sindigráficos), surtiu efeito positivamente diferenciado aos trabalhadores da empresa. Com a adesão deles, os sindicalistas tiveram respaldo para descongelar o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Este é o 2º ano seguido que o avanço ocorre. Com isso, o benefício já é R$ 300 maior em comparação à PLR paga nas demais empresas do ramo no estado e do tamanho da Inapel. Cada um dos 96 funcionários receberá uma PLR de R$ 1.066,36, enquanto os trabalhadores das demais empresas terão o benefício de R$ 766,06 – valor congelado desde o ano de 2014 diante da intransigência patronal e da falta de participação da categoria durante as atividades da campanha salarial para pressionar por uma mudança.

3A participação dos gráficos da Inapel também garantiu bons resultados em relação ao reajuste salarial. Não sentirão o efeito do parcelamento, já que para a maioria da classe o reajuste será feito em duas parcelas, sendo 5% em novembro/16 e mais 3,33% sobre o novo salário a partir de março/17, correspondendo à recomposição da inflação anual que foi de 8,5%. Já os gráficos da Inapel receberão 8,5% de imediato em forma de abono sobre o salário de novembro, dezembro e também no seu 13º. “Em janeiro, suspende-se o abono e tal valor será aplicado diretamente sobre a remuneração de cada trabalhador”, explica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, comemorando o efeito positivo do acordo.

2A adesão na campanha salarial trouxe aos gráficos da Inapel outro bom efeito em relação ao definido para a maioria da categoria no Estado. Os funcionários não sentirão com o teto salarial posto na nova Convenção Coletiva de Trabalho da classe paulista. “Não haverá corte do aumento para os trabalhadores com salários superiores a R$ 9 mil. Estes também receberão o reajuste de 8,5%”, fala Jurandir Franco, diretor do sindicato, comemorando os benefícios deste acordo que é superior a convenção.

4O vale alimentação também foi reajustado. Ele agora subiu para R$ 90. O acordo também garante a manutenção de mais benefícios. Existe um avanço sobre a jornada de trabalho. “Os gráficos continuarão a laborar só de segunda a quinta”, comemora Valdir Ramos, diretor sindical. O Dia do Gráfico (7 de fevereiro) também é feriado. O Sindicato promoverá inclusive a tradicional festa da categoria no dia 19 de fevereiro de 2017, no Sítio São Francisco. Os convites já estão disponíveis a partir desta segunda (5) no Sindigráficos em Jundiaí e em Cajamar. Os convites são exclusivos aos gráficos sindicalizados, conjugue e filhos de até 17 anos.

SENADORES APROVAM PROJETO DE LEI PARA LIBERAR CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES SEM HORÁRIOS FIXOS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) discutiu nesta quarta-feira, 30/11, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 218/2016, que regulamenta o trabalho intermitente, onde as empresas podem contratar funcionários sem horários fixos de trabalho. De acordo com entidades sindicais, essa forma de jornada deixa o trabalhador sem estabilidade salarial e fere a CLT, pois o horário de serviço varia de acordo com o número de horas contratadas e o salário pode ser menor que o mínimo permitido hoje por lei. Para o relator do projeto, senador Armando Monteiro (PTB-PE), essa forma de contratação dá segurança jurídica às empresas e gera mais empregos. Na prática, este PLS 218/2016, que cria trabalho intermitente, vai gerar emprego precário e na contramão do trabalho decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com André dos Santos, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), o trabalho intermitente gera emprego, mas de forma precária. “Hoje você tem pesquisas do Ministério do Trabalho mostrando que 63% dos trabalhadores com carteira assinada não completam um ano de serviço. O seguro desemprego, por exemplo, pede tempo mínimo de um ano para ser solicitado. Um trabalhador intermitente, que trabalha alguns meses e em épocas esparsas, nunca vai conseguir compor o tempo de serviço previsto para esse tipo de benefício”, explica.

Outro ponto que Santos alerta é para a flexibilização dos direitos trabalhistas consagrados pela CLT, pois o funcionário fica disponível para o trabalho, mas só recebe em horas específicas quando é chamado. “Esse projeto de lei legaliza uma jornada onde você fica a disposição do empregador, mas que só conta horas trabalhadas que ele te chamou efetivamente, que pode ser de umas duas ou três horas por dia. Isso joga na lata do lixo toda discussão da OIT [Organização Internacional do Trabalho] sobre trabalho decente”, coloca.

