2016: MAIORES DESAFIOS E REAÇÕES DO GRÁFICO E DO SINDICATO CONTRA RETROCESSOS POLÍTICO-PATRONAL

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Mal iniciara o ano de 2016, e o cenário socioeconômico já era adverso e ficou ainda pior após o controverso afastamento forçado da presidente Dilma Rousseff para a entrada do Michel Temer, que, ao invés de reduzir o desemprego e reorganizar o Brasil, como prometera, tem implantado uma série de muitas reformas impopulares e anti-trabalhadores. Sem apresentar melhora alguma para a vida do trabalhador e para a própria economia, 40 empresas gráficas fecharam e outras reduziram seus profissionais somente em Jundiaí e Região. Ao todo, 663 gráficos foram demitidos este ano. Além do Michel Temer, os patrões também se aproveitaram da crise para atacar sistematicamente os direitos dos gráficos empregados e as verbas rescisórias dos demitidos. A rotatividade foi ainda maior neste ano, visto que com tanta demissão, o número de gráficos na base continuou em 6 mil – não caindo o total de funcionários, mas baixando o salário de quem saiu e voltou ao emprego.O ano foi marcado por ataques políticos, sociais, econômicos e patronal. Por outro lado, o cenário exigiu do sindicato da categoria (Sindigráficos) a atuação e presença mais forte junto à base para evitar a consolidação do oportunismo patronal, cujo já havia conseguido empurrar no ano anterior o parcelamento salarial com efeitos no salário em 2016. Os gráficos, por sua vez, também reagiram. Muitos não se calaram diante da ofensiva. Denunciaram ainda mais as sonegações patronais ao sindicato. A nova política de comunicação sindical foi eficaz, pois aproximou a categoria e socializou informações e realidades importantes neste difícil período. O Departamento Jurídico do Sindicato nunca atuou tanto junto à Justiça, garantindo o pagamento das verbas rescisórias não pagas inicialmente aos trabalhadores, bem como a liberação judicial para sacarem o FGTS e também solicitarem o Seguro-Desemprego, dentre outros direitos. 

2A diretoria sindical também coibiu a tentativa de sonegações dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho dos gráficos que estão empregados, como o pagamento do salário, cesta básica, PLR e etc. A junção entre as denúncias dos trabalhadores, as blitz sindicais, as convocatórias das empresas irregulares pelo sindicato e as outras ações dos sindicalistas, associadas com a visibilidade dada a tais atos por meio da comunicação sindical e do trabalho jurídico do sindicato, evitaram mazelas na maior parcela das ocorrências. Foram quase 200 reuniões com as empresas e mais pedidos de mesa redonda e fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, o Sindicato ainda se destacou por conseguir reajustar o vale alimentação em muitas empresas e garantir o Dia do Gráfico em outras.

3 Todas metas traçadas no começo do ano foram atingidas pelo trabalho desenvolvido no decorrer de 2016. Apesar do cenário difícil, foram feitas quase 300 novas sindicalizações sem uso de mecanismos de vantagens pessoais, exceto a garantia da luta em defesa coletiva da categoria, cuja foi reconhecida inclusive por gráficos de regiões onde o Sindicato não havia ainda se consolidado, a exemplo da área Serrana e em Nazaré. Podia-se ter um número maior de filiações, mas, infelizmente, faltaram ‘pernas’ para atuar sistemática nesta questão. A prioridade sindical foi atuar para coibir os retrocessos patronais impostos com a sonegação ou com a tentativa da retirada de direitos. Porém, em 2017, a sindicalização será uma prioridade do Sindigráficos e espera ter pleno apoio da classe.

