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APÓS REINCIDÊNCIAS, GRÁFICA HORIZONTE SE COMPROMETE A NÃO ASSEDIAR GRÁFICOS E NEM DESCONTAR DIAS DE FÉRIAS

A fim de evitar ajuizamento de falhas trabalhistas que voltaram a surgir na gráfica Horizonte, como o assédio moral e a compensação ilegal de dias das férias dos funcionários, já registradas no passado pelo Ministério do Trabalho e então reconhecidas pela empresa, a dona da gráfica se reuniu agora com o Sindicato da classe (Sindgraficos) e garantiu que corrigirá as irregularidades. A entidade da categoria também chamou a atenção da proprietária para o atual não recolhimento do FGTS dos trabalhadores.

“O nosso monitoramento continua junto com os gráficos do local, onde a maioria são de sindicalizados”, disse o diretor sindical Jurandir Franco após informar à empresa que, diante do pronto anunciou da dona da Horizonte sobre a correção das falhas, suspendeu a intenção de entrar na Justiça contra a reincidência do assédio e do desconto do dia de férias dos trabalhadores. O Sindigráficos tem em mãos documentação antiga do Ministério do Trabalho onde mostra que tais ilegalidades já ocorreram, podendo ser inserido em eventual processo judicial para subsidiar o juiz.

Embora não reconheceu oficialmente os novos casos de assédio, mas também não os negou, a dona da Horizonte se comprometeu em coibi-los. Já no caso da compensação ilegal de dias das férias, ela confirmou a falha e justificou que enfrenta problemas financeiros. Apesar disso, a empresária se comprometeu em não mais voltar a praticar essa irregularidade. Contudo, o trabalhador tem um papel fundamental para evitar o absurdo. Denuncie logo quando isso acontecer. Não negocie seu direito. Não aceite trocar um dia de folga ou horas para ser descontado nas férias. Pois, depois, a gráfica troca sem nem negociar.

A gráfica também confirmou a falha em relação ao recolhimento do FGTS dos trabalhadores, justificando o impasse devido os problemas de caixa. “Independentemente da situação financeira da empresa, na qual o gráfico não pode ser responsabilizado, a Horizonte têm deveres trabalhistas com base na lei, e uma das obrigações é com o pagamento mensal do FGTS”, pontuou o sindicalista. Toda empresa deve depositar na conta vinculada do FGTS do funcionário o valor mensal de 8% da remuneração do gráfico.

A dona da Horizonte se comprometeu em buscar pagar as pendências via um parcelamento junto à Caixa Econômica, que é o banco responsável pelo FGTS do trabalhador, e daria o retorno ao sindicato sobre a questão. Jurandir aproveita a situação para alerta todos gráficos da empresa e das demais gráficas sobre os desafios maiores para os direitos diante do fim do Ministério do Trabalho, atacado por Bolsonaro, e, consequentemente, da maior necessidade da unidade e organização dos trabalhadores junto ao Sindigráficos para evitarem prejuízos expressivos. Sindicalize-se AQUI

MENOR SALÁRIO DOS TRABALHADORES DAS GRÁFICAS DO ESTADO SOBE PARA R$ 1.630,20 JÁ A PARTIR DE NOVEMBRO

A partir deste mês, haverá aumento de 4% no salário dos trabalhadores nas indústrias gráficas da maioria do estado de São Paulo. A exceção fica nas regiões do ABC paulista, Baixada Santista e na cidade de Campinas, que negociam diretamente com o sindicato patronal dessas localidades. Portanto, o reajuste de 4% é direcionado para a grande maioria da classe paulista que recebe até R$ 9.531,20. Dessa forma, o piso normativo subiu para R$ 1.630,20 e o valor da hora de trabalho dos gráficos é de R$ 7,41. Portanto, a partir da negociação coletiva liderada pela Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), todas as gráficas das regiões abrangidas na nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) devem garantir tais valores agora na folha de pagamento de novembro, a serem pagos no próximo dia 5.