O senador Paulo Paim (PT-RS), contrário ao PLS 218 e que participa da audiência pública sobre o tema, diz que esse é um dos piores projetos que já tramitaram no Congresso. “Eles querem regulamentar o trabalho escravo e peço a presença de todos para pressionar o Senado contra esse absurdo. Nunca vi, em meus trinta anos nesta Casa, tantos ataques aos direitos dos trabalhadores, tudo isso orquestrado com o Executivo e o Judiciário. Nem mesmo na época da ditadura tivemos esses direitos tão ameaçados”, disse.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, medidas como o PLS 218 são tentativas de desmonte de todas as conquistas trabalhistas e sociais das últimas décadas, começado pela retirada de forças das entidades sindicais.

“Existem cerca de cinquenta projetos dentro do Congresso que falam sobre flexibilização dos direitos dos trabalhadores e que sucateiam o movimento sindical. Parlamentares que nunca falaram na Casa e que nunca fizeram nada pela população agora querem acabar com a contribuição sindical, pois sem nós a precarização dos direitos trabalhistas não terá resistência. E eles já conseguiram dar o primeiro passo, que é a aprovação do Salão Parceiro, pejotizando a categoria de profissionais de salão de beleza e legalizando a terceirização da atividade fim. Esse tipo de lei abre um precedente perigoso”, alertou Moacyr durante seminário realizado na terça-feira (29), no Senado, pelo Fórum Sindical dos Trabalhadores, que discutiu essas e outras pautas de defesa dos direitos trabalhistas.

Moacyr Roberto afirmou ainda, durante o seminário, que esse desmonte dá indícios de que deve se agravar a cada ano, com o enfraquecimento de vários órgãos cruciais para a classe trabalhista, como a fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência. “Não temos mais concursos públicos e contamos com poucos fiscais do trabalho, sem esquecer que boa parte das superintendências estão sendo fechadas nas cidades por falta de verbas”, lamentou.

FONTE: Com informações do DIAP

SALÁRIO 8,5% MAIOR DESDE ONTEM (29) E NEGOCIAÇÃO ABERTA PARA MANTER JORNADA DE TRABALHO DE 2ª A 6ª

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Gráficos da CCL Label do Brasil, em Vinhedo, destacaram-se durante a campanha salarial. Foram realizadas grandes assembleias neste local, puxadas pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos Jundiaí), contra o ataque patronal ao reajuste salarial e aos direitos históricos da classe. A participação surtiu efeito. Os 360 funcionários receberam um aumento de 8,5% total deste ontem (29), bem diferente da maioria dos gráficos do Estado, os quais terão o mesmo reajuste parceladamente, sendo 5% a partir de 1º de novembro e mais 3.33% sobre o novo salário a partir de março do próximo ano. O diferencial para os gráficos da CCL é resultado da adesão deles com tal exigência na campanha e ainda da sensibilidade da empresa ao atender este pleito do Sindicato, que agora já inicia a tratativa para melhorar um acordo sobre a jornada de trabalho.

3“A conquista é do tamanho da luta. E os gráficos mostraram isso e estão de parabéns ao conseguir o reajuste integral na data-base da categoria”, realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos Jundiaí, presente em duas grandes assembleias no local durante a campanha salarial. O dirigente revela enfaticamente que a conquista positiva é resultado desta unidade e participação dos trabalhadores, bem como da compreensão da empresa de que é bom a todos a valorização de seu funcionário. Há inclusive na CCL um programa especial de participação nos resultados, onde os gráficos de vários setores produtivos recebem um valor superior à PLR paga pela Convenção Coletiva de Trabalho da classe no Estado.

4Os sindicalistas inclusive já estão iniciando as negociações para renovar um acordo coletivo na empresa referente à jornada de trabalho. “Depois de melhorar este acordo no ano passado, fazendo com que os gráficos dos dois turnos só laborem de 2ª a 6ª feira, a nossa reivindicação será a de inserir agora o Dia Nacional do Gráfico (7 de fevereiro) como feriado”, diz Marcelo Souza, diretor do Sindicato. O antigo acordo, com dois anos de duração, venceu recentemente. A intenção do Sindicato é garantir a sua renovação. A negociação consistirá na manutenção da jornada.