4O sindicato também atuou firme na campanha salarial, evitando o fim da PLR, hora-extra, aviso-prévio especial, data-base, data de pagamento, conforme exigiu o sindicato patronal das gráficas do Estado. Os patrões também queriam rebaixar o salário baseado na inflação anual, porém foram combatidos. O trabalho sindical foi imenso e intenso com os trabalhadores, esclarecendo-os e mobilizando-os. O número de assembleias nas portas das gráficas de Jundiaí e Região, por exemplo, superaram o somatório de todas ações de campanha salarial feitas pelos demais sindicatos em todo o Estado. A dedicação do Sindicato e a participação de parte dos gráficos foram cruciais para garantir os direitos e a recuperação salarial. Mas não foi suficiente para descongelar o valor da PLR, que se mantêm desde 2014, bem como não evitou parcelamento do reajuste salarial. A participação dos trabalhadores precisa ser maior para mudar tal quadro.

22O Sindigráficos também atuou fortemente contra o golpe à democracia por entender que ele representava um golpe primeiro em Dilma e nos seus 54 milhões de eleitores; e, na sequência, era um golpe sobre os direitos dos trabalhadores e dos mais pobres. Lamentavelmente, parte da povo apoiou o golpe em Dilma, induzido, por setores patronais e pela mídia, a pensar que Temer salvaria o Brasil da crise econômica, ou da corrupção. O problema é que Temer, já citado em corrupção, chegou aplicando o golpe sobre os direitos através do seu Projeto Ponte para o Futuro, com as reformas previdenciária, congelamento de investimento público por 20 anos, reforma trabalhista, terceirização total, entre outros. A luta dos gráficos de Jundiaí e Região e de toda classe trabalhadora precisa continuar mais forte em 2017 contra os ataques do Temer e dos patrões contra direitos sociais, trabalhistas e dos aposentados do Brasil. Juntos, somos sempre mais fortes!

GREVE DESTRAVA PAGAMENTO DO REAJUSTE SALARIAL, 13º SALÁRIO E OUTROS DIREITOS DO GRÁFICO DA CLICHERLUX

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O expediente começou com greve na Clicherlux na última segunda-feira. Os gráficos cruzaram os braços contra irregularidades. Os funcionários, que contaram com a participação do Sindicato da Classe (Sindigráficos), só voltaram ao trabalho depois que a empresa anunciou o pagamento do reajuste salarial e as respectivas diferenças, 13º e outros direitos. Um cronograma foi definido para o cumprimento de cada uma das falhas, a exemplo do FGTS, INSS, PLR e todas as multas pelos referidos atrasos. A unidade e mobilização da classe garantiu também o reconhecimento da greve. A empresa, que ficou paralisada por quase 2 horas diante do movimento paredista, confirmou inclusive que não haverá represálias. 

2Infelizmente, a empresa sofreu um incêndio. Desde então, recupera-se dos prejuízos. Porém, os salários e direitos dos gráficos não podem ser sonegados. Era o que estava acontecendo. O Sindicato entrou em ação, mas a empresa não deu relevância inicialmente. Foi notificada de greve na última semana. Como não respondeu, os trabalhadores se somaram ao sindicato e cruzaram os braços. A empresa não tinha reajustado os salários (5% desde novembro) e nem deu sinal de quando pagaria. Mas com a greve,  o adiantamento quinzenal do salário de dezembro foi pago com tal aumento. A 1ª parte do 13º também foi paga. E a diferença salarial do mês de novembro será paga junto com o salário corrigido de dezembro.

3Mas isso não foi o bastante para encerrar a greve. A empresa deixou de pagar a cesta básica e vale-refeição mensal. “Os gráficos só retomaram ao trabalho depois da confirmação da regularização destes direitos nas próximas semanas, até a segunda semana de janeiro; além de anunciar o pagamento das cestas e vales pendentes dos meses anteriores, que será efetuado após quitar a parcela restante do 13ª salário”, conta satisfeito Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, presente em toda a greve e diante da demonstração de consciência de classe dos trabalhadores, onde fez a empresa reconhecer o legítimo direito à greve sem represália e inclusive sem desconto sobre o salário com o período parada com a greve.

4Um cronograma foi definido para o cumprimento de cada uma das questões e uma reunião já foi marcada. O Sindigráficos e a Clicherlux voltam a se encontrar em janeiro. Na pauta, terá inclusive o pagamento das multas previstas pelo atraso no pagamento dos direitos trabalhistas, como trata a Convenção Coletiva da categoria e demais leis do Trabalho. “Também será abordado sobre a regularização do FGTS, INSS de cada um dos trabalhadores do local, bem como a Participação nos Lucros e Resultados também pendente”, diz Jurandir Francos, diretor sindical. Juntos, somos mais fortes. Sindicalize-se!