Quem recebe acima de R$ 9.531,20, será contemplado com o acréscimo de um valor fixo de R$ 381,25. Os profissionais aprendizes, independente de serem do Senai ou de outras escolas técnicas na área gráfica, também estão contemplados na CCT. O salário será atrelado proporcionalmente ao piso normativo. O aprendiz com até um ano na empresa deve receber 50% do referido piso. A partir de um ano, a remuneração sobe para 75%.

Além da recuperação das perdas salarias diante da inflação anual para a classe, a Ftigesp, em conjunto com os sindicatos das regiões envolvidas, garantiu a renovação completa dos direitos sociais e econômicos da CCT. Dentre os financeiros, destacam-se o valor da hora-extra superior ao das leis gerais do trabalho (CLT). Enquanto a CLT define o percentual de 50%, a convenção dos gráficos garante 65% se o serviço adicional for realizado de segunda à sábado, e 100% se feito no descanso semanal remunerado e feriado. O adicional noturno (35%) do gráfico também supera a CLT (20%). A cesta básica mensal com a lista de produtos alimentícios predeterminados pela convenção também continua obrigatória nas gráficas, bem como a opção da gráfica optar por um vale-compra no valor equivalente para comprar os itens alimentícios nos mercados comerciais.

O bônus financeiro anual além do 13º salário também continua presente. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) está garantida em qualquer gráfica, independente do tamanho ou do tamanho do lucro ou não. Todos gráficos têm direito a receber PLR. O valor varia de acordo com o número de funcionários na empresa no ano anterior ao pagamento do benefício. Sempre pago em duas parcelas iguais, o valor total da PLR varia de R$ 605,72 a R$ 890,80, tendo faixas médias de R$ 659,20 e de R$ 766,06.

Aos trabalhadores nas empresas de reprodução reprografia, o salário teve aumento também. A menor remuneração, chamada de piso diferenciado, subiu para R$ 1.342. Com isso, estão beneficiados, por exemplo, gráficos que atuam em copiadores e afins. A nova CCT valerá até agosto de 2020. Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp, destaca ainda todas questões sociais e socioeconômicas garantidas na convenção até 31 de agosto de 2020, sendo possível ainda melhorar as cláusulas econômicas já em agosto do próximo anos.

FONTE:  FTIGESP

GRÁFICOS DA INAPEL PODEM MANTER SALÁRIO E PLR MAIORES QUE O RESTANTE DA CLASSE E DIREITOS COLETIVOS ADICIONAIS

No fim do mês ou logo no início do próximo, após uma negociação já bem-sucedida entre o Sindicato da categoria (Sindigráficos) e a gráfica Inapel em Jundiaí, os 100 trabalhadores terão a chance de garantir por 22 meses seus salários e vários direitos superiores ao restante da classe na região. O Sindicato aguarda apenas a volta das férias coletivas dos funcionários da empresa para agendar uma assembleia no local e depois uma votação secreta sobre um novo Acordo Coletivo de Trabalho com validade prevista para até agosto de 2020. Nele, apesar do piso salarial já ser superior aos demais gráficos na região devido ao acumulado dos acordos anteriores, foi garantida para todos a recomposição salarial diante da inflação anual, bem como todos os direitos convencionados na região e alguns adicionais

O reajuste será de 4% para todos, independente do valor da faixa salarial do empregado. Recebe o mesmo percentual inclusive quem ganhar mais de R$ 9.531,20. Nas demais gráficas, de acordo com a nova convenção, não foi liberado o aumento de 4% para tais valores, mas pelo novo acordo na Inapel, se aprovado pelos trabalhadores, não haverá distinção. Com o aumento, o piso salarial na empresa subirá para R$ 1.647,80, ficando com o valor um pouco maior que no restante das empresas do ramo na região.

Pelo acordo, todos os direitos sociais e socioeconômicos também ficam mantidos, a exemplo da cesta básica mensal. Além deles, até agosto de 2020, os gráficos da Inapel continuam com direitos superiores, como com a homologação da rescisão contratual sendo obrigatória no Sindigráficos. Com isso, frente o continuo monitoramento sindical, existe a garantia de que todas as verbas rescisórias estarão incluídas e pagas pela empresa.