2FESTA DO DIA DO GRÁFICO

O Sindicato fará uma grande festa em comemoração ao Dia do Gráfico em 2017. O evento será realizado no dia 19 de fevereiro no Sítio São Francisco, em Jundiaí. A festividade é para todos os sindicalizados, conjugue e seus filhos até 17 anos. A partir desta segunda-feira (5), os convites estão disponíveis no Sindigráficos em Jundiaí e em Cajamar.

SENADO DESCONSIDERA MILHARES DE PESSOAS NA AV. PAULISTA E NO BRASIL CONTRA A PEC DO ‘FIM DO MUNDO’

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A Avenida Paulista recebeu, no último domingo (27), um protesto – o primeiro após o pedido de demissão de Geddel Vieira Lima – contra a PEC 55 – do congelamento do investimento público por 20 anos (também chamada de PEC do fim do mundo tamanho os efeitos negativos na vida da população mais pobres e sobre a classe trabalhadora), a anistia para o caixa 2 eleitoral e o Governo Temer. A frente Povo Sem Medo, organizadora do ato, estimou que 40 mil pessoas tenham participado da manifestação. Já no portal E-Cidadnia do Senado, a maioria esmagadora da população vota contra a PEC 55 (23 mil favorável e 342 mil contrária). Porém, apesar de toda demonstração democrática do povo brasileiro, o presidente Michel Temer e a maioria dos senadores não querem saber disso. Eles anunciam inclusive que a aprovação hoje desta PEC, no primeiro turno, será ampla.  O líder do governo no Congresso Nacional, senador Romero Jucá (PMDB-RR), estimou nesta segunda-feira (28), após reunião com o presidente da República, Michel Temer, que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, deverá ser aprovada no plenário do Senado por até 65 votos. Pelo cronograma acertado no Senado, a PEC será votada nesta terça (29), em primeiro turno. Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta, para ir a segundo turno (previsto para 13 de dezembro), precisa do apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares (49 dos 81).

FONTE: Com informações El Pais e G1

GRÁFICOS DE JUNDIAÍ E REGIÃO FINALIZAM A CAMPANHA COM RECUPERAÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS E GARANTIA DE DIREITOS HISTÓRICOS DA CONVENÇÃO DA CATEGORIA

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Os trabalhadores gráficos de Jundiaí e Região acabam de enfrentar e de passar por uma das campanhas salariais mais difíceis. Período marcado por uma postura mais ofensiva do patronal que se incorporou no cenário político-econômico adverso para atacar direitos e rebaixar os salários da classe. Para isso, o empresariado se apropriou da sensível instabilidade econômica, mas sobretudo da prioridade da política do atual presidente do país, que, após o afastamento de Dilma, foca na retirada de direitos sociais, trabalhistas e dos aposentados. Apesar dessa difícil conjuntura, os patrões gráficos não tiveram êxito. A razão para isso foi a resistência da categoria, liderada pelo Sindicato dos trabalhadores (Sindigráficos), que não abriu mão de lutar e de conduzir a organização e luta da classe, seja na mesa de negociação, seja na porta de diversas fábricas durante as assembleias realizadas. Não tem outra explicação para a frustração dos planos dos empresários. Este é o saldo da campanha. A resistência evitou o fim da PLR, apesar do valor se manter congelado; o banco de horas não substituirá a hora-extra de ninguém; o salário continua sendo pago no dia 5 e não no 5º dia útil e o aviso prévio especial continuará. E a inflação não defasará o salário, embora o reajuste ficou parcelado. Foi de 8,5%, sendo 5% em novembro e 3,33% sobre o salário em março/17, conforme aprovação da classe durante a assembleia na última semana.

2-copia“Foi visível e é fato inconteste que o Sindigráficos Jundiaí e grande parte dos gráficos da região resistiram fazendo a nossa parte, mas que não foi suficiente para pressionar os patrões de todo o Estado para reajustar o salário sem parcelamento, ou descongelar a PLR”, avalia o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues.

