IMPRESSOR DO JORNAL DE BRAGANÇA PARTICIPA DA CAMPANHA DE SINDICALIZAÇÃO NAS EMPRESAS DA CIDADE

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Após o êxito do acordo que garantiu aos funcionários da Graphis Studio, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, folgas remuneradas em sábados alternados e o feriado do Dia do Gráfico, o sindicato da classe (Sindigráficos) continua atuante na região, e quer ampliar os benefícios para os trabalhadores das demais empresas de Bragança. Mas o órgão enfrenta dificuldades na proteção e na ampliação de direitos para parte da categoria do local, que mantém uma resistência à sindicalização, originárias das relações interpessoais, quase familiares, com os donos das empresas. A fim de mudar isso, o impressor do Jornal Cidade de Bragança, Walter Correio Junior, filho de gráfico do mesmo jornal, que lhe ensinou o ofício da tipografia, decidiu contribuir com a Campanha de Sindicalização pelas gráficas e jornais da cidade, em articulação com o Sindicato. A intenção dele é conscientizar os gráficos da necessidade de se sindicalizarem, não para agredir as empresas, mas para avançar nos direitos, só possíveis através da união da categoria, por meio da ampla filiação para negociar bons acordos e a convenção coletiva de trabalho. Sete empresas já foram visitadas por Walter na última semana, mais duas estão marcadas para esta, e outras duas já na próxima semana.  

walter6Nesta segunda-feira (6), das 13h às 14h, em frente ao Bragança Jornal Diário, Walter Jr, que tem 44 anos de vida e boa parte dela dedicada às artes gráficas, como tipografo e impressor, estará com os gráficos da empresa, falando da importância de todos os 17 funcionários estarem sindicalizados. No dia seguinte, das 12h30 às 13h30, serão visitados os empregados do Jornal Gazeta Bragantina.

A agenda de visita retorna na semana seguinte. A Campanha de Sindicalização seguirá pela Gráfica 1001 (no dia 13, das 7h às 7h40) e a CS Gráfica Expressa (no dia 15, das 12h30 às 13h30). “Estamos em pleno século 21, em 2015, e nós, trabalhadores gráficos, precisamos perder o medo de se sindicalizar à sua entidade de classe, que visa tão somente nos proteger e buscar mais direitos para nós através da nossa categoria”, pontua.

WP_20150702_12_33_47_ProWalter e os outros dirigentes do Sindigráficos continuarão a Campanha de Sindicalização até o final do ano. A ideia é passar pelas 60 empresas do setor nas cidades que integram a região de Bragança. Cada novo sindicalizado concorre a um sorteio mensal de cinco convites para passar o fim de semana com a família (cônjuge e filhos de até 17 anos) no Recanto dos Gráficos – Colônia de Férias em Itanhaém. Cada convite dá direito ao trabalhador e a família. O gráfico já sócio que filiar mais cinco novos ganha o convite direito. Todos ganham camisas de sócios.

“Independente dos brindes, o mais importante com a sindicalização é a proteção que a iniciativa trás aos trabalhadores contra qualquer tentativa de sonegação dos seus direitos por parte dos patrões. O sócio tem uma assessoria jurídica e conta com a intervenção dos sindicalistas, quando precisa”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

walter2O dirigente parabeniza a iniciativa de Walter na Campanha em Bragança, já que ele é um tradicional gráfico da localidade, assim como foi seu pai. Por ser um profundo conhecedor da profissão e da realidade das empresas do local, Walter, que também é sindicalista gráfico, conta que é importante que os trabalhadores se filiem ao sindicato em massa, para se contrapor, e por fim, a esta cultura antissindical de parte de empresários.

Outro ponto fundamental da sindicalização é o fortalecimento da classe para reivindicar melhorias dos direitos trabalhistas. Walter aproveitou este ponto para tirar da cabeça dos gráficos um grande equívoco quanto à manutenção eterna dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho, a exemplo da cesta básica, Participação nos Lucros e Resultados da Empresa, Auxílio Creche.

walter3“Nenhum deles é permanente. Duram só um ano – tempo que valem as cláusulas da Convenção. E a nossa vence em setembro”, alerta o dirigente. Por esta razão, é tão importante fortalecer o sindicato para que ele tenha poder nas negociações de renovação da Convenção, do contrário, perde-se tais direitos.

