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Gráficos vão protestar na maior festa da indústria gráfica do mundo

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Cansados da intransigência do Sindicato Patronal, que pela primeira vez não renovou a Convenção Coletiva de Trabalho na mesa de negociação promovida por quatro ocasiões na Campanha Salarial Unificada dos Gráficos do Estado de São Paulo deste ano, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região, em parceria com a FTIGESP e demais sindicatos do Estado de São Paulo, irão protestar na porta da 24º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica, que será realizado no próximo dia 25, em São Paulo.

A expectativa é que os gráficos façam bastante barulho com trio elétrico na porta do local onde acontecerá o evento, que é considerado a maior festa da indústria gráfica do mundo. O prêmio conhecido como Fernando Pini deverá enfrentar seu primeiro protesto desde que foi criado em 1991 pela ABIGRAF e ABTG.

“O protesto não será contra o evento, mas sim uma alternativa encontrada pelo comando dos gráficos de São Paulo para chamar à atenção da pauta de reivindicação da categoria que não foi atendida até o momento, afinal os maiores responsáveis pela excelência na qualidade dos produtos das empresas são os trabalhadores gráficos, que neste ano não estão recebendo a devida valorização do patrão”, destaca o presidente do STIG Jundiaí, Leandro Rodrigues.

Atenção gráficos, é hora de se preparar para a luta

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O setor patronal deixa claro que pretende restringir o máximo o Aumento Real, além disso, não está propenso a avançar em Cláusulas Sociais da nossa CCT

Na 1ª Rodada de Negociações Coletiva de Trabalho entre a FTIGESP (Federação dos Gráficos do Estado de São Paulo) e o Sindicato Patronal (SINDIGRAF), realizada no dia 7 de outubro em São Paulo, negociadores do setor Patronal sinalizaram em manter as Cláusulas atuais da Convenção Coletiva do Trabalho vigente e só discutir as questões Econômicas. Os gráficos não concordam e querem mais!

A categoria gráfica reivindica 6% de aumento real e 100% da inflação acumulada no período de 1º de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014, além da manutenção de cláusulas preexistentes na Convenção Coletiva. Os gráficos também querem uma solução para a rotatividade nas empresas, que cresceu 82% em 2013.

“Ficou bem identificado pelo Sindicato Patronal que eles não estão propensos a ceder nada, daí porque é necessário ficarmos atentos e nos prepararmos para a luta”, informa Leonardo Del Roy, presidente da Federação.

Sindicato fecha pacote com reajuste em todos os índices

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Depois de quatro horas e meia de negociação, conseguimos fechar acordo com o Sindicato Patronal na tarde de ontem, não só para Jundiaí e região, como também para todo o Estado de São Paulo, graças às mobilizações e apoio dos trabalhadores. Após muita choradeira do setor patronal conseguimos 7% sobre todas as cláusulas econômicas e 1,34% de aumento real, ganho superior ao do ano passado. Além disso foram mantidas todas as cláusulas sociais e rejeitado as cláusulas patronais.

O presidente do STIG Jundiaí, Leandro Rodrigues, entende que o resultado final não foi o ideal, mas foi o número razoável que batalharam para conseguir. Na opinião de Leandro as mobilizações nas portas de fábrica e o apoio dos trabalhadores foi o principal fator para que os patrões cedessem em algumas cláusulas da negociação, além disso, a direção sindical de Jundiaí mostrou sua força política tendo um papel fundamental nas negociações coletivas.

“Em 50 dias de campanha percorremos 27 cidades de nossa base territorial e realizamos 58 assembleias. Foi a maior mobilização de todos os tempos do nosso Sindicato e todos que estiveram envolvidos nesse trabalho estão de parabéns, realmente foi histórico”, declarou Leandro.

Para o advogado do Sindicato, o companheiro Luis Carlos Laurindo, a Campanha Salarial deste ano reverteu uma tendência do Sindicato Patronal que tinha por objetivo a redução sistemática do aumento real de salário. “Para se ter uma ideia desse fator, no ano passado o aumento real foi de 1,14% para uma inflação de 6%, e neste ano o aumento real foi de 1,34% para uma inflação de 5,58%”, explica.

O companheiro Jurandir Franco, tesoureiro do Sindicato, destaca o fechamento de um pacote econômico que envolveu reajuste no piso, teto e PLR. “Além de termos conseguido igualar o aumento real com as principais categorias também conseguimos um reajuste no teto salarial da categoria que passou de R$ 9.068,48 com fixo de R$ 652,93 para R$ 9.703,27 com um fixo de R$ 679,23”, informa.

Confira como ficou a PLR

1ª faixa: R$ 570,38 para empresas com até 19 trabalhadores
2ª faixa: R$ 621,07 para empresas com de 29 até 49 trabalhadores
3ª faixa: R$ 721,74 para empresas com 50 até 99 trabalhadores
4ª faixa: R$ 839,26 para empresas com mais de 100 trabalhadores

Gráficos podem entrar em estado de greve a partir de amanhã

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O Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região pode iniciar estado de greve amanhã nas empresas gráficas da região, caso a terceira e última rodada de negociações com o Sindicato Patronal, que está agendada para amanhã às 16 horas na sede da ABIGRAF (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) em São Paulo, termine sem acordo.

A mobilização faz parte da Campanha Salarial que está sendo realizada pelo Sindicato desde o início de outubro com o tema “Luta e mobilização contra a choradeira do patrão”. Em 42 dias de trabalhos, a direção sindical já realizou 45 assembleias nas portas das empresas com os trabalhadores gráficos, além da distribuição de materiais informativos. Os trabalhadores da Log & Print, CCT, Servcamp, Jandaia e D’Arthy, já declararam apoio ao Sindicato e podem parar as máquinas a qualquer momento.

Neste ano, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região está negociando de forma inédita diretamente com o Sindicato Patronal, pois rompeu com a Federação dos Gráficos do Estado de São Paulo por não concordar com algumas cláusulas do fechamento da Convenção Coletiva do Trabalhador. Porém, os gráficos de Jundiaí têm contado com o apoio de diversos sindicatos da região, principalmente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), para realização das assembleias nas portas das empresas.

Na última rodada de negociações coletiva com o Patronal, foi apresentado ao Sindicato propostas que foram consideradas prejudiciais aos trabalhadores, como redução do piso salarial e banco de horas.

“Esperamos avanços significativos na nossa convenção coletiva durante as negociações de amanhã. Não vamos aceitar o argumento de que as indústrias gráficas estão em crise como desculpa para não conceder mais benefícios que são por direito da categoria gráfica. Os trabalhadores estão do nosso lado e a maioria já aprovou a paralisação”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região.

Confira as fotos de apoio dos trabalhadores pela paralização: