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Sindicato fecha pacote com reajuste em todos os índices

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Depois de quatro horas e meia de negociação, conseguimos fechar acordo com o Sindicato Patronal na tarde de ontem, não só para Jundiaí e região, como também para todo o Estado de São Paulo, graças às mobilizações e apoio dos trabalhadores. Após muita choradeira do setor patronal conseguimos 7% sobre todas as cláusulas econômicas e 1,34% de aumento real, ganho superior ao do ano passado. Além disso foram mantidas todas as cláusulas sociais e rejeitado as cláusulas patronais.

O presidente do STIG Jundiaí, Leandro Rodrigues, entende que o resultado final não foi o ideal, mas foi o número razoável que batalharam para conseguir. Na opinião de Leandro as mobilizações nas portas de fábrica e o apoio dos trabalhadores foi o principal fator para que os patrões cedessem em algumas cláusulas da negociação, além disso, a direção sindical de Jundiaí mostrou sua força política tendo um papel fundamental nas negociações coletivas.

“Em 50 dias de campanha percorremos 27 cidades de nossa base territorial e realizamos 58 assembleias. Foi a maior mobilização de todos os tempos do nosso Sindicato e todos que estiveram envolvidos nesse trabalho estão de parabéns, realmente foi histórico”, declarou Leandro.

Para o advogado do Sindicato, o companheiro Luis Carlos Laurindo, a Campanha Salarial deste ano reverteu uma tendência do Sindicato Patronal que tinha por objetivo a redução sistemática do aumento real de salário. “Para se ter uma ideia desse fator, no ano passado o aumento real foi de 1,14% para uma inflação de 6%, e neste ano o aumento real foi de 1,34% para uma inflação de 5,58%”, explica.

O companheiro Jurandir Franco, tesoureiro do Sindicato, destaca o fechamento de um pacote econômico que envolveu reajuste no piso, teto e PLR. “Além de termos conseguido igualar o aumento real com as principais categorias também conseguimos um reajuste no teto salarial da categoria que passou de R$ 9.068,48 com fixo de R$ 652,93 para R$ 9.703,27 com um fixo de R$ 679,23″, informa.

Confira como ficou a PLR

1ª faixa: R$ 570,38 para empresas com até 19 trabalhadores
2ª faixa: R$ 621,07 para empresas com de 29 até 49 trabalhadores
3ª faixa: R$ 721,74 para empresas com 50 até 99 trabalhadores
4ª faixa: R$ 839,26 para empresas com mais de 100 trabalhadores

Sindicato busca 9% de aumento real

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Terminou ontem sem nenhum acordo a 3ª rodada de negociações entre o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região, que representa a bancada dos trabalhadores, e o Sindicato Patronal, que representa os empresários das indústrias gráficas do Estado de São Paulo. O resultado aumenta a possibilidade da greve ser deflagrada nos próximos dias, caso o setor patronal não apresente uma nova proposta nos próximos dias. O Sindicato aguarda uma posição do setor patronal para uma nova rodada de negociação.

Nas três rodadas de negociações o setor patronal não concedeu nenhum benefício que melhore a situação do trabalhador na CCT (Convenção Coletiva do Trabalho), ao contrário, a bancada que representa o setor patronal tentou convencer a bancada dos trabalhadores a regredir a pauta trabalhista, como estabelecer o corte do piso salarial do trabalhador gráfico de R$ 9.068,48 para R$ 6 mil. O Sindicato dos Gráficos descartou qualquer possibilidade de acordo com os números apresentados.

Graças à atuação da direção sindical na mesa de negociação, o setor patronal retirou as cláusulas prejudiciais à categoria, como implantação do banco de horas, congelamento da PLR, entre outras. O presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues, deixou claro em mesa de que irá intensificar as mobilizações em portas de fábricas para apresentar aos trabalhadores o resultado da negociação e lutar por um aumento real significativo e não aceitará os 6% de aumento real apresentado. “Estamos com disposição para buscar 9% de aumento real”, declarou.

O vice-presidente do Sindicato, Marcelo Marques, seguiu a mesma linha do presidente e declarou que a direção sindical irá gastar todas as energias na base e não na mesa de negociação. “A realidade é que essa proposta não será aceita, pois não dá para aceitar essa choradeira do patrão de que a produção está em queda, quando vemos ao contrário, com os companheiros trabalhando e produzindo muito”, afirma.

Para o advogado do Sindicato, Dr. Luis Carlos Laurindo, a greve causa transtornos, porém “é o melhor remédio para ser usado quando o paciente está morrendo” e criticou a frieza da bancada patronal. “Enquanto os patrões estão preocupados com os números econômicos da indústria gráfica, nós estamos preocupados com as vidas dos trabalhadores e com a possibilidade de eles serem ainda mais prejudicados”, disse.

