OCEANO É CHAMADA PARA EXPLICAR SOBRE DENÚNCIA DE HAVER 50 TRABALHADORES GRÁFICOS CLANDESTINOS NA EMPRESA PARA RODAR ENCARTES DE JORNAL

oceano1

Cerca de 50 funcionários da empresa Oceano, gráfica responsável pela impressão do Jornal Metro, estão trabalhando sem registro na Carteira de Trabalho. E eles têm recebido enquanto diaristas, contrariando a lei, para rodar de forma clandestina, encartes para o respectivo jornal dentro da produção da Oceano. Esta queixa acaba de chegar no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí (Sindigráficos), que já  solicitou explicações da empresa. Segundo as denúncias, o valor da diária é cerca de R$ 50 – valor que não chega a metade do que recebe um gráfico registrado no Estado, além dos devidos tributos e impostos. O Sindicato antecipa que se a empresa não atender rapidamente a convocação para efetuar explicações à entidade de classe, acionará o Ministério Público do Trabalho (MPT), diante das graves reclamações de irregularidades recebidas pelo órgão classista contra a Oceano.

oceano2A empresa, que funciona em Cajamar, tem cerca de 280 trabalhadores registrados. O principal cliente dela é o Jornal Metro. Até aí não existe nenhum problema nisso, pois todos estão acobertados pelo que define a legislação trabalhistas, com salários e direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. “O problema se encontra nos outros  50 gráficos, sem registro na CTPS, conforme apontou a denúncia”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O dirigente explica que as reclamações detalham que estes funcionários clandestinos laboram exclusivamente para a produção de encartes extras para o Jornal Metro. Assim, quando há esta necessidade, eles são contratados para fazerem tais demandas, na condição de diaristas. Porém, independente de quem contrata-os, seja o Jornal ou a gráfica, a empresa Oceano é responsável sempre, porque a fabricação é realizada dentro das suas instalações.

Desse modo, o Sindigráficos orienta a Oceano, para se estiver com mão de obra clandestina dentro da sua produção, conforme trata as queixas, deixar imediatamente de continuar com esta grave irregularidade. “Do contrário, mesmo que o serviço seja contratado pelo Jornal Metro, com a participação direta ou não da Oceano, recorreremos do instrumento da responsabilidade solidária junto ao Ministério Público do Trabalho. Ou seja, se o material é produzido na gráfica, mesmo que contratado por terceiros, a Oceano é responsável, mesmo que o serviço não seja dela.

 

55 ANOS DO SINDIGRÁFICOS – FESTA DOMINGO

festa1Neste domingo (31), gráficos filiados ao Sindigráficos e seus familiares passarão o dia no Sítio São Francisco, em Jundiaí, a partir das 12h, para comemorar os 55 anos da entidade de classe. Confira abaixo a programação completa. A expectativa é reunir cerca de 3 mil pessoas.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

12h - ABERTURA DOS PORTÕES DO SÍTIO SÃO FRANCISCO

 

tudo junto e misturado12h-17H – PALCO 1 – SALÃO PRINCIPAL

BANDA TUDO JUNTO E MISTURADO

Estilo Musical: Samba, Sertanejo, Forró e música dançante

 

 

MISTER UP (2)12h-17H – PALCO 2 – DECK

BANDA MISTER UP

Estilo Musical: MPB e Pop Rock

 

premio15h-15h40 – ATO CONTRA O PL 4330 E SORTEIOS

1 TV LED 28 POLEGADAS SANSUNG;

1 NOT BOOK POSITIVO XR 3000;

1 BLU RAY 3D LG;

1 MICRO SISTEM SANSUNG;

1 HOME TEACHER LENOXX;

1 TABLET EAGLE PLUS.

 

COMIDAPRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

COMIDA – Espetos de linguiça, carne bovina e frango; lanches de calabresa e pernil com vinagrete; hot-dog; frutas; pipoca e algodão doce.

 

BEBIDA – Refrigerantes, água e cerveja.

 

TREMProgramação para criança

BRINQUEDOTECA: Cama elástica, coelhão de bolinhas e pula-pula;

TRENSINHO que circulará pelo Sítio;

PINTURA FACIAL

MONITORAS acompanhamento das crianças

 

*Durante todo evento um Drone fará imagens da festa 

Senado muda regras para aposentadoria

painPor 50 votos a favor, 18 contra e três abstenções, o plenário do Senado aprovou ontem a polêmica Medida Provisória 664, que restringe as regras de acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença, e apresenta alternativa ao fator previdenciário – que atualmente reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos (nos casos de homens) ou 60 (mulheres). A eventual adoção da fórmula de aposentadoria 85/95 (soma da idade e do tempo de contribuição, respectivamente para mulheres e homens) foi a principal matéria discutida na MP, que é a segunda do ajuste fiscal aprovada pelo Senado.

O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e de 30 para mulheres. Essa regra, que acaba por adiar a concessão de uma aposentadoria integral, foi criada em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso como forma de conter o crescimento acelerado dos gastos da Previdência Social.

A Medida seguirá agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. Antes da votação, o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que, se Dilma vetar a alternativa ao fator, o Legislativo deve derrubar o veto. “A presidente da República tem uma nova oportunidade (para não vetar). Se ela preferir vetar, estará preferindo dar uma pedalada no aposentado brasileiro”, disse.

Durante o processo de votação, parlamentares da base e da oposição cobraram do governo o compromisso de não mexer no texto aprovado pelo Senado. O senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais entusiastas do fim do fator no Congresso, cobrou uma posição do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), quanto a este ponto. Delcídio orientou os aliados a votarem a favor da MP 664 da forma como veio da Câmara, mas preferiu não se referir a um eventual veto de Dilma. “Se a gente votar fazendo conjecturas do futuro, pelo amor de Deus, teremos que conjecturar sobre a eternidade da maçã”, disse Delcídio.

Paulo Paim afirmou que o próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim do fator previdenciário, em conversa recente que manteve com ele e com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas. “Ele (Lula) disse que cada um deveria votar com a sua consciência e que não havia nada no estatuto do PT que dissesse que eu deveria votar contra a minha consciência e contra os trabalhadores”, disse Paim. “Ele disse que uma bandeira importante era conseguir resolver de uma vez por todas (o fim do fator)”.

FONTE: DP 

DELRI DECIDE SE REGULARIZAR APÓS REPERCUSSÃO SOBRE SUSPEITA DE TERCEIRIZAÇÃO NA EMPRESA REDOMA

delri

 Na semana em que foi divulgado no site do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos) um suposto esquema de terceirização na empresa Redoma, através de funcionários da gráfica Delri, uma representante desta gráfica entrou em contato com o sindicato, informando que não existe terceirização irregular, mas trata-se de uma empresa especializada em acabamento no setor, que presta tal serviço para a Redoma. Contudo, a suspeita se originou porque a Delri funciona dentro do complexo industrial da empresa Redoma e não se encontra enquadrada sindicalmente na categoria gráfica, negando os direitos dos funcionários que, sendo gráficos, devem ser enquadrados.   

“Porém, ao esclarecer o caso e reconhecer de que se tratar de uma indústria do setor gráfico com funcionários irregulares, a Delri agora deve regularizar o piso salarial e os benefícios trabalhistas contidos na Convenção Coletiva de Trabalho do setor, uma vez que ela não estava cumprindo”, pontua Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Neste sentido, nesta quarta-feira (27), haverá uma reunião entre a Delri e o sindicato para tratar do enquadramento sindical dos funcionários, da adequação imediata das irregularidades e ainda para falar sobre questões relacionadas ao contrato com a Redona, a fim de evitar qualquer possibilidade de terceirização irregular de mão de obra, já que a empresa funciona dentro do complexo industrial da Redoma.

A empresa Delri ao se reconhecer como indústria gráfica, tem, portanto, que se regularizar com base no enquadramento sindical do segmento. O menor salário de um gráfico é de R$ 1.280,40. O trabalhador também recebe cesta-básica mensal, duas parcelas anual de participação nos lucros, auxílio-creche, dentre outros benefícios da Convenção.

“Será mais dinheiro e direitos para os seus funcionários, depois da iniciativa do Sindigráficos”, ressalta Rodrigues. Assim, os sindicalistas mostrarão a Delri todos os deveres que ela tem com seus funcionários. Por telefone, uma dirigente da Delri garantiu que irá regularizar todas as pendências, as quais serão tratadas durante a reunião desta quarta no sindicato.