Walter explica que os únicos direitos que tem prazo indeterminado são os da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e ainda podem se alterados se os políticos quiserem. Portanto, é preciso estar sindicalizado para fortalecer a classe para não somente proteger os atuais direitos, o que já é muito relevante, mas também para, pela demonstrando de força, avançar nos direitos.

 

DENÚNCIAS PRESSIONAM GRÁFICAS JAIZ, REAL E CADÚ E ELAS VÃO PAGAR PLR VENCIDAS E MULTAS POR ATRASO

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As reclamações de gráficos das empresas Jaiz, Real e Cadú, do mesmo grupo econômico em Valinhos, ao sindicato da categoria (Sindigráficos), começam a surtir seus primeiros efeitos. Isso porque a pressão sindical sobre as empresas, oriundas das denúncias, ameaça a continuidade de umas irregularidades cometidas há muito tempo por lá, que os gráficos optavam por esconder devido ao medo dos patrões, e o caso não chegava ao sindicato. Um exemplo é o atraso recorrente no pagamento salarial, e o não pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que está atrasada desde o ano de 2010. As denúncias foram fundamentais para marcar o início de mudanças no perfil desses trabalhadores e dos empregadores, porque, fez com que os empresários se reunissem com o Sindigráficos na terça-feira (23), que levou o caso para o Ministério do Trabalho. Lá, as empresas reconheceram as falhas e vão se regularizar. Os trabalhadores, portanto, receberão as PLR vencidas e ainda o valor das multas aplicadas às empresas pelo atraso nos salários mensais. A multa consta na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Toda gráfica é obrigada a pagar R$ 42,67 por cada dia que atrasar o salário. 

jaiz2“Os empresários têm até o dia 23 de julho para apresentar levantamento com o nome de todos os funcionários e os respectivos valores relativos ao acumulado dos dias de atraso no pagamento salarial que ocorreram”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. O prazo foi negociado com os donos das Jaiz, Real e Cadú, na reunião, após eles aceitarem a pena por reconhecerem que costumam atrasar mesmo o salário. Seguindo o mesmo direcionamento, os proprietários das empresas tem igual prazo para catalogar e apresentar ao sindicato os nomes e o valor a ser pago para cada um dos seus 90 empregados em relação às PLR vencidas.

O próximo passo é apresentar aos trabalhadores o levantamento feito pelo grupo de empresas, com objetivo de que eles possam dizer se tudo está certo. Apenas depois da avaliação e aprovação dos funcionários, o Sindigráficos volta a discutir com os empresários a forma de pagamento dos débitos com os seus empregados. Desse modo, o sindicato exigiu e as empresas aceitaram que os sindicalistas realizem dentro das gráficas uma assembleia com os funcionários para analisar tais levantamentos.

Outra denúncia de irregularidade das gráficas Jaiz, Real e Cadú foram discutidas na reunião. Havia uma suspeita de que o FGTS dos gráficos não estava sendo recolhido corretamente. Ao serem questionados da possível ilegalidade, os empresários negaram e apresentaram o acordo de parcelamento feito na Caixa Econômica Federal para quitar o FGTS atrasado. O acordo de parcelamento foi celebrado no mês de maio.

juraO sindicalista Jurandir Franco espera que da experiência vivenciada, os trabalhadores das gráficas Jaiz, Real e Cadú tirem suas lições e mudem essa postura de ficarem sofrendo calados no interior das empresas, bem distantes do Sindigráficos, pois as irregularidades sempre retornam e em alguma hora terão que procurar o sindicato, mas o problema já está grande. “É preciso denunciar, mas só isso não basta”, pontua. Ele conta que ter coragem para denunciar é o primeiro passo, mas, mesmo assim, nada impede que o patrão volte a cometer irregularidades. E a única saída é se juntar ao sindicato, filiando-se à sua entidade de classe, a fim de garantir proteção permanente, pois os empresários estarão cientes do fato e temerão sonegar os direitos dos sindicalizados, pois sabem que logo serão acionados pelos sindicalistas. Juntos, somos mais fortes!

CÂMARA APROVA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, MAS ISSO RESOLVE O PROBLEMA DA VIOLÊNCIA?

