GRAFSETE EM CABREUVA É DENUNCIADA POR FALHAS NO FGTS, FÉRIAS, INSS, PLR, SALÁRIO E NA CESTA BÁSICA DE GRÁFICOS

Embora não tenha o registro anterior de falhas pelo Sindicato da classe (Sindigráficos), a Grafsete, em Cabreuva, a 20 km de Jundiaí, acaba de ser denunciada por prejudicar direitos dos trabalhadores. A lista é vasta. Ela aponta que o FGTS e o INSS não são recolhidos há cinco anos. Há queixa de atraso salarial. De que o vale-alimentação é insuficiente para comprar os itens da cesta básica da Convenção Coletiva de Trabalho da classe. E que deixou de pagar a 1ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2018. As denúncias contam que até as férias são pagas ilegalmente de forma parcelada. O Sindicato notificará a gráfica até a próxima semana para ela justificar e corrigir o que for procedente.

A Grafsete fica ao lado do Banco do Brasil em Jacaré – maior distrito de Cabreuva. Na cidade existem poucas gráficas e geralmente são micros ou pequenas. Mas isso não afasta a proteção dada aos trabalhadores pelo Sindicato. A entidade está bem preocupada com a aposentadoria e outros direitos previdenciários dos empregados. Pois, sem contribuição ao INSS, como abordam as denúncias, estes direitos estão ameaçadas. O não recolhimento do FGTS é outra prática ilegal reclamada. “Vamos exigir comprovantes de depósito dos últimos cinco anos e regularização em caso de falhas”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A entidade espera que a empresa compareça e esclareça tudo e resolva espontaneamente o que tiver de ser regularizado, sem a necessidade de acionar a Justiça e/ou a fiscalização do Ministério do Trabalho, o que vai onerar a Grafsete com aplicação de multas e outras sanções financeiras e administrativas. Rodrigues adianta que este não é o seu objetivo. Mas apenas a solução dos problemas, como ocorre toda vez que há queixas sobre qualquer gráfica em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e toda a região.

Portanto, o sindicato solicitará ainda os comprovantes do pagamento da 1ª parcela da PLR dos gráficos, vencida desde 5 de abril. Pedirá provas dos pagamentos salariais passados. A convenção define que devem ser feitos até o dia 5 de cada mês. Infelizmente, em ambas as questões, a empresa está falhando, como revelam as reclamações. O atraso salarial gera inclusive multa diária de R$ 52,21, revertida para o trabalhador.

A empresa também precisa aumentar o valor do vale alimentação. Pois, segundo as denúncias, congelou faz anos. Só paga R$ 80 quando o valor mínimo para comprar os produtos da cesta básica é de R$ 120. A convenção regular a questão. Não é negociável, mas obrigação legal. O pagamento das férias também está bem regulamentado em lei. Tem que pagar o valor integral em até 48 horas antes do seu gozo. A empresa, por sua vez, tem parcelado, conforme apontam as queixas. Isso é ilegal. Também é errado informar o começo das férias com menos de 30 dias.

“O nosso foco é resolver tudo de forma amigável”, reforça Rodrigues. A preservação dos direitos e o bem estar do gráfico é a meta do Sindicato. O dirigente aproveita e convoca os trabalhadores da Grafsete e demais gráficas de Cabreuva e de outras cidades para se filiar. Sindicalize-se!