A LUTA CONTINUA EM 2017. JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES

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Nós, do Sindigráficos Jundiaí e Região, desejamos a todos(as) trabalhadores(as) um Natal fraterno e um ano novo com muita saúde e paz e principalmente solidariedade. São os votos dos diretores, assessores e dos funcionários do Sindigráficos. FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO. Aproveitamos ainda para informar que o Sindigráficos entrará de recesso a partir de segunda-feira (26), retomando as atividade no dia 03 de janeiro de 2017. Já os departamentos Jurídico e de Comunicação do Sindigráficos, estes retomarão às atividades no dia 23 de janeiro/2017.   

 

DOMINGO DE FUTEBOL E CONFRATERNIZAÇÃO COM 200 GRÁFICOS E FAMILIARES NO 9º TORNEIO DO SINDIGRÁFICOS

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No domingo (18), cerca de 200 gráficos e familiares de Jundiaí e Região participaram do 9º Torneio Anual de Futebol Society do Sindicato da categoria (Sindigráficos) – evento tradicional de confraternização de final de ano, realizado na DedBoll, em Várzea Paulista. Dez equipes deram um show de bola, mas também de esportividade, interação e animação. A competição foi no estilo confronto direto. Cada vencedor levou o troféu para casa. Ao final, iniciou a tradicional churrascada com mais diversão, integrando todos, independente dos vitoriosos e derrotados nas partidas. 

22“Em matéria de futebol, muitos talentos surgiram e também os ‘pernas de pau’. O importante foi o clima de fraternidade”, disse descontraído Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, presente no evento. O Sindicato inclusive se prepara para qualificar ainda mais o 10º torneio, já que cresce a cada ano e se consolida como uma programação fixa no calendário de atividades do órgão há nove anos. O bingo das mulheres é outra ação permanente, assim como o torneio de trunco/dominó, além da festa do Dia do Gráfico – esta marcada para 19 de fevereiro de 2017. Todos os eventos são exclusivos para os gráficos(as) sindicalizados(as). Sindicalize-se AQUI! 

3Quanto aos jogos de domingo, a maioria deles foi bem disputado. Cunha Facchini 4×3 Log&Print1; Nova Página 4×2 Jundiá; Graphis Studio 5×3 Oceano; Jandaia 5×1 Inapel e Log&Print2 4×3 D’arthy. “Os gráficos da Graphis Studio eram uns dos mais felizes com a vitória. Eles lembraram que este era o 2º ano consecutivo que levaram o troféu para Bragança – cidade natal deles”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindicato, presente no torneio. Gráficos da Log&Print2 também exaltaram o triunfo pelo 3º ano seguido. Os gráficos da Facchini realçaram a organização mais uma vez deste evento e aproveitaram para desejar um feliz Natal à categoria, assim como fez a maioria dos trabalhadores das outras equipes.

4“A animação tomou conta até dos times derrotados diante do ambiente de grande confraternização antes, durante e após as partidas”, garante Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos, presente na atividade. Diversas equipes inclusive já marcaram jogos entre si para manter tal interação. Muitos dos gráficos da Oceano, que participaram pela 1ª vez do torneio, exaltaram a organização e o clima de interação no torneio e prometeram voltar no próximo ano, assim como todos os times no local, lembrando que perderam uma grande atividade aqueles que deixaram de participar.  O Sindigráficos agradece a presença de todos, inclusive a dos familiares presentes, e avalia que o torneio foi um bom evento para encerrar o ano.