A suspeita de terceirização na Redoma surgiu porque havia empregados com outra farda e laboravam dentro do complexo industrial da empresa, mas não dentro do mesmo galpão do processo produtivo da Redoma. Foi aí quando se descobriu que era uma outra gráfica, a Delri, que havia alugado um espaço dentro da Redoma, para realizar sua produção, que é especializado somente em acabamento gráfico.

Todavia, verificou-se que os cerca de 12 gráficos da Delri não estavam sendo beneficiados pela Convenção Coletiva de Trabalho do gráfico. “Cenário que mudará, depois das denúncias ao Sindigráficos e a atuação do órgão de classe”, comemora Rodrigues.

 

DOMINGO: É FESTA DOS GRÁFICOS 

diadografico1Tudo pronto para cerca de 3 mil gráficos e familiares curtirem a festa da categoria no sítio São Francisco, em Jundiaí/SP. A festividade será realizada neste domingo (31), a partir das 12 horas. A programação, com muita atração e prêmios, já foi montada. O evento festivo é para o trabalhador sindicalizado. “Será um momento de entretenimento para a categoria, que comemorará os 55 anos de existência do Sindigráficos”, pontua Leandro Rodrigues, presidente da entidade sindical.

CONATIG reivindica enquadramento sindical das empresas de fotocópias

fotocopiasApesar de representar os profissionais de divisão cultural e artística, a Federação Paulista da categoria (FTEDCA) decidiu firmar Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o setor de empregados das empresas paulistas de fotocópias, a qual pertence à área gráfica, conforme cadastro sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas (CONATIG).

Porém, ainda assim, a FTEDCA celebrou o CCT dos referidos trabalhadores com o Sindicato Nacional das Empresas de Reprografia e Serviços Auxiliares (SINARA). Como há um claro conflito da devida representação sindical, fragmentando a categoria gráfica, a CONATIG entrou com um pedido de nulidade desta CCT no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também solicitou a convocação da FTEDCA e da SINARA para uma reunião de mediação, visando delimitar a abrangência da representação sindical dos empregados em reprografia no setor gráfico.

O presidente da CONATIG, Leonardo Del Roy, acredita que o resultado deva ser favorável para a categoria gráfica. Contudo, o dirigente adianta que se não alcançar o resultado esperado, já se prepara para levar o caso às instâncias do Poder Judiciário, uma vez que em nada a FTEDCA representa os trabalhadores gráficos em reprografia, e sim dos profissionais na área cultural e artística.

Por esta razão, Del Roy questiona a celebração da CCT entre a FTEDCA e SINARA, representando os empregados nas empresas de reprografia (CNAEs 8211-3 e 8219-9) e serviços de reprografia por qualquer sistema, serviços auxiliares de acabamento (corte, encadernação, plastificação, blocagem) dos serviços reprográficos, serviços de cópias xerográficas, duplicações, impressões digitais com dados fixos ou variáveis, serviços de plotagem, painéis, cópias heliográficas, serviços de digitação, escaneamento, desenvolvimento e tratamento de imagens’ na base territorial do município de São Paulo.

A CONATIG conta que a CCT é o ato jurídico que deve ser celebrado só entre entidades sindicais de representação correspondente à atividade profissional em questão, no caso, o dos gráficos, com o objetivo de estabelecer regras e normas na relação trabalhista existente entre ambas as partes.

Assim, a CCT deve ser firmada mediante representantes de categoria correlata, vedada qualquer hipótese de regulamentação de condições de trabalho relacionadas à categoria que esteja fora da abrangência/representação das entidades convenentes, sob pena de nulidade por falta de capacidade sindical, conforme diz o Enunciado 28 da Secretaria Nacional de Relações do Trabalho.”Com base neste instrumento legal, pedimos a nulidade desta CCT firmada entra a SINARA com a FTEDCA”, conclui Del Roy.

FONTE: CONATIG

SAI FATOR PREVIDENCIÁRIO E ENTRA TERCEIRIZAÇÃO: NÃO HÁ JUSTIÇA EM REDUZIR SALÁRIO E EXCLUIR DIREITOS

Leonildo da Silva João( Veludo) (1) (640x480)Leonildo da Silva João( Veludo) (1) (640x480)