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O juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, José Soares Filho, tem uma avaliação a este respeito. O magistrado lembra que, argumenta-se que a impunidade é causa da criminalidade, posto que estimula a prática do delito. Em parte, isso é verdade. Por outro lado, ao delinquente contumaz não importa a certeza de aplicação da pena, nem o tamanho desta. De todo modo, diz o juiz, é cruel penalizar duramente um menor que comete crime em decorrência da falta dos elementos básicos para sua formação e para uma vida digna. Os meios para evitar os efeitos maléficos de suas atitudes já estão prescritos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O mais seria uma vingança da sociedade, que lhe negou tais meios e, por conseguinte, é responsável pela delinquência juvenil. Desse modo, a redução da maioridade penal, destarte, é uma medida inconsequente, que, ademais, não trará solução para o grave problema da violência. Outrossim , a medida em comento, ao ampliar o número de encarcerados, agravaria sobremaneira o sistema penitenciário em nosso país – em precária situação – e não contribuiria para recuperação dos jovens excluídos do convívio social (nem da sociedade). CONFIRA O ARTIGO ABAIXO NA ÍNTEGRA

menor2Há pessoas – provavelmente, a maioria – que entendem ser a redução da maioridade penal, com aplicação de penas severas a menores de dezesseis anos infratores, fórmula capaz de resolver o problema da criminalidade juvenil. Seria uma solução simplória para um problema estrutural.

Como é óbvio, a todo efeito corresponde uma causa. Importa, pois, averiguar a causa, ou causas, de delitos cometidos por jovens, cada dia mais frequentes.

De há muito está superada, cientificamente, a teoria esposada pelo médico, antropólogo e criminalista italiano Cesare Lombroso (1886-1909),segundo a qual o criminoso é um doente, que nasce marcado por esse estigma, com as características fisionômicas e psicológicas próprias dele. Com efeito, entende-se que, em princípio, a delinquência não é congênita, eis que, na concepção de Rousseau, o homem é, naturalmente, bom; a sociedade é que o corrompe. Assim, o delinquente é, em princípio, recuperável, ainda que em parte, razão pela qual a aplicação da pena tem, na “mens legis”, como objetivo, a ressocialização do detento.

menor3Argumenta-se que a impunidade é causa da criminalidade, posto que estimula a prática do delito. Em parte, isso é verdade. Por outro lado, ao delinquente contumaz não importa a certeza de aplicação da pena, nem o tamanho desta.

Há um consenso entre psicólogos, psiquiatras, sociólogos, juristas, educadores e pessoas de outros segmentos sociais, segundo o qual o comportamento humano se relaciona, fundamentalmente, à formação moral, bem como a outras condições ambientais. Por conseguinte, dispondo de meios de vida saudáveis, a criança está fadada a tornar-se um cidadão de bem e útil à sociedade.

Outros fatores há que é preciso levar em conta, tal como o crime organizado – expresso, v.g., no tráfico de drogas, tráfico de menores -, que compete ao Poder Público debelar. Então, o uso da força institucionalizada faz-se necessário para prevenir e reprimir esses fatores deletérios, como legítima defesa da sociedade.

De todo modo, seria cruel penalizar duramente um menor que comete crime em decorrência da falta dos elementos básicos para sua formação e para uma vida digna. Os meios para evitar os efeitos maléficos de suas atitudes já estão prescritos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O mais seria uma vingança da sociedade, que lhe negou tais meios e, por conseguinte, é responsável pela delinquência juvenil.

É bem verdade que a solução ora apontada é de difícil concretização, ante a carência de recursos, seja da família, seja do Estado, e seu alcance demanda muito tempo. Mas não há alternativa: há que percorrer esse árduo e longo caminho. A penalização do menor, nessas circunstâncias, é um paliativo.

menor1Outrossim , a medida em comento, ao ampliar o número de encarcerados, agravaria sobremaneira o sistema penitenciário em nosso país – em precária situação – e não contribuiria para recuperação dos jovens excluídos do convívio social.

A redução da maioridade penal, destarte, seria uma medida inconsequente, que, ademais, não traria solução para o grave problema da violência, em relação ao menor.

FONTE: DP

LOG&PRINT RECONHECE ERRO E ACEITA CRIAR GRUPO DE DISCUSSÃO PARA TRATAR DA JORNADA DE TRABALHO

COMISSAO LOG1Na quinta-feira (25), foi dado um passo importante para evitar ameaças patronal à jornada de trabalho dos gráficos da Log&Print, em Vinhedo. A empresa, durante reunião com a entidade de classe dos trabalhadores (Sindigráficos), aceitou criar medidas para garantir o cumprimento e o aperfeiçoamento dos direitos trabalhistas contidos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A medida consiste na abertura de uma agenda contínua com o sindicato para tratar de pontos relativos a adequações da jornada, quando necessárias. E ainda aceitou antecipar o início do debate sobre a renovação do ACT, que perderá a validade em setembro. Também concordou com a reivindicação sindical voltada à proteção da saúde e da segurança dos funcionários, através da inclusão de uma sindicalista nas reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da empresa, a fim de garantir o funcionamento necessário e sistemático.

