ATÉ 2020, SINDICATO MANTÊM JORNADA MENOR E FOLGA PARA GRÁFICOS DE VINHEDO, MESMO COM A NOVA LEI DO TRABALHO

Nesta quarta-feira (11), o Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) se reúne com representantes da Emepê para negociar a melhoria da Participação no Lucro e Resultados (PLR) dos trabalhadores, que já é a maior desde o ano de 2013 na região de Cajamar, Jundiaí e Vinhedo. Porém, apesar desse valor, este benefício financeiro ainda não reflete a justiça diante da excelente qualidade de produtos e da elevada produtividade no local. Além dessa ação em prol da classe, os gráficos da Emepê, situada em Vinhedo, reuniram-se no local há poucos dias para defenderem outro acordo coletivo que o Sindicato já firmou com a empresa para manter reduzida a jornada laboral até 2020. E ainda garantir o maior valor da hora-extra em casos especiais, folga remunerada e a proteção contra os  retrocessos da nova lei do Trabalho em relação à jornada neste período.

“Embora setores patronais se aproveitam da nova lei do Trabalho e até mentem para os empregados, dizendo que os sindicatos acabaram a partir da lei, enganando-os a fim de afastá-los da entidade sindical, deixando-os sem proteção, o Sindigráficos reafirma que não acabou e continua vivo e atuante, devendo a classe se aproximar, sindicalizando-se para evitar os males propostos pela nova legislação e para avançar em direitos, como se vê no novo Acordo Coletivo de Trabalho sobre jornada na Emepê e na PLR”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos.

Por isso que hoje na sede regional do Sindigráficos em Cajamar, mesmo após garantir na última semana as melhores condições de trabalho e direitos aos gráficos da Emepê, já se aprofundam outra pauta de reunião com temas em prol de benefícios financeiros para estes trabalhadores. A primeira é sobre a criação do Plano de Participação nos Resultados. A intenção é debater sobre uma justa remuneração extra para os gráficos diante da produtividade deles. Portanto, com um valor maior a partir de justas metas de produção e afins. E ainda será tratada com a empresa sobre a quitação da PLR 2017, analisando como está o seu pagamento.

Além disso, na última quinta e sexta-feira, os trabalhadores da Emepê tiveram a oportunidade de ficar bem próximos do Sindicato. E o assunto central foi sobre o acordo coletivo sobre jornada que a entidade garantiu para eles. Na ocasião, 58 profissionais do setor administrativo e mais 147 da produção (dos três turnos) conheceram os detalhes deste acordo e depois votaram, aprovando-o através da votação individual e de modo secreto. A grande maioria votou favoravelmente diante dos benefícios. Só quatro dos 58 gráficos do Administrativo votaram contra. E foram favoráveis 130 dos 147 dos trabalhadores da produção que votaram.

Pelo acordo, a jornada semanal de trabalho continua reduzida para 41 horas nos próximos dois anos. E o trabalho no sábado (1 e 2º turnos) e no domingo (3º) se mantêm de forma alternada. E quem laborar na folga ganha a hora-extra 15% maior que as demais gráficas, no valor de 80%. O Dia do Gráfico continua como folga remunerada. Ademais, o avanço do novo acordo foi incluir um critério que reduz o poder nefasto da nova lei do Trabalho onde permite, por exemplo, uma jornada diária de 12h.

“Com isso, até abril de 2020, banimos males na jornada da categoria e mantivemos os referidos direitos avançados”, diz Rodrigues. Ele ratifica que o Sindicato continuará vivo em defesa da categoria. E só o gráfico que decide até quando assim ficará, através da devida sindicalização. Afinal, somente o afastamento do trabalhador ao sindicato pode destruir a entidade. O setor patronal sabe bem disso. Tanto que a maioria deles  vem dizendo a seus funcionários que o órgão acabou com a nova lei, a fim de afastá-los do sindicato e assim será o trabalhadora quem acabará com entidade, destruindo a entidade que continua defendendo a classe.

O trabalhador da Emepê e das demais gráficas não podem vacilar neste momento diante de uma nova lei do Trabalho que tem destruído direitos. “O que está em jogo é o seu direito, pois se decidir continuar afastado do seu sindicato, o órgão perde a capacidade de defendê-lo e acabará sim, mas o próximo a desaparecer será seus direitos, salário, condições laborais e emprego”, alerta o Sindigráficos. Sindicalize-se AQUI e agora!