MAIS UM FERIADO ESTENDIDO PARA GRÁFICOS POR CONTA DO DIREITO DA CONVENÇÃO COLETIVA E DA AÇÃO DO SINDICATO

A semana de trabalho será mais curta para os empregados da Gráfica Leal em Bragança Paulista. O expediente será somente até quarta-feira. Eles serão beneficiados pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da Classe e pela atuação direta do Sindicato da categoria (Sindigráficos). A entidade cobrou da empresa o cumprimento de um dos direitos coletivos onde garante para os trabalhadores um dia de folga antes ou depois de um feriado. A empresa escolheu a folga nesta sexta-feira, um dia após o feriado nacional de Corpus Christi, estendendo o feriado dos gráficos.  

“Cristiano Leal, dono da gráfica, poderia ainda optar pelo pagamento da hora-extra em caso deles trabalharem”, conta Walter Correia, diretor do Sindigráficos que cobrou do empresário o cumprimento deste direito da CCT. Tem o mesmo direito todo gráfico que compensou 1h28 hora nos dias de semana para não laborarem no sábado dia 21 de abril – feriado de Tiradentes, não sendo assim necessário compensar. Como ocorreu na gráfica Leal, precisou pagar 7h20 de hora-extra ou dar feriado-ponto.

Correia explica que o dono da gráfica Leal alegou que o setor contábil desconhecia este direito, não informando-o corretamente sobre a não obrigatoriedade da compensação diária quando o sábado é um feriado. Desse modo, depois de apresentado a cláusula a respeito na CCT, ele anunciou rapidamente a concessão do feriado estendido nesta semana.

O Sindigráficos também está cobrando o mesmo na gráfica Amaral em Bragança Paulista. O dono da empresa inclusive já sinalizou a abertura para se reunir com a entidade para discutir este e outros assuntos. Entre as cobranças do sindicato proveniente de reclamações dos próprios trabalhadores do local, o vale-alimentação está defasado a muito tempo. “Já até informei ao empresário que o vale precisa ser o suficiente para que os funcionários possam comprar todos os alimentos da cesta básica definida pela CCT”, diz Correia. O valor mínimo é de R$ 130. A empresa ficou de pesquisa os preços do produtos nos supermercados da região.

“Os gráficos da Leal continuam atentos às informações diárias do nosso sindicato, como faz a maioria da categoria. Desse modo, sabem melhor dos seus direitos e denunciam para a entidade quando a sua empresa deixa de cumpri-los”, destaca Correia. Porém, não basta só saber dos direitos conquistados pelo sindicato e cobrar a ação sindical para exigir seu cumprimento. É preciso que os trabalhadores se juntem entre si e em torno do Sindigráficos, sindicalizando-se, para fortalecer a entidade para continuar lutando pelo cumprimento dos direitos e pela convenção.