GRÁFICOS PODEM ENTRAR EM GREVE NA PRÓXIMA SEMANA

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Após uma 2ª Rodada de Negociações Coletiva com o Sindicato Patronal realizada na última terça-feira, dia 05/11, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região já cogita a possibilidade real da categoria entrar em estado de greve na próxima semana. Nas duas rodadas de negociações não houve avanços na convenção coletiva apresentada pelo nosso Sindicato e nessa última reunião os patrões apresentaram propostas prejudiciais aos trabalhadores (confira as cláusulas abaixo).

“Os patrões querem tirar nosso “couro” na produção e agora também estão mal intencionados com propostas de redução do piso salarial e banco de horas. Nossa posição será de intensificar as mobilizações nos próximos dias nas portas das empresas, orientar os trabalhadores sobre as negociações e convocá-los para a greve, caso as negociações continuem sem avanços significativos”, informa o presidente Leandro Rodrigues.

A terceira e última rodada de negociações com o Sindicato Patronal está marcada para a próxima terça-feira, dia 12/11, às 16 horas, na sede da ABIGRAF em São Paulo. O encontro deverá ser decisivo para a Campanha Salarial da categoria em andamento.

LUTA E MOBILIZAÇÃO CONTRA A CHORADEIRA DO PATRÃO

Nas duas primeiras rodadas de negociações o setor patronal “chorou” bastante para tentar convencer o Sindicato a não avançar na convenção coletiva. Com uma ótica pessimista, que lembra a “urubologia” dos economistas reacionários, os patrões estão analisando nossa pauta apenas com base nos números negativos da indústria gráfica. Porém, nosso assessor econômico, Miguel Huertas, tem se destacado nas negociações com argumentações contrárias dos patrões, que estão tendo relevância na mesa.

“Nosso setor não está mal como os patrões tem argumentado, o crescimento do consumo de matéria prima como tinta e papel é um exemplo, além disso, as indústrias receberam nos últimos anos diversos benefícios do Governo Federal, como redução na tarifa de luz, que não está sendo repassada ao trabalhador, ou seja, virou mais lucro. Enquanto o lucro dos patrões só tem aumentado, o salário do trabalhador não tem acompanhado o mesmo nível e está na hora de um amento real significativo já”, argumenta o economista.

Nosso advogado Dr. Luis Carlos Laurindo também tem sido fundamental nas negociações. Na opinião dele é um absurdo não haver avanços nas cláusulas sociais, para ele é preciso avançar sim e estabelecer novos patamares, como qualificação da mão de obra e desenvolvimento tecnológico das empresas.

“Nas cláusulas sociais temos cinco pontos fundamentais que não podem ser descartadas, como assegurar uma melhor condição de trabalho às mulheres, saúde do trabalhador, garantia de aposentadoria, garantia de emprego para quem retorna de férias e afastamento por doença comum e aposentadoria, além da alimentação com o fornecimento de cestas-básicas”, diz Dr. Luizinho.

CLÁUSULAS PATRONAIS APRESENTADAS

- Piso menor para o setor de acabamento;
- Querem tirar nossa data-base de novembro e transferir para maio, no sentido de desmobilizar nossa luta;
- Implantar banco de horas em nossa convenção coletiva para não pagar mais hora extra;
- Querem congelar a nossa PLR sem nenhuma porcentagem de aumento;
- Querem implantar o reajuste salarial somente para o INPC que não chega a 5,5%.

ESSA MESMA PROPOSTA ESTÁ SENDO APRESENTADA PARA O ESTADO DE SÃO PAULO

Veja as fotos da 2ª Rodada de Negociações

 

Lideranças do setor gráfico discutem a Pauta das trabalhadoras

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Na manhã de hoje, dia 09, as trabalhadoras do comitê da Federação dos Gráficos se reuniram para discutir a Pauta de reivindicação da Campanha Salarial 2013.

A companheira Cidinha, funcionária da Nova Página e diretora do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região, está representando as nossas trabalhadoras. Também estão participando as companheiras Anita Campos representando as trabalhadoras de Campinas e região, Vera Regina representando as trabalhadoras de Bauru e região, Sueli Reis representando as trabalhadoras de Santos e região, Fátima Alvares representando as trabalhadoras de Sorocaba e região, Rosangela de Oliveira representando as trabalhadoras da Capital, além do presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues, que está colaborando com as companheiras.

Durante a reunião, também foram priorizadas as discussões de cláusulas especificas das mulheres, como auxilio-creche, equiparação salários com os homens entre outros assuntos. Parabéns as trabalhadoras que já estão se organizando para a campanha salarial!!!