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Pedro Bigardi assume compromissos com sindicalistas

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Prefeito de Jundiaí se reúne pela primeira vez com o movimento sindical desde que assumiu a administração e pretende manter um diálogo maior com todos os sindicatos.

O prefeito de Jundiaí Pedro Bigardi (PCdoB) se reuniu pela primeira vez, desde que assumiu a administração, com o movimento sindical da cidade. A reunião intersindical ocorreu na sede do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região na última terça-feira, dia 6, e contou com a presença de aproximadamente 60 sindicalistas de 20 sindicatos diferentes, ligados a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, UGT ( União Geral dos Trabalhadores).

Bigardi assumiu o compromisso em abrir espaço no governo municipal aos sindicalistas participarem de propostas relacionadas ao trabalho, emprego e renda, inclusive, o prefeito demonstrou interesse em criar uma secretaria para tratar sobre estes assuntos, além de retomar os trabalhos Conselho Municipal de Emprego e criar o conselho de Transporte e Tarifa. O movimento também pede maior autonomia aos serviços do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) e Banco do Povo.

O movimento sindical demostrou insatisfação a atuação do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) na cidade. O movimento pede a mudança radical neste órgão, incluindo a troca da direção e uma localização de melhor acesso aos trabalhadores. “Hoje o Cerest está parado e encontramos dificuldade de relacionamento com a atual direção, além disso, é um absurdo manter o prédio em uma área nobre pagando um aluguel alto e de difícil acesso ao trabalhador”, disse José Vitor Machado, diretor estadual da CUT.

Pedro Bigardi concorda que a atuação do Cerest está ruim e será mudado. “A mudança do Cerest e sua direção já está decidida”, afirma o prefeito, que esteve acompanhado pelo vice Durval Orlato (PT). Os vereadores petistas Paulo Malerba e o presidente da Câmara, Gerson Sartori, também compareceram.

Para o presidente do Sindicato dos Gráficos, Leandro Rodrigues, a reunião foi positiva no sentido de restabelecer um canal de conexão com a administração municipal. “O movimento sindical possui várias demandas no sentido de ajudar o governo a levar a cidade para frente”, declara.

Dia Nacional de Lutas Trabalhistas

Confira como foi o ato nacional de luta em Jundiaí no dia 11 de julho. Com produção da Memorize Filmes em parceria com a agência Loro Comunicação, o vídeo mostra a mobilização das centrais sindicais e os esforços para parar as atividades das empresas no Distrito Industrial e o setor financeiro e comercial no centro da cidade. O vídeo mostra o ponto alto da manifestação onde cerca de 400 trabalhadores marcharam pela rodovia Anhanguera sentido o centro, em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas.

 

Em dia marcado por mobilizações no Brasil, trabalhadores interditam Anhanguera em Jundiaí

Trabalhadores marcham pela Anhanguera sentido o centro da cidade

Trabalhadores marcham pela Anhanguera sentido o centro da cidade

O ato nacional de luta realizado em Jundiaí nesta quinta-feira, dia 11, pela CUT (Central Única do Trabalhador) e Força Sindical, mobilizou 16 sindicatos e mais de 30 mil funcionários aderiram ao movimento. Centenas de pessoas marcharam por um trecho da rodovia Anhanguera, que foi interditada, até o centro da cidade.

A mobilização em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores começou às 4 horas por dois pontos do Distrito industrial. Os sindicalistas interditaram as saídas para a rodovia Dom Gabriel e Anhanguera e realizaram uma assembleia geral com a participação de mais de quatro mil funcionários das empresas instaladas na área.

O número de funcionários poderia ter sido maior se empresas de grande porte como Coca-Cola e Siemens e Foxconn, por exemplo, não tivessem dispensados seus trabalhadores do dia de trabalho. “As empresas tentaram enfraquecer nosso movimento dispensando seus funcionários”, acusou o diretor estadual da CUT, José Vitor Machado.

“Mesmo que os companheiros não estejam presentes para aumentar nossa mobilização, conseguimos que aproximadamente 30 mil trabalhadores aderissem à greve e conquistar nosso objetivo que é chamar á atenção do setor patronal para as constantes ameaças de tentativas de regredir as leis trabalhistas”, concluiu Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região.

CENTRO

O terceiro “piquete” foi realizado no centro da cidade, onde o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região paralisou os trabalhos nas agências bancárias, reivindicando o fim do Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel, que ameaça a categoria com a terceirização. O Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio de Jundiaí e Região) também trabalhou para que os comércios da região fechassem as portas ao menos 20 minutos no dia para mostrar apoio ao movimento e lutar pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Os trabalhos no centro contaram com o reforço do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas e também com o Movimento Estudantil, filiado a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Os comércios no entorno da igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro fecharam os estabelecimentos temporariamente quando o caminhão de som com centenas de trabalhadores do distrito industrial chegaram à região central e realizaram a última assembleia do dia, com todos os sindicatos juntos, por volta das 13 horas. O movimento foi marcado também pela entrega de informativos sobre as reivindicações dos sindicatos, que exige do governo e Congresso Nacional medidas para aprovar e por em prática as reivindicações da pauta trabalhista.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região ainda mobilizaram os trabalhadores da empresa ThyssenKrupp em Campo Limpo Paulista por volta das 14 horas.

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DAS CENTRAIS SINDICAIS

·         Fim do fator previdenciário;

·         Jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial;

·         Reajuste digno para os aposentados;

·         Mais investimento em saúde, educação e segurança;

·         Transporte público de qualidade;

·         Fim do projeto de Lei 4330 que amplia a terceirização;

·         Reforma agrária;

·         Fim dos leilões do petróleo.

Veja o álbum de fotos do ato nacional de luta em Jundiaí: