DESSINDICALIZADOS, GRÁFICOS TÊM TIDO DIFICULDADES PARA RECEBEREM PLR E FÉRIAS TEM SIDO TROCADAS POR FOLGAS

Desde que decidiram se desfiliar do Sindicato da classe (Sindigráficos), sobretudo nos últimos anos, a gráfica Jeje Mase em Pedreira passou a descumprir direitos coletivos dos trabalhadores. As regras da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) são desrespeitadas. E este ano continua. Chegaram queixas na última semana de que a empresa deixou de pagar a 1ª parcela da PLR, quando deveria ter sido quitada desde 5 de abril. Ou seja, seis meses sem cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Enquanto mantêm-se afastados do sindicato, a gráfica aproveita-se dessa decisão de seus empregados para atacarem seus direitos. Tanto é que já descumpre outro direito, conforme revela nova denúncia. As férias estão sendo trocada por algumas folgas estendidas, contrariando até a negativa nova lei trabalhista que deixa fragmentá-la em até três vezes, no máximo.  

“Quase que anualmente, depois de se desfiliarem a cerca de quatro anos, somos chamados pelos trabalhadores da Jeje Mase para defendê-los em relação à PLR não paga pela empresa. Os trabalhadores precisam voltar a se unir em torno do sindicato para fortalecê-lo e auto protegerem seus direitos”, diz Jurandir Franco, diretor sindical que atua no caso. O dirigente espera que os gráficos percebam o risco de que não vale à pena ficarem afastados do órgão de classe. Isso não traz economia, mas somente perda.

Em relação às férias dos gráficos, tirando o recesso do fim de ano, os dias restantes estão sendo concedidos em pequenas partes, como se fossem folgas estendidas de alguns poucos dias. As denúncias revelam que tem sido fragmentada em cinco pequenas partes no decorrer de um ano. A lei não permite tal fragmentação, mesmo com a nova lei trabalhista. E sem o regulado controle do descanso anual remunerado, com prejuízo à saúde dos gráficos, podem ainda estar perdendo dinheiro. Não há mais garantia de que os 30 dias das férias foram concedidos ou pagos adequadamente, inclusive a obrigatoriedade do pagamento ao adicional de 1/3 das férias.

O prejuízo financeiro para os gráficos não sindicalizados também ocorre porque a empresa tem deixado de fazer o pagamento adequado da PLR. No último dia 5, por exemplo, completaram seis meses sem o pagamento da 1ª parcela. E a segunda parte deve ser paga no dia 5 do próximo mês.  “A situação mostra que não há vantagem para o trabalhador que deixa de ajudar o seu sindicato. Não há vantagem em enfraquecer a entidade. Sem a participação política e financeira de todos, sindicalizando-se, o órgão da classe terá dificuldades em atuar. Denunciem os problemas enfrentados nas suas empresas, mas também se associem para protegerem direitos.