Outro direito financeiro que continua maior para os gráficos da Inapel é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), apesar de não ter avançado no valor, mas com pequeno deságio. Os termos do novo acordo garantem a PLR no valor de R$ 1,2 mil, enquanto que na convenção a maior faixa do benefício é na ordem de R$ R$ 890,80. Pelo acordo, deverá pagar R$ 600 em 31 de março de 2019 e a mesma quantidade no dia 31 de agosto.

Além do conjunto de direitos válidos por 22 meses, caso seja aprovado pelos gráficos da Inapel, o banco de horas também continua com restrição no local. O acordo prioriza o pagamento da hora-extra e mantém o poder do sindicato em conjunto com os trabalhadores para decidirem sobre a forma do pagamento do trabalho adicional. Sem aprovação deles, jamais pode haver a compensação de horas. Portanto, nada de banco de horas.

Com o anúncio do fim do Ministério do Trabalho por Bolsonaro, pondo em risco os direitos trabalhistas, o novo acordo de direitos coletivos na Inapel até meados de 2020 é mais que positivo. Contudo, desde já, as condições que levaram à construção dos termos positivos desse acordo, a exemplo do grande número de sindicalizados, precisam elevar para preservação dos direitos. Assim, é indispensável que todos gráficos beneficiados com o acordo se sindicalizem de modo que os benefícios perdurem no tempo.

FESTIVAL DE FUTEBOL DOS ASSOCIADOS DO SINDIGRÁFICOS SERÁ REALIZADA NA ARENA EM JUNDIAI NO 2º DOMINGO DE DEZEMBRO

Os gráficos sindicalizados e aqueles que se associarem ao Sindicato da classe (Sindigráficos) até o fim do mês poderão participar do novo festival de futebol da categoria. O evento esportivo e confraternização entre todos os sindicalizados interessados será realizado no 2º domingo de dezembro (9/12), a partir das 9h, no espaço Arena na cidade de Jundiaí. É preciso se inscrever até o fim do mês. O time deve ter de sete a 12 sindicalizados. As equipes podem ser formadas por gráficos da mesma empresa ou com profissionais de várias empresas. Pode haver mais de um time da mesma empresa. A única obrigação é que todos empregados sejam associados.

A Arena fica na avenida Frederico Ozaran, 4444, em Jundiaí, no sentido Max Shopping, ou do C&C Matérias de Construção. A Arena fica em frente do Atacadão. No dia do evento, o espaço será exclusivo para os jogos e para a confraternização dos participantes. Por esta razão, a direção do sindicato resolveu adiar do 1º para o 2º domingo de dezembro. O lugar ainda é mais central do que em Várzea Paulista, onde foi realizada a atividade na adição anterior. “As partidas serão no formato festival, sobrando mais tempo para o lazer entre os participantes. Neste formato, haverá confrontos diretos e ganha troféu quem vencer a partida”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

Além da luta diária em defesa dos direitos da categoria, o sindicato realiza atividades recreativas para os sindicalizados na programação anual, a exemplo do Bingo das Mulheres em março e do Festival de Futebol no fim do ano. No futebol, ao longo e depois das partidas, um churrasco e bebida animam os gráficos associados na atividade também de confraternização.   “É sempre um importante momento de lazer para todos os sindicalizados que fortalecem o sindicato para continuar defendendo o direito da classe. Também é uma oportunidade de troca de ideias, de críticas e sugestões para as atividades do Sindigráficos para o ano seguinte”, realça Leandro.

A unidade e organização da classe em torno do sindicato torna-se ainda mais que indispensável para a proteção de seus direitos e condições de trabalho diante do anúncio de Bolsonaro referente ao fim do Ministério do Trabalho – único órgão federal responsável por fiscalizar maus patrões. Portanto, aumentará a importância da unidade dos trabalhadores para a construção de uma autopreservação e proteção do emprego com direitos. Associe-se AQUI. Juntos, somos sempre mais fortes. Fique Sócio AQUI.