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Copa do Mundo começa hoje em meio a expectativas e manifestações

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Depois de 64 anos, o Brasil volta a sediar a Copa do Mundo. A partida de abertura será realizada hoje (12) na Arena Corinthians, em São Paulo, entre as seleções do Brasil e da Croácia. O jogo está marcado para as 17h (horário de Brasília). Ao todo, 64 partidas serão disputadas ao longo da competição, que segue até o dia 13 de julho.

31 de março: militares consumam golpe contra Jango e a democracia

Tropa Nacional

Imagem: Arquivo Nacional

Tanques nas ruas, população dividida e um presidente da República acuado e sem apoio. Nesse cenário, há 50 anos, se iniciava no Brasil o mais longo e duro período de ditadura do país, que perduraria 21 anos. Nas primeiras horas do dia 31 de março de 1964, tropas comandadas pelo general Olímpio Mourão partiram de Juiz de Fora (MG) em direção ao Rio de Janeiro consumando um golpe há muito tempo planejado pelas forças militares.

Isolado, o então presidente da República João Goulart, conhecido como Jango, pouco pôde fazer para evitar o golpe. Com a economia do país em crise e sem forças para promover as reformas de base, principal bandeira de seu governo, ele deixa Brasília rumo ao Rio Grande do Sul no dia 1º de abril.

Reforma Política: reivindicação histórica da CUT torna-se pauta principal nas ruas de todo o país

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Por: Paula Brandão / CUT Nacional

O clamor das manifestações que tomaram as ruas de todo o país nos últimos dias, trouxe para o centro do debate uma reivindicação histórica da Central Única dos Trabalhadores e de diversas entidades do movimento social organizado: a Reforma Política.

“Nesse momento o Congresso Nacional e os partidos precisam ficar atentos às necessidades do país por mudanças profundas, que atendam aos interesses de toda a sociedade e não aos de uma pequena parcela composta pelos detentores do capital”, afirma Vagner Freitas, presidente nacional da CUT.

A reforma política visa alterar e dar maior transparência ao processo eleitoral brasileiro, tema que tem sido amplamente discutido pela CUT há anos – em Seminários envolvendo representantes da classe trabalhadora, movimentos sociais, acadêmicos e políticos; nas mídias, especialmente as progressistas, e em reuniões no Congresso Nacional que, por pressão da CUT e de outras entidades, em 2011 criou Comissões Especiais no Senado e na Câmara para discutir o assunto. 

Dia do Trabalhador: festa da CUT reúne mais de 120 mil trabalhadores

CUT

Por: Vanessa Ramos e Flaviana Serafim / CUT-SP

Em um dia repleto de atrações musicais e intervenções políticas, o 1º de maio da CUT São Paulo reuniu cerca de 120 mil pessoas no Vale do Anhangabaú. Na tarde da última quarta-feira, a Central realizou um ato político com autoridades nacionais e estaduais. O tema da inflação e o reconhecimento da política econômica do governo Dilma Rousseff foram a tônica dos discursos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que a inflação está controlada. “Na medida em que você estabelece um gatilho, você estimula a inflação. Estamos vivendo um período ímpar da história do país, com acréscimo da criação de empregos e aumento real do salário de 1,7% acima da inflação”, afirmou. O ministro estava se referindo a proposta de aumento de salário cada vez que a inflação atingir 3% que está sendo feita por dirigentes da Força Sindical.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, fez um alerta à sociedade: “Quem sofre com a inflação é a classe trabalhadora e não os patrões. Nós sabemos disso porque os governos anteriores ao Lula causaram inflação durante 500 anos no Brasil. Temos que ficar atentos porque existe um discurso conservador que quer gerar um clima inflacionário, para discutir que o governo perdeu o controle da inflação e para usar isso na campanha de 2014. Esse é o discurso dos banqueiros internacionais e nacionais”, criticou Vagner, concluindo: “Nós queremos valorização do salário mínimo, do trabalho e dos/as trabalhadores/as. E se tem uma central sindical forjada na luta – do campo e da cidade, do chão da fábrica à roça – que luta para atender os interesses da classe trabalhadora e não dos patrões, essa central é a CUT!”

De acordo com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “a presidenta Dilma não vai permitir que a inflação corroa o salário dos trabalhadores. É assim que continuaremos construindo. Ressalto que temos que levar em conta que 86% das categorias tiveram aumento acima da inflação”, pontuou.

“Não vejo no momento motivo para isso. A CUT espera que o governo controle a inflação para não prejudicar os salários, mas se a inflação disparar, vamos brigar pelo direito da classe trabalhadora”, afirmou. Segundo Freitas, a proposta da CUT é trabalhar no crescimento, baratear o crédito, fazer crescer o mercado interno, expandir o emprego e a produção, acabar com o superávit primário e valorizar o salário mínimo. “Estamos na luta pela defesa dos trabalhadores e trabalhadoras para construir uma democracia de fato”.

O presidente ressaltou também que a CUT luta por uma alternativa ao Projeto de Lei 4330/2004, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia a terceirização e precariza o trabalho no Brasil. A regulamentação do direito de negociação do serviço público, segundo a Convenção 151 da OIT, também é tema prioritário da Central.

Quanto à PEC 72 das Domésticas, Manoel Dias afirmou que o Brasil está vivendo a aprovação de um direito que resgata historicamente uma profissão. Sobre as reivindicações do movimento sindical, ele disse que Dilma Rousseff criou uma mesa de negociação para receber as centrais sindicais no dia 14 de maio, em Brasília.

“Para os empresários já houve várias benesses, falta agora o apoio à classe trabalhadora. Se o governo não atender a pauta da classe trabalhadora vamos sair às ruas”, reafirmou Vagner Freitas.

Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou na festa CUT/SP um reajuste de 79,8% aos servidores municipais. Haddad não explicou em quanto tempo esse reajuste será concedido.  ”Fechamos um acordo com mais de trinta sindicatos”, concluiu.

Conheça os itens da pauta que o governo vai negociar com as centrais sindicais em Brasília:

1 – Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização;

2 – Rotatividade -  construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.

3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.

4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução.

5 – Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.

6 – Regulamentação do trabalho doméstico. O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação.

7 – Participação das centrais sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo. Os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas.

8 – Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).