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1º de Maio da CUT defende continuidade do atual projeto político brasileiro

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As lideranças sindicais e dos partidos PT, PSB, PC do B, PMDB e PDT, que falaram durante o ato político do 1º de Maio da CUT, CTB, UGT e CSB, destacaram que todos os recentes avanços sociais obtidos nos últimos anos são resultado, em grande parte, da ação do movimento sindical. As mobilizações de rua, a organização nos locais de trabalho, as greves e a ação coordenada junto aos três poderes, que no passado foram fundamentais para a luta contra a opressão e o arrocho salarial, têm sido atualmente responsáveis por conquistas como os maiores aumentos salariais das últimas décadas, a política de valorização do salário mínimo, o aumento do emprego com carteira assinada e pelas sucessivas atualizações da tabela do imposto de renda, como a anunciada ontem pela presidenta Dilma.

Ao longo de todo o dia, mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras participaram da comemoração, realizada no Vale do Anhangabaú, capital paulista.

Dia do Trabalhador: festa da CUT reúne mais de 120 mil trabalhadores

CUT

Por: Vanessa Ramos e Flaviana Serafim / CUT-SP

Em um dia repleto de atrações musicais e intervenções políticas, o 1º de maio da CUT São Paulo reuniu cerca de 120 mil pessoas no Vale do Anhangabaú. Na tarde da última quarta-feira, a Central realizou um ato político com autoridades nacionais e estaduais. O tema da inflação e o reconhecimento da política econômica do governo Dilma Rousseff foram a tônica dos discursos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que a inflação está controlada. “Na medida em que você estabelece um gatilho, você estimula a inflação. Estamos vivendo um período ímpar da história do país, com acréscimo da criação de empregos e aumento real do salário de 1,7% acima da inflação”, afirmou. O ministro estava se referindo a proposta de aumento de salário cada vez que a inflação atingir 3% que está sendo feita por dirigentes da Força Sindical.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, fez um alerta à sociedade: “Quem sofre com a inflação é a classe trabalhadora e não os patrões. Nós sabemos disso porque os governos anteriores ao Lula causaram inflação durante 500 anos no Brasil. Temos que ficar atentos porque existe um discurso conservador que quer gerar um clima inflacionário, para discutir que o governo perdeu o controle da inflação e para usar isso na campanha de 2014. Esse é o discurso dos banqueiros internacionais e nacionais”, criticou Vagner, concluindo: “Nós queremos valorização do salário mínimo, do trabalho e dos/as trabalhadores/as. E se tem uma central sindical forjada na luta – do campo e da cidade, do chão da fábrica à roça – que luta para atender os interesses da classe trabalhadora e não dos patrões, essa central é a CUT!”

De acordo com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “a presidenta Dilma não vai permitir que a inflação corroa o salário dos trabalhadores. É assim que continuaremos construindo. Ressalto que temos que levar em conta que 86% das categorias tiveram aumento acima da inflação”, pontuou.

“Não vejo no momento motivo para isso. A CUT espera que o governo controle a inflação para não prejudicar os salários, mas se a inflação disparar, vamos brigar pelo direito da classe trabalhadora”, afirmou. Segundo Freitas, a proposta da CUT é trabalhar no crescimento, baratear o crédito, fazer crescer o mercado interno, expandir o emprego e a produção, acabar com o superávit primário e valorizar o salário mínimo. “Estamos na luta pela defesa dos trabalhadores e trabalhadoras para construir uma democracia de fato”.

O presidente ressaltou também que a CUT luta por uma alternativa ao Projeto de Lei 4330/2004, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia a terceirização e precariza o trabalho no Brasil. A regulamentação do direito de negociação do serviço público, segundo a Convenção 151 da OIT, também é tema prioritário da Central.

Quanto à PEC 72 das Domésticas, Manoel Dias afirmou que o Brasil está vivendo a aprovação de um direito que resgata historicamente uma profissão. Sobre as reivindicações do movimento sindical, ele disse que Dilma Rousseff criou uma mesa de negociação para receber as centrais sindicais no dia 14 de maio, em Brasília.

“Para os empresários já houve várias benesses, falta agora o apoio à classe trabalhadora. Se o governo não atender a pauta da classe trabalhadora vamos sair às ruas”, reafirmou Vagner Freitas.

Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou na festa CUT/SP um reajuste de 79,8% aos servidores municipais. Haddad não explicou em quanto tempo esse reajuste será concedido.  ”Fechamos um acordo com mais de trinta sindicatos”, concluiu.

Conheça os itens da pauta que o governo vai negociar com as centrais sindicais em Brasília:

1 – Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização;

2 – Rotatividade -  construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.

3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.

4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução.

5 – Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.

6 – Regulamentação do trabalho doméstico. O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação.

7 – Participação das centrais sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo. Os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas.

8 – Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).

Os mártires de Chicago

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Há 126 anos, em maio 1886, os operários da cidade de Chicago (importante centro industrial dos Estados Unidos) se levantaram contra as péssimas condições de trabalho, exigindo a redução da jornada de trabalho, que naquela época a jornada de trabalho variava entre 13 e 16 horas.

Neste período a cidade estava imersa em grandes lutas, barricadas e greves. No dia 3 de maio daquele ano, durante o enfrentamento com a polícia, seis trabalhadores foram mortos, o que resultou num protesto furioso no dia seguinte, na confusão morreu um policial e outros 38 operários foram assassinados e 115 feridos, sendo decretado Estado de Sítio.

A repressão prendeu oito companheiros que eram lideranças do movimento, cinco foram condenados a forca: o anarquista Hessois Auguste Spies, diretor do diário dos trabalhadores (jornal “diário operário”),  os sindicalistas Adolph Fisher, George Engels, Albert R Parsons, Louis Lingg,  porém, um dia antes da execução, 11 de novembro de 1887, Louis Lingg, aparece morto na prisão. Na época, as autoridades declaram que o mesmo se suicidara.

Os presos, Michael Schwab, Oscar Neeb, Samuel Fielden são condenados à prisão perpétua. Entre os Mártires, dois eram gráficos, o tipógrafo e encadernador Michael Schwab, que fora condenado a prisão perpétua, e também tipógrafo e jornalista George Engel, que fora condenado a forca.

Inspiração

Da vida, da luta, e do sangue desses homens, não surgiu apenas o Dia do Trabalhador, surgiu também a coragem e a força na classe trabalhadora de todo o mundo, e pela participação neste momento histórico, a categoria gráfica também pode se orgulhar.

A luta dos Mártires de Chicago espalhou-se pelo mundo todo, os trabalhadores não aceitavam mais uma jornada de trabalho superior a 48 horas semanais. No Brasil, a jornada de trabalho de 48 horas só fora implantada na Constituição Federal de 1937.

A referida jornada de trabalho permaneceu por 51 anos e só fora reduzida depois da grande greve realizada pelos metalúrgicos do ABC, em 1985. Depois de vários dias de paralisação, a categoria conquistou a jornada de 44 horas semanais. No mesmo ano, os trabalhadores gráficos do estado de São Paulo, químicos de São Paulo e ABC, plásticos de São Paulo e Caieiras e metalúrgicos de São Paulo, que após realizarem a greve geral unificada, também, conquistaram a redução de jornada de trabalho para 44 horas semanais.

O 1º de maio representa antes de mais nada, um dia de luta, por melhores condições de trabalho, por melhores salários, pela dignidade do trabalhador, e principalmente, um marco na história da luta pela redução de jornada de trabalho. Neste sentido, há quase 30 anos se luta pela redução de trabalho para 40 horas semanais. Propomos aos trabalhadores que neste 1º de Maio a invés de participarem destas festas patrocinadas pelos patrões, passem com sua família fazendo uma reflexão do nosso papel nesta sociedade. Salve os Mártires de Chicago!!! Salve 1º de Maio dia do trabalhador!!!

Confira a programação do Dia do Trabalhador

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) preparou uma programação especial para este 1º de Maio, Dia do Trabalhador. O objetivo é promover a conscientização da classe trabalhadora pelos seus direitos, para tanto foi organizado diversos eventos desde o dia 23 de abril, com oficinas, seminários, concursos e um passeio ciclístico. Para finalizar a programação, nada melhor do que se unir para curtir uma boa música popular brasileira, com artistas como a sambista Leci Brandão, Jorge Aragão e Alceu Valença e Oswaldo Montenegro. Confira a programação completa:

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