APÓS DENÚNCIAS DE ATRASO NA PLR, GRÁFICA AMARAL PAGA BÔNUS FINANCEIRO DOS EMPREGADOS DEVIDO AÇÃO SINDICAL

No início do último mês, nem todas gráficas, como a Amaral em Bragança Paulista, pagaram a segunda e última parcela do bônus financeiro (PLR) dos trabalhadores, como determina a Convenção Coletiva de Trabalho da classe. Frente à irregularidade logo denunciada pelo conjunto de gráficos aos Sindicato da categoria (Sindigráficos), a entidade cobrou rapidamente da empresa o devido pagamento, que foi quitado ainda no mês passado. A Gráfica Amaral não tem histórico de atraso da PLR. Justificou que teve uns problemas financeiros por isso ocorreu a pendência do pagamento no prazo determinado. Contudo, independente da situação da Amaral ou de qualquer empresa do ramo, a regra da PLR tem força de lei por ser um direito convencionado e não pode ser descumprida. Todavia, a Amaral fez a sua parte se corrigindo rapidamente da irregularidade após a cobrança.

Os trabalhadores, hoje a maioria de sindicalizados depois da última ação sindical em prol deles neste ano, foram indispensáveis para coibir a falha na PLR. A rápida denúncia dos gráficos associada com a imediata ação sindical fez com que tudo fosse resolvido. O papel do sindicalista gráfico Valter Correia, morador e trabalhador em Bragança Paulista, tem sido um elemento central no combate de irregularidade nas gráficas nesta cidade.

O Sindicato não se limita a atuar apenas no período da campanha salarial anual para garantir a renovação de direitos convencionados, mas o órgão da categoria costuma trabalhar diariamente durante todo o ano para coibir o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, da CLT e demais legislações e normas em defesa do trabalhador gráfico de toda a região.

Em junho último, por exemplo, depois de meses de cobrança sindical na gráfica Amaral, o vale-alimentação, que é outro direito convencionado da categoria, teve reajuste de 11%. Além disso, a empresa se comprometeu em não mais descontar sobre as férias dos gráficos o somatório de horas de atraso e dias de faltas do trabalhador ao emprego ao longo do ano. O Sindigráficos alertou que isso era ilegal.

Ainda em reunião com a Amaral no Sindicato dos Servidores Públicos de Bragança, o Sindigráficos combateu a falha no INSS e FGTS dos gráficos. Na ocasião, a empresa anunciou que quitou o passivo referente ao INSS. E quanto ao atraso de oito meses no FGTS dos funcionários, ela ficou de pagar por parte a partir de junho, condicionado ao prazo do pagamento salarial. Em cada mês, paga o FGTS do mês atual e um mês pendente.