EM SEIS MESES DA NOVA LEI DO TRABALHO DE TEMER, BRASIL ENTRA NA LISTA DA ONU COMO UM DOS MAIORES VIOLADORES MUNDIAIS DE DIREITOS

Na última semana, o Brasil foi considerado pela ONU como um país no  mundo que comete as piores violações aos direitos dos trabalhadores. O setor internacional da ONU, responsável por avaliar essas atrocidades, identificou 24 casos mais graves no planeta, sendo o Brasil um deles. O país havia deixado tal lista desde que Lula havia se tornado presidente, investindo em mais empregos, direitos trabalhistas e salários maiores. Mas voltou agora, a partir do governo Temer, que se juntou com seus políticos e partidos aliados, como PSDB e DEM, para aprovar a reforma trabalhista, retirando mais de 100 direitos e prometendo mais empregos. A lei só fez crescer o desemprego e a informalidade. Já são 33 milhões de desempregados. E o Brasil passa vergonha sendo considerado pela ONU um dos maiores violadores das convenções trabalhistas no mundo. 

Os gráficos brasileiros, através da Confederação Nacional da categoria (Conatig), combateram bastante a aprovação desta nova lei do atraso no ano passado, que passou a valer desde 11 de novembro de 2017.  Os gráficos paulistas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região, liderados pelo órgão local da classe (Sindigráficos), destacaram-se em combatê-la. A entidade foi até à Brasília, sendo duramente reprimida pela polícia e até pelo exército. Vários atos e campanhas contra a aprovação desta nova lei foram realizadas na base, junto dos trabalhadores nas gráficas. A categoria chegou até a abrir uma grande faixa durante a festividade do Dia do Gráfico, em Jundiaí, contra a reforma trabalhista e terceirização. O governo Temer e aliados dos partidos de direita, como o deputado federal Miguel Haddad (PSDB), não quiseram nem saber. Aprovaram.

“Enquanto isso, a mídia, financiada pelos empresários, só falava mal do PT através da parcial Operação Lava Jato. E muitos trabalhadores não percebiam, mas passaram a odiar Lula, justamente quem tirou o Brasil desta lista suja da ONU sobre violações aos direitos trabalhistas. E pior, passaram a apoiar os partidos de direita que arrancavam seus direitos, salário e empregos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.  E quem diz agora que os direitos estão sendo violados é a Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, formada pelos países do mundo, especificamente pelos governos de cada uma das nações.

O Sindigráficos destaca que a ONU só avaliou alguns pontos da nova lei do trabalho de Temer e aliados, mas já foi o suficiente para considerar o Brasil um dos piores 24 casos de violações de convenções trabalhistas no mundo. A OIT incluiu o Brasil na lista suja porque o país possibilitou  que patrões mal-intencionados reduzam direitos abaixo da CLT, e até os negociados coletivamente pelos sindicatos (negociado sobre legislado), além de realizar contratos precários de trabalho do gráfico, onde reduz salário, direitos e condições laborais.

Mas ao invés de reconhecer a sua falha em aprovar tal lei, Temer e seus partidos de direita, os quais são comandados por empresários, insistem  em aplicar todos os males da nova legislação trabalhista. Desse modo, não resta outra opção para gráficos e demais categorias profissionais, senão, buscar formas para revogar esta nova lei. Para isso, não basta só votar em um candidato a presidente que defenda a revogação desta lei, mas é preciso votar também em candidatos a governador, senador e deputados estadual e federal como o mesmo propósito. “Vote em quem quer revogar a nova lei do trabalho e traga o emprego, direitos e salário de volta”, orienta o Sindigráficos. As eleições já acontecem em outubro.  Assim, todos gráficos que rejeitarem Temer e os partidos de direitas nas urnas estarão certos porque defenderão direitos, salários e empregos.