O gráfico que hoje recebe piso salarial vai ganhar apenas um salário mínimo quando se aposentar, em função do Fator Previdenciário, criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, isso pode mudar porque a Câmara dos Deputados aprovou emenda na Medida Provisória 664, pondo fim ao Fator. Falta agora o Senado aprovar e a presidente Dilma Rousseff sancionar. Porém, se isso não acontecer, aposentar-se significará dizer que o gráfico vai continuar sentindo enormes perdas nas finanças e na sua qualidade de vida. Cerca de 80% dos aposentados da categoria da região de Jundiaí recebiam o piso salarial e estão vivendo hoje só com R$ 788. Parte deles voltaram a trabalhar para completar a renda diante da aposentadoria de fome. Isso ocorre, por exemplo, com o gráfico aposentado Leonildo da Silva, mais conhecido por “Veludo”. Com 40 anos como gráfico do Jornal da Cidade, é obrigado a trabalhar, mesmo já aposentado há 17 anos. Ele aproveita para alertar que as coisas ainda podem piorar para os aposentados e sobretudo para quem ainda não completou os 35 anos de contribuição à Previdência Social: “o  gráfico voltará a trabalhar mais horas por dia e receberá menos, como acontecia no passado, caso seja aprovado o PL da Terceirização, um projeto aprovado pela Câmara, que está sendo analisado pelo Senado”. 

“A terceirização vai puxar os salários para baixo e o impacto será ainda maior quando o gráfico se aposentar. Hoje o piso salarial da categoria é de R$ 1.280,40 e quando se aposenta recebe apenas R$ 788, imagine quando os salários dos trabalhadores ficarem menores que o piso atual”, alerta Veludo.

Ele lembra que os salários dos gráficos na ativa poderão cair a um salário mínimo, pois a empresa terceirizada só será obrigada a pagar o piso da categoria se pertencer a mesma atividade econômica da gráfica que contratar o serviço. Ou seja, os gráficos terceirizados não estarão protegidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Com isso, os subcontratados também não terão direito a nenhum dos benefícios da Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho nas gráficas.

Dessa maneira, poderão ter, inclusive, a jornada de trabalho aumentada. O terceirizado trabalha três horas em média  a mais que o empregado contratado direto pela empresa produtora. “Será um caos total. Tudo vai voltar a ficar ruim como no passado”, alerta Veludo, lembrando da jornada diária de quase 16 horas quando começou a trabalhar no setor.

O gráfico Veludo, que também é diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí (Sindigráficos), garante que, se for aprovado o PL da Terceirização, o padrão de vida dos gráficos aposentados e principalmente os da ativa cairá bastante, independente da aprovação do fim do Fator Previdenciário.

“A terceirização representa jogar na lata do lixo todos os nossos direitos que foram conquistados ao longo de muitos anos”, pontua o sindicalista. Ele alerta a categoria para não cair na cortina de fumaça que foi criada com a discussão da crise econômica, visando aprovar medidas impopulares sem a devida atenção e a reação da classe trabalhadora. Ou seja, enquanto se fala em crise, vai-se empurrando a retirada de direitos, levando o Brasil a retornar ao período escravocrata, quando o direto dos empregados era trabalhar.

Osvaldo Santesso (2) (640x480)O gráfico da empresa Jandaia, Osvaldo Santesso, que hoje está aposentado também continua trabalhando e concorda com a preocupação de Leonildo. “Ao longo dos meus 60 anos, nunca vi um projeto de lei tão arrasador para a vida da classe trabalhadora, como é este PL da Terceirização, aprovado pelos deputados federais”. Osvaldo conhece bem e de perto o problema da subcontratação de gráficos com empresas terceiras. Na década passada, havia uma empresa que terceirizava os gráficos do setor de embalagens. Os terceirizados recebiam menos que os trabalhadores contratados direto pela Jandaia. Eles também não tinham direito ao convênio médico e não recebiam nenhum benefício da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Foi uma luta grande do Sindigráficos para acabar com as subcontratações. Porém, se o PL da Terceirização for aprovado pelo Senado, os patrões estão autorizados para subcontratar até 100% do seu quadro funcional.

REAÇÃO NAS ELEIÇÕES DE 2016

11262499_820522088036346_3126423244169182488_nPara Osvaldo os gráficos precisam reagir e devem começar pela pressão nos políticos da cidade de cada trabalhador. Ou seja, cobre do prefeito e dos vereadores. “Apesar da votação do PL da Terceirização acontecer no Congresso Nacional, através dos deputados federais e senadores, são os vereadores e prefeitos da base de sustentação desses políticos que faz o elo de ligação do povo”, frisa o gráfico aposentado, que também é diretor do Sindigráficos. Ele aproveita para lembrar aos trabalhadores quando forem falar com o prefeito e vereadores, para alerta-los que em 2016, acontece a eleição municipal, e se não apoiarem o desejo dos trabalhadores, serão cortados da lista de possíveis candidatos. “Isso sim é pressão e pode surtir efeito direto”, finaliza.

