APÓS PRESSÃO SINDICAL, GRÁFICA BRAGANÇA RESTABELECE SALÁRIO E PAGARÁ AS DIFERENÇAS APÓS A REDUÇÃO ILEGAL

A Gráfica Bragança, na cidade de mesmo nome, precisou recuar após cinco meses da redução ilegal do salário dos trabalhadores. O recuo é resultado direto da pressão do Sindicato da classe (Sindigráficos) e do risco de fiscalização do Ministério do Trabalho na empresa, à pedido do sindicato. Além do restabelecimento do salário original a partir deste mês, o sindicato ainda exigiu o ressarcimento da diferença salarial dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio, bem como a diferença também em relação ao valor do FGTS e do INSS deste período. E a gráfica começará a pagar a partir de 5 de julho. Nesta data, a empresa ainda aceitou pagar a 1ª parcelada da PLR, pendente desde 5 de abril. O sindicato ainda garantiu o reajuste de 11% sobre o vale-alimentação. O Sindicato fez a sua parte. Falta agora os gráficos da Bragança fazerem  também. Sindicalizem-se e protejam a entidade para que continue ativa.  

A empresa terá de pagar R$ 10,9 mil que deixou de pagar aos gráficos com a redução dos seus salários nos últimos cinco meses. Também tem outros valores pendentes com as diferenças do FGTS e INSS que estão condicionados ao valor do salário de cada um. Reduziu de FGTS, por exemplo, até R$ 159,32 do trabalhador. A redução até que foi menor em relação ao INSS. Mas todas as pendências serão pagas nos próximos oito meses, conforme a negociação feita com o Sindigráficos na última semana, em reunião na sede regional do sindicato na cidade de Jundiaí.

“O salário de todos também voltam ao normal a partir do mês atual”, diz Jurandir Franco, diretor sindical que atuou no caso desde as primeiras denúncias dos trabalhadores do local. O sindicalista também aproveitou para tratar de mais irregularidades, como a 2º parcela da PLR pendente desde 5 de novembro/2017 e a 1ª parcela atrasada desde 5 de abril/18. A 2ª parcela foi paga dias antes da mediação no Ministério do Trabalho que a empresa não compareceu. E a 1ª parcela será paga no dia 5 de julho, junto com o valor do salário atualizado. Tudo foi confirmado com a empresa.

O valor defasado do vale-alimentação dos gráficos da Bragança também foi revisto. O Sindicato cobrou o reajuste baseada na convenção coletiva de trabalho da classe. Nenhum vale pode ser inferior ao somatório do preço dos itens da cesta básica comercializados nos supermercados.  Assim, a empresa reajustou em 11% o vale-alimentação sem desconto salarial. Além disso, também ficou acordado um novo reajuste depois.

“O Sindigráficos resolveu problemas graves em favor dos trabalhadores que deixaram de ter grandes prejuízos. Agora, ou o gráfico sindicaliza-se para fortalecer o sindicato, este atacado pela nova lei do trabalho, ou o risco desses profissionais de não terem mais a proteção sindical será grande e breve”, frisa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente diz que vai na gráfica Bragança conversar com os empregados a respeito: “Sempre lutamos pela categoria, agora é a vez dos gráficos lutarem também pelo Sindicatos para que todos continuem protegidos”.