SEM IDENTIFICAÇÃO, GRÁFICA ARMI TROCA BAIRRO NOBRE DE JUNDIAÍ POR PERIFERIA NA INTENÇÃO DE MANTER SONEGAÇÃO

Se o trabalhador teve pouco o que festejar neste 1ª de Maio por conta da retirada de seus direitos devido à nova lei do trabalho e enquanto o governo Temer e seus aliados políticos continuarem sendo eleitos pela própria classe trabalhadora, pense na situação ainda mais terrível para os gráficos da Armi. A empresa foi descoberta pelo Sindicato da classe (Sindigráficos) há um ano e sem identificação dentro de um edifício de luxo em um bairro nobre de Jundiaí para negar direitos dos profissionais. Há várias denúncias, inclusive a falta de registro na carteira de trabalho.  E, agora, a empresa foi flagrada pelo sindicato tentando se esconder em um novo endereço na mesma cidade. Continua atuando sem qualquer   identificação, sendo que agora em um casebre no bairro de Agapeama.

O novo local só foi descoberto mediante novas denúncias de sonegação de direitos dos trabalhadores. Está localizada na rua da Várzea Paulista. Populares inclusive confirmaram para o Sindicato que a casa não está abandonado, como assim aparenta, mas funciona uma gráfica no local. Nas reclamações atuais, a quantidade de irregularidades é expressiva. Dentre elas, é constante o atraso salarial e o serviço frequente de até 12 horas diária. Além disso, o 13º salário de 2017 também não foi quitado e não há registro em carteira e nem direitos trabalhistas assegurados. E têm gráficos, apesar de muito tempo na Armi, que nunca tiraram férias.

Apesar de tantas irregularidades, e embora o Sindigráficos já se colocou à disposição dos empregados novamente, como assim tem feito desde que localizou a Armi desde o prédio de luxo, nenhum dos trabalhadores procurou o órgão de classe, talvez temendo perder tal trabalho precário. Com isso, infelizmente, as irregularidades ainda não cessaram, mesmo com o sindicato pedindo a fiscalização do Ministério do Trabalho outra vez, que não ocorreu da 1ª vez pois a gráfica funcionava em um edifício. O novo endereço da Armi já foi repassado para os fiscais do Trabalho.

“Continuamos a convocar esses gráficos a comparecerem no sindicato a fim de debatermos meios para darmos um basta nesta exploração”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. A entidade inclusive disponibilizará o apoio jurídico para todos que convivem com sonegação dos seus direitos. O experiente advogado Luis Carlos Laurindo estará inclusive à serviço dos trabalhadores já demitidos, caso assim desejem. A cada dia a situação fica mais difícil em função da nova lei do trabalho, somente a unidade, organização e luta da classe poderão ser capazes de enfrentar tantos absurdos. Sindicalizem-se e não esqueçam de votar apenas em políticos que defendem a revogação desta nova legislação.