LOG3As ações da Log&Print resultaram da pressão recente do Sindigráficos depois que, há duas semanas, a empresa obrigou funcionários do 3º turno a laborar três horas a mais antes do início da jornada no domingo, descumprindo as regras do ACT. O caso logo chegou ao conhecimento do sindicato que convocou os setores Jurídico e de Recursos Humanos da empresa para resolverem a questão e por fim a tal irregularidade.

“Durante o encontro, a empresa, representada pela advogada Veridiana Police, e o gerente de RH, Ricardo Iamamoto, reconheceu a falha ao ampliar a carga-horária de trabalho de funcionários, sem tratar com o Sindigráficos, contrariando o ACT, embora alegaram que se tratou de um caso atípico e pontual, em decorrência da manutenção de algumas máquinas do setor de impressão”, conta Leandro Rodrigues, presidente da entidade de classe.

valeeriaDiante da questão, ainda que atípico e eventual, a Log&Print se comprometeu em não mais fazer algo do tipo, sem antes, negociar a situação com os representantes da categoria. Foi ai quando o Sindigráficos requereu a criação de uma agenda permanente para tratar de pontos relacionados à jornada de trabalho no cotidiano da fábrica.

Diante da proximidade do fim do prazo de validade do ACT que trata da jornada de trabalho dos funcionários da Log&Print, agora em setembro, o Sindigráficos requereu o início imediato das negociações para garantir a renovação do mesmo, com novas regras em favor dos trabalhadores. A empresa aceitou a proposta para começar o debate. Os sindicalistas Jurandir Franco, Valdir Ramos e Valério Siomionatto, todos gráficos da Log&Print, farão parte da comissão de negociação. Eles já vão começar a conversar com os funcionários para receberem propostas em relação a possíveis melhorias na jornada de trabalho. O atual ACT garante a folga em um sábado por mês, entre outros itens.

LEO“A nossa principal reivindicação é reduzir a jornada nos finais de semana”, pontua Rodrigues. Todavia, o dirigente antecipa que será preciso muita unidade e mobilização para conseguir trabalhar em sábados alternados, como desejam a maioria, pois a empresa já sinalizou a impossibilidade disso acontecer, devido à produção maior ocorrer justamente no fim  de semana, para atender os principais clientes (revistas semanais de abrangência nacional).

Além disso, o Sindigráficos conseguiu outra importante medida em favor dos trabalhadores, especificamente em relação à saúde e segurança. A Cipa da Log&Print contará com mais uma participante, representando o Sindigráficos. Valéria, que é do setor de Acabamento da empresa, terá o direito de participar das reuniões da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A empresa concordou. “A presença de Valéria na Cipa vai qualificar a atuação da Comissão, uma vez que a sindicalista poderá  acompanhar tudo de perto e por dentro, contribuindo para garantir o devido encaminhamento das ações dos cipeiros”, comemora Rodrigues.

SINDIGRÁFICOS NA FTIGESP

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Seguindo a tradição, representantes dos gráficos de Jundiaí e Região (Sindigráficos) continuam marcando presença na direção da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo (Ftigesp). Foram empossados no dia 18 do último mês, o presidente e o tesoureiro do Sindigráficos, Leandro Rodrigues e Jurandir Franco respectivamente. Leandro é o novo secretário geral da Federação. E Jurandir assumiu a suplência da direção executiva da entidade estadual. Também foi empossado o diretor do Sindigráficos, Leonardo Del Roy, na condição de Membro do Conselho Consultivo. da Federação Estadual.

SINDIGRÁFICOS LANÇA NOVA EDIÇÃO DO JORNAL GRÁFICOS NA LUTA

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A edição de maio-junho do Jornal Gráficos na Luta, veículo de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos), já está disponível no site da entidade de classe (http://sindigraficos.org/site/). O Jornal Gráficos na Luta, como o nome já diz, reúne informações através de ações sindicais junto à base de representação no período da publicação. São notícias voltadas para difundir as iniciativas constantes do Sindigráficos em defesa dos 6 mil trabalhadores gráficos da Região. Além disso, o Jornal Gráficos na Luta também se dedica para dar visibilidade as denúncias dos trabalhadores. Na Coluna Boca no Trombone, o gráfico pode denunciar as irregularidades patronais. O sigilo é garantido e o Sindigráficos vai apurar a reclamação até solucioná-la. PARTICIPE! O Jornal Gráficos na Luta conta ainda com a Coluna Fala Doutor(a) voltada para informar o leitor sobre questões relacionadas à saúde e segurança do gráfico no local de trabalho. Confira a nova edição do Jornal Gráficos na Luta. CONFIRA AQUI!

