SINDIGRÁFICOS FAZ BALANÇO DE 2017 E ENTENDE QUE PARA 2018 SÓ A LUTA DA CLASSE PODE GARANTIR DIREITOS

Faltam poucos dias para o Natal e para o ano terminar. E, sem dúvidas, 2017 foi para grande parte da classe trabalhadora o ano de assimilação do golpe de 2016, que cancelou o voto de milhões de eleitores em 2014. E agora em 2017 ficou bastante claro para o povo o porquê deste golpe. A maioria já percebeu que, após a ruptura democrática imposta por uma ditadura parlamentar/jurídico/midiática/empresarial, trazendo Temer para a presidência, chancelada pela legislatura do Congresso Nacional mais conservador da história do Brasil, vive-se hoje em estado de exceção, onde há privilegio de poucos em detrimento do conjunto da sociedade. E os trabalhadores e desempregados têm sido a vítima em potencial com o golpe em curso: congelamento de investimentos públicos, redução de programas sociais, privatizações, fim da valorização do salário mínimo, reforma trabalhista e tentarão acabar com a aposentadoria logo no início de 2018.  

O cenário atual e a perspectiva futura são adversos para o pobre e bem favorável para o rico (setores empresárias e o mercado financeiro). Esta é a meta do golpe de Temer e de seus congressistas aliados. O fato é que o mundo piorou com a chegada de Trump nos EUA e com o golpe no Brasil. E avança o projeto que tira do pobre para dar ao rico. Este é o resumo do objetivo do projeto neoliberal. Muitos já percebem que pagam o pato. Congelou no país o investimento em Educação e Saúde por 20 anos. Retirou direitos trabalhistas e etc. Destroem a soberania nacional.   Com isso, infelizmente, 2017 acaba pior do que iniciou: cresceu o rombo da conta pública. Temer gastou bilhões para se manter na presidência e ainda aprovar seus projetos no Congresso contra a classe trabalhadora.

Ainda assim, é necessário manter a esperança em dias melhores em 2018, sobretudo por se tratar de ano eleitoral. Pode ser a vez do povo decidir renovar o parlamento com políticos que defendam o interesse do trabalhador. Além disso, quando visto criticamente, 2017 teve um ponto positivo. Foi o ano que esta conjuntura adversa reaqueceu o espírito de resistência do brasileiro, apesar de não ter sido ainda o suficiente para derrubada de Temer e mudança da agenda neoliberal dos congressistas do golpe. Mas já houve a grande greve geral no Brasil. E ainda o mega protesto em Brasília, duramente reprimido pela polícia e pelo Exercito – chamado por Temer que temia a retomado da Presidência pelo povo. E assim a luta dos movimentos social e sindical precisa ampliar em 2018.

O ano de 2017 para os gráficos de Jundiaí e região também foi dureza e muita luta. Enfrentaram a campanha salarial mais difícil dos últimos 20 anos. O cenário atrasado da reforma trabalhista elevou a sanha patronal de também golpear os direitos convencionados da categoria no estado.

Apesar do governo golpista e seus congressistas atacarem os direitos; apesar da repressão aos movimentos sociais e sindicais; apesar de todo o desmonte do Brasil, o Sindicato dos Gráficos da região (Sindigráficos) se manteve de pé durante todo o 2017 em prol dos trabalhadores. A lista de lutas políticas/jurídicas contra os patrões sonegadores de direitos foi grande. Tanto que toda segunda, quarta e sexta durante todo o ano era divulgado uma notícia da luta do sindicato em alguma empresa da área – tudo respectivamente divulgado diariamente no site e facebook do órgão de classe, bem como pelo bimensal jornal impresso Gráficos na Luta.

Contudo, apesar dos desafios ainda maiores para 2018, o Sindigráficos já tem uma única certeza: quem faz a lei é a luta. Só a luta pode manter os direitos. Portanto, a bandeira central será combater a implantação da reforma trabalhista nas empresas em que os gráficos estejam dispostos a lutar com a entidade, sindicalizando-se e se protegendo dos ataques.Será o ano da luta pela manutenção dos direitos coletivos dos gráficos e pela sobrevivência da entidade sindical para poder defender a categoria. Mas o novo ano também precisa ser marcado pela volta da democracia no país através da participação dos trabalhadores nas esferas políticas.

Que a virada deste ano possa renovar a força da classe trabalhadora e despertar a consciência política do conjunto do povo em defesa própria.