SUPORTE TÉCNICO DA CONATIG TEM GARANTIDO ENQUADRAMENTO SINDICAL DE GRÁFICAS NA REGIÃO

Ao longo desse ano, dezenas de gráficos de empresas não consideradas pelos donos como gráficas passaram a ser reconhecidos sindicalmente desse ramo na região de Cajamar, Jundiaí e Vinhedo, no interior paulista, tendo direitos e faixas salariais qualificados baseados na convenção local. Ocorreu, por exemplo, nas empresas ColorFlexo, FlexoPrint e Flexcoat, esta última na cidade de Louveira com 110 empregados. A ação decorre da investida do Sindicato da área (STIG Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região) através do suporte técnico dado pela Confederação Nacional do Gráfico (Conatig) e Federação Estadual (Ftigesp).

“Além das três empresas recém-enquadradas de forma amigável depois de notificações extrajudiciais, anexadas de questões técnicas do porque são gráficas e devem assim ser sindicalmente, temos outras nesta mesma direção de enquadramento, como a Dekorace, Ideal, Tubex, Catedral, Criarts MTCópias e etc.”, informa Leandro Rodrigues, presidente do STIG Jundiaí e secretário de Comunicação da Conatig. O sindicalista agradece o suporte técnico dado pela confederação e pela Ftigesp através de laudos da ABTG e do especialista na área, Thomas Gaspari (in memória).

Leonardo Del Roy, presidente da Conatig e da Ftigesp, lembra de todo a luta no decorrer de muitos anos para consolidar um cenário onde hoje não tem mais como uma empresa negar ser uma gráfica se esta tiver em seu processo produtivo qualquer atividade de impressão, pré-impressão e de acabamento gráfico. “Foi feito um trabalho intenso junto ao Ministério do Trabalho, reconhecendo tal questão. Todo o empenho na qualificação das cartas sindicais da Conatig, Ftigesp e do conjunto de STIGs do Brasil. Além da articulação junto à ABTG, conferindo pareceres de que setores de embalagens flexíveis e outros segmentos são atividades gráficas”, diz.

O dirigente alerta que os STIGs contam com grande suporte técnico para o êxito nas ações de enquadramento sindical, devendo, portanto, fazerem o trabalho de base nesta direção a exemplo do STIG Jundiaí e outros, como o STIG Blumenau/SC e o STIG Pernambuco, junto às gráficas de embalagens flexíveis. “Estaremos sempre à disposição dos sindicatos interessados na defesa dos direitos, salário e condições laborais de todos os trabalhadores, mesmo daqueles em que suas empresas ainda não os reconhecem como gráficos, os quais são de fato e devem ser no direito”, completa. Em Blumenau a luta é no enquadramento de várias empresas do ramo e, em PE, tem uma luta junto à multinacional Ancor, antiga Bemis.

“O gráfico tem que ser representado por gráficos e não por sindicato de outras categorias. Os STIGs precisam estar atentos e não aceitar mais estas condições. É importante que todo gráfico esteja sindicalizado para usufruírem dos benefícios das convenções da categoria. Portanto, se há empresas que exercem atividades voltadas nos seguimentos de Pré-Impressão, Impressão e Acabamentos devem ser enquadrados apenas pelos STIGs”, diz Del Roy. Ele lembra que todo produto impresso é uma atividade gráfica, independente da impressão em papel, papelão, plástico, laminados plásticos em metal, rótulos/adesivos e qualquer outro suporte: notifique de forma amigável e até judicialmente se assim for necessário.