 

 

ANTIGA DELTA PROMO VOLTA A CONTRATAR GRÁFICOS CLANDESTINOS E A COMETER OUTRAS IRREGULARIDADES

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Embora produza material publicitário para estabelecimentos comerciais, com foco em display para supermercado, a DP Comercial de Produtos Termoplásticos, em Caieiras, antiga Delta Promo, não aprendeu que a propaganda é a alma do negócio. Lá, aplica-se o provérbio: casa de ferreiro, espeto de pau. E é assim porque ela não se preocupa com a própria imagem quando o tema é sobre a sua reputação referente ao cumprimento de direitos trabalhistas. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos) recebeu denúncias de irregularidades na semana passada. O órgão já começou a atuar para coibir as supostas tentativas patronal de sonegar suas obrigações junto aos seus funcionários. Na última quarta-feira (24), reuniu-se com os funcionários, e explicou alguns dos encaminhamentos já adotados, inclusive, antecipou que a empresa será chamada pela Delegacia Regional do Trabalho em Jundiaí, para tratar das várias denúncias de irregularidades, entre elas, até de haver trabalhadores clandestinos, sem o registro na Carteira de Trabalho.  

dp2É comum o atraso no pagamento salarial, conforme as denúncias feitas. “Também levaremos tal problema para a reunião na Delegacia Regional do Trabalho”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O encontro ainda não tem data definida, mas o dirigente garante que vai solicitar o pagamento da multa diária de R$ 42,67 por atraso no salário dos funcionários. A empresa é obrigada a pagar este valor porque consta na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. É lei, não tem o que discutir. Outro problema recorrente por lá é o não recolhimento do FGTS. Se a DP não se regularizar, o sindicato promete que requererá a fiscalização do Ministério do Trabalho, para comprovação do problema e aplicação de multa, exatamente como aconteceu recentemente com a gráfica Brasprint, na cidade de Cajamar, também no interior do Estado.

Ha queixas de que até o 13º salário do ano passado ainda não foi pago. “Isso é um absurdo, e se isso for confirmado, mostra que a empresa não tem respeito por seus gráficos”, disse Rodrigues ao funcionários durante assembleia na última quarta-feira (24).

Além disso, outras denúncias revelaram que a 1º parcela da Participação dos Lucro e Resultados do ano de 2014, que era para ser paga em 5 de abril desse ano, continua pendente. E há suspeitas que a contratação de gráficos clandestinos voltou a ocorrer, da mesma forma como aconteceu no passado, quando a DP se chamava Delta Promo. Na época, o problema foi duramente combatido e resolvido pelo Sindigráficos.

Diante de tantas irregularidades, que costumam ocorrer sempre na DP, Rodrigues lembra que os empregados também precisam se organizar coletivamente para se fortalecerem e evitar tamanho atentado aos seus direitos. “O melhor caminho é que se sindicalizem ao Sindicato, pois o patrão pensa duas vezes antes de sonegar qualquer direito, e quando assim o faz, sabe que terá problemas pela frente”, finaliza o dirigente.

 

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AGORA É COM O DIÁRIO DE SÃO PAULO

Os gráficos da GMA Editora agora são funcionários do Diário de São Paulo. O jornal passou a ser proprietário da GMA, mas algumas broncas antigas contra os trabalhadores parecem que continuam, a exemplo do recolhimento do FGTS. Além disso, antes da mudança de donos, havia um debate entre o Sindigráficos e a GMA para reduzir o valor do desconto no salário relativo à refeição oferecida aos gráficos. Também existia um problema referente ao transporte dos funcionários. Diante disso, esta semana, o Sindigráficos protocolará no Diário de São Paulo, a solicitação de reunião para tratar de cada um desses pontos. “Há denúncias de que o Diário de SP não somente deixou de regularizar o FGTS atrasado, do tempo em que os gráficos eram da GMA, como já está atrasando o recolhimento atual do Fundo de Garantia dos trabalhadores”, antecipa Jurandir Franco, diretor sindical responsável por acompanhar o caso.