A resistência maior era necessária, já que a negociação patronal é para todo o Estado e não só em Jundiaí e Região. Todavia, foi a disposição de luta do Sindigráficos Jundiaí e destes trabalhadores em assembleias e durante a mesa negocial, que evitaram a consolidação de uma proposta salarial abaixo da inflação e de um intervalo temporal maior entre a 1ª e a 2ª parcela do novo reajuste.

baurutaubateMais de 15 assembleias com trabalhadores foram feitas em importantes empresas na região de Jundiaí. Outras assembleias e esclarecimentos durante a campanha ocorreram em gráficas de Taubaté, Sorocaba. O Sindigráficos Jundiaí participou em todas essas atividades. “A nossa sensação é de deve cumprido, não poderia ser outra, apesar de querer mais do que a garantia de todos os direitos históricos da Convenção Coletiva de Trabalho da classe e a recuperação salarial”, diz Rodrigues.

P1-copiaor outro lado, estas garantias alcançadas durante este adverso período de instabilidade político-econômica e de ataque governamental a direitos sociais, trabalhistas e até dos aposentados, faz dessa campanha salarial vitoriosa. Muitas classes de referência aos gráficos fecharam situações bem piores: abaixo da inflação e com parcelamentos mais longos. É fato também que não houve novas conquistas para o gráfico este ano, mas não houve tais prejuízos. “E não houve conquistas por conta do cenário político-econômico, mas sobretudo por falta de participação de gráficos nas ações da campanha em nossa região e principalmente nas demais. Sem a pressão maior nas fábricas, as conquistas não vieram. Sindicatos e os trabalhadores precisam pensar nisso e mudar em 2017”, finaliza.

 

 

 

 

GRÁFICOS RESGATAM CESTAS BÁSICAS ATRASADAS EM DINHEIRO E AINDA GARANTEM PLR, FGTS E COÍBE ASSÉDIO

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Os trabalhadores da gráfica Horizonte, em Jundiaí, não receberam cesta básica nos meses de setembro e de outubro. O benefício voltou a ser distribuído este mês, mas as duas cestas anteriores ficaram pendentes. O fato foi denunciado ao Sindicato da classe (Sindigráficos) que acionou a empresa através do Ministério do Trabalho e Emprego. Diante de um auditor fiscal, esta semana, a sócia da empresa aceitou pagar as cestas atrasadas em dinheiro e com valor maior que costuma comprá-la, como exigiu o Sindicato. Cada funcionário receberá R$ 120 por cesta e não R$ 90 – que é o valor quando comprado no atacado pela gráfica. O pagamento de R$ 318 com a 2ª parcela da PLR atrasada foi incluído na cobrança, ficando responsável de pagar junto com as cestas. A dívida com o FGTS também foi tratada e definida a solução. A Horizonte pediu o parcelamento do pagamento junto à Caixa Econômica. Também se comprometeu a fiscalizar e coibir episódios relatados de assédio moral.

h2“Não há direito pendente que não lutamos por ele”, comemora Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos, que atuou firme neste caso das cestas, PLR e FGTS atrasados, além da terrível problemática do assédio moral. Pelas cestas básicas e o PLR, cada gráfica ira receber R$ 279 em duas parcelas. Uma reunião será feita com os trabalhadores sobre a questão, a fim de evitar qualquer sonegação. As denúncias dos trabalhadores foram indispensáveis para o encaminhamento positivo. O sindicato só entrou em ação porque soube do que ocorria na Horizonte. As queixas podem ser realizadas direto na sede do Sindigráficos, ou pelos fones (11-4492-9020/4521-2163), ou pelo e-mail (contato@sindigraficos.org).

h22Em relação ao FGTS, a Horizonte anunciou que já pediu o parcelamento do débito na Caixa e aguarda apenas a confirmação por parte do banco. O documento será apresentado na sequência ao sindicato da categoria. “Todo trabalhador de qualquer gráfica deve acompanhar junto à Caixa se seu FGTS está sendo depositado todo mês, se não estiver, deve  denunciar, porque há um prazo para fazê-lo, sob risco real de perdê-lo”, alerta para a gravidade, Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.  

O Sindicato também reagiu contra as práticas de assédio moral sobre gráficos por parte de um gestor da Horizonte que foram denunciadas. A empresa se comprometeu em corrigir a questão. Pelo aprovado durante a mediação, a empresa também aceitou sofrer penalidades pertinentes se não coibir efetivamente o abuso. “Não vamos tolerar que isso ocorra. Ninguém deve ser tratado aos gritos, nem mesmo animais”, diz Franco.