COM TEMER, ORA APOIADO POR ALCKMIN E BOLSONARO, FAMÍLIAS FAZEM EMPRÉSTIMOS ATÉ PARA PAGAR CONTAS DO DIA A DIA

Brasileiros estão cada vez mais endividados, fazendo empréstimos para pagar dívidas e até contas do dia a dia. Analistas responsabilizam política econômica neoliberal de Temer pela penúria do povo.  É importante lembrar que  para retirar Dilma da presidência do Brasil e depois para implantar tal política neoliberal, Temer contou com todo o apoio político de Alckmin e também de Bolsonaro. “A economia só piorou muito nos últimos dois anos. Caímos numa armadilha recessiva, sem emprego, com um brasileiro a cada três desempregado e a competição acirrada por uma vaga faz os salários serem puxados para baixo, aumentando a exploração do trabalhador”, diz o economista Marcio Pochmann.

Com a crise econômica e o aumento do desemprego, que atinge mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, as famílias brasileiras estão fazendo dívidas novas para pagar débitos antigos e até para pagar as despesas do dia a dia, como contas de água, luz e supermercado. Para tentar sair do sufoco, vale recorrer a empréstimos bancários, usar o limite do cheque especial e parcelar contas nos cartões de crédito.

O Banco Central (BC) analisou o crédito bancário e revelou que a taxa de endividamento das famílias, em maio – último dado conhecido -, atingiu 23,3% da renda que o trabalhador ganha em um ano. Este é o maior patamar de endividamento dos últimos 14 meses. Segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) feito em julho, 46% das pessoas que usaram cheque especial entraram no limite nos últimos 12 meses, seja para quitar dívidas, cobrir gastos de emergência e também para pagar as contas básicas. De acordo com a entidade, 20% dos usuários usam o cartão de crédito como extensão da própria renda. “Os dados refletem a grave crise do capitalismo brasileiro e a inércia do governo Temer (MDB-SP), que não tem propostas para resolver o problema do desemprego e da recessão econômica”, diz Pochmann.

FONTE: Com informações da CUT Brasil