MAIORIA DOS GRÁFICOS DA CUNHA FACCHINI SE SINDICALIZAM EM BUSCA DE DIREITOS; CENÁRIO É SIMILAR NA EMPRESA GONÇALVES

goncalvez1Os trabalhadores gráficos da região de Jundiaí têm entendido cada vez mais que para garantir maior proteção contra irregularidades patronal e conquistar mais direitos na empresa, precisa se unir ao Sindigráficos. Em menos de 20 dias após o início da primeira etapa da Campanha de Sindicalização ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos), a quantidade de gráficos sócios ao órgão de classe cresceu em 10%. O número mostra que a categoria tem buscado maior proteção em defesa da manutenção e da ampliação dos direitos. Um exemplo pode ser visto na empresa Cunha Facchini, onde o sindicato tem atuado de perto para garantir melhorias nas questões relacionadas a saúde e segurança dos empregados, além de outras questões. Dos 80 funcionários, mais da metade já estão sindicalizados. Houve um aumento de 20% de novos sócios. O perfil combativo do Sindigráficos chegou ao conhecimento da maioria dos trabalhadores da recém-chegada empresa Gonçalves na Região, que legitimaram o trabalho da entidade através da atual filiação. Em apenas dois dias, grande parte dos funcionários se sindicalizaram.


goncalvez2“O nosso sindicato preza por lutar e defender o interesse dos gráficos”, ressalta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente entende que os empregados estão se sindicalizando neste sentido. Ele conta que os trabalhadores da Gonçalves, por exemplo, apesar de mal chegarem à região, filiaram-se, e já apresentaram reivindicações, como a exemplo da redução da jornada de trabalho, e um horário de trabalho que permita melhorías no convívio social. Sabem que unidos e mobilizados junto com o sindicato este pleito se tornará uma realidade. A empresa funciona em três turnos e a jornada de trabalho é de segunda-feira à sábado. A reivindicação é para garantir folga em sábados alternados, assim como acontece em outras gráficas da Região. O Sindigráficos já prepara a reivindicação e deverá mostrá-la a partir da campanha salarial desde ano, que se aproxima.

facchinni1Elevado número de sindicalização também ocorreu na Cunha Facchinni. “Os trabalhadores reconhecem a nossa atuação em defesa deles”, fala Rodrigues. O sindicato tem feito um forte monitorado na empresa para evitar acidentes de trabalho em função do não atendimento da Norma Reguladora nº 12 – aquela que regula o funcionamento adequado das máquinas. Desde do ano passado, com o apoio de órgãos públicos, o Sindigráficos tem conseguido fazer com que seja atendida as normas vigentes de saúde e segurança dos funcionários. Além disso, já atuou no sentido de garantir aos trabalhadores(as), que tem filhos pequenos, o auxílio-creche. O benefício garante quase R$ 5 mil por ano para quem tem filho de até 3 anos, além de outras lutas e conquistas trabalhistas.

goncalvez3A primeira fase da campanha de sindicalização termina no dia 30, um dia antes da Festa dos Gráficos de Jundiaí, voltada apenas para os trabalhadores sindicalizados. Espera-se cerca de 3 mil pessoas. A nova etapa da campanha será realizada a partir do mês de julho. O sindicato já estuda novas formas de continuar estimulando o trabalhador a se associar. Haverá sorteio mensal para os novos sindicalizados passarem um fim de semana na colônia de férias da entidade, em Itanhaém. Outra novidade é que o trabalhador que indicar cinco gráficos para se filiar, vai ganhar, sem sorteio, um fim de semana também na colônia, com direito a levar cônjuge e filhos de até 17 anos. Entretanto, Rodrigues destaca que a principal função da sindicato e da sindicalização é a de garantir e avançar nos direitos da categoria. Desse modo, seguindo o exemplo ocorrido na empresa Gonçalves, o dirigente orienta os interessados em se associar ao órgão para levar denúncias de irregularidades patronais e sugestões de novos benefícios dentro da empresa em que trabalha.