NOVA EDIÇÃO DO JORNAL GRÁFICOS NA LUTA. CONFIRA!

jornalgrafico

A nova edição do Jornal Gráficos na Luta, veículo de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos), já está disponível no site da entidade de classe (http://sindigraficos.org/site/). O Jornal Gráficos na Luta, como o nome já diz, reúne informações através de ações sindicais junto à base de representação no período da publicação. São notícias voltadas para difundir as iniciativas constantes do Sindigráficos em defesa dos 6 mil trabalhadores gráficos da Região. Além disso, o Jornal Gráficos na Luta também se dedica para dar visibilidade as denúncias dos trabalhadores. Na Coluna Boca no Trombone, o gráfico pode denunciar as irregularidades patronais. O sigilo é garantido e o Sindigráficos vai apurar a reclamação até solucioná-la. PARTICIPE!. Confira a nova edição do Jornal Gráficos na Luta. 

 

 

FERIADÃO DE FIM DE ANO PARA OS GRÁFICOS DA BETTER’S E AUXÍLIO-CRECHE APÓS PRESSÃO POR DIREITO DA CLASSE

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O trabalhador gráfico no Estado tem 90 direitos especiais e superiores à CLT. Tais direitos estão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Um deles é o auxílio-creche para trabalhadoras com filho de até 3 anos e em alguma creche. A empresa é obrigada a pagar. Outro justo direito é para os empregados que tem a jornada semanal de trabalho (44 horas) de 2ª a 6ª feira, sem a necessidade de ir trabalhar no sábado. Se a jornada for mantida na semana em que o sábado foi um feriado, a empresa deverá pagar 7h20 de horas-extras ao funcionário. Como isso não aconteceu na empresa Better’s, em Franco da Rocha, quando o último feriado caiu em um sábado, ela garantirá a todos os seus 190 gráficos, até mesmo aos que não trabalhavam por lá na época, uma folga em 2 de janeiro/2017. O feriado estendido de fim de ano foi negociado após as cobranças do sindicato da classe (Sindigráficos) em prol do referido direito da CCT. Na ocasião, ainda foi tratado e exigido o pagamento do auxílio-creche e etc.

2O dia 2 de janeiro cairá numa segunda-feira, um dia após o dia da festa do reveillon, mas os gráficos da Better’s não se preocuparão, pois todos estarão de folga remunerada – resultado de uma negociação sindical em busca do cumprimento da lei da CCT para o trabalho normal na semana que o sábado é feriado. “A ação sindical garantiu o direito da categoria”, comemoram Marcelo Souza, diretor sindical e o advogado do Sindicato, Luis Carlos Laurindo, que atuaram no caso. O auxílio-creche também foi identificado como pendente na empresa e cobrado o seu pagamento a todas trabalhadoras nos critérios da CCT. A gráfica anunciou que fará o levantamento das profissionais em questão e cumprirá a regra vigente. O Sindigráficos manterá acompanhamento para otimização do assunto.

3A atuação sindical também garantiu novas políticas voltadas à saúde e à segurança dos empregados depois que a empresa mudou de instalação e ampliou número de funcionários e o mix produtivo. A Cipa foi montada e dois carros ficam à disposição para socorrer trabalhadores doentes ou vítimas de acidente. A Better’s agora fica numa área de difícil acesso e o transporte de emergência para tais casos era fundamental. Um técnico em Segurança do Trabalho também já foi devidamente contratado.

Além disso, a gráfica garantiu que possui todos os laudos técnicos sobre as questões de proteção à saúde e segurança dos funcionários. Falta só apresentá-los ao Sindigráficos. Também confirmou que a cesta básica tem sido entregue como define a CCT. Os trabalhadores já confirmaram. O pagamento de horas-extras também foi tratado. Foi alegado que tudo transcorre como diz a CCT. O ponto no local inclusive é eletrônico com emissão de comprovantes que servem como prova sobre a jornada feita.

4O Dia do Gráfico (7 de fevereiro) como feriado também foi garantido aos trabalhadores através de um novo Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, manterá a jornada de trabalho semanal de segunda a sexta-feira. A depender da evolução da empresa, este acordo ainda pode avançar em relação a horários de turnos. Souza aproveita para lembrar à classe que a sindicalização dos gráficos é fundamental para manter o sindicato atuante e com a necessária sustentabilidade econômica e força política para representar os trabalhadores junto ao patronal. Sindicalize-se AQUI