EQUIPE ECONÔMICA DE BOLSONARO E DE TEMER ANALISAM FIM DO PIS PARA A MAIORIA DOS GRÁFICOS E DEMAIS PROFISSIONAIS

Embora a maioria dos gráficos e do conjunto dos demais trabalhadores brasileiros recebam menos de dois salários mínimos mensal, o que lhes dá o direito há 47 anos de receberem um salário extra através do abono do PIS, a equipe econômica de Bolsonaro e do governo Temer já estudam sobre uma possibilidade de restringir ou até acabar com este direito, conforme revelou o Estadão, já defendido inclusive pela equipe do superministro econômico de Bolsonaro ainda durante o período eleitoral.

O fim do abono, criado há 47 anos, chegou a ser discutido pela equipe do presidente Michel Temer, que acabou abandonando a proposta diante do elevado custo político, uma vez que seus beneficiários são justamente a camada mais pobre da população. A equipe de Guedes já defendeu publicamente mudanças no benefício.

A atual equipe econômica do governo vai defender junto ao time ao futuro ministro da área, Paulo Guedes, a adoção de uma série de medidas para reduzir o déficit nas contas públicas, desamarrar o Orçamento e evitar o descumprimento da chamada “regra de ouro” das contas públicas, que impede o governo de fazer dívida para pagar despesas como salários.  Uma destas medidas é restringir ou até acabar com o chamado abono salarial, benefício para quem ganha até dois salários mínimos e que custará mais de R$ 19 bilhões no ano que vem.

As primeiras conversas oficiais sobre o tema entre os integrantes do atual governo e o grupo que participa da transição estão marcadas para a próxima semana, mas conversas informais já estão em curso. Na sexta-feira, 2, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse em entrevista à Rede Vida que espera aprovar um “pacotão” de medidas logo no início do mandato

FONTE: Com informações Estadão apud O Tempo