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GRÁFICOS PODEM ENTRAR EM GREVE NA PRÓXIMA SEMANA

jACARÉ

Após uma 2ª Rodada de Negociações Coletiva com o Sindicato Patronal realizada na última terça-feira, dia 05/11, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região já cogita a possibilidade real da categoria entrar em estado de greve na próxima semana. Nas duas rodadas de negociações não houve avanços na convenção coletiva apresentada pelo nosso Sindicato e nessa última reunião os patrões apresentaram propostas prejudiciais aos trabalhadores (confira as cláusulas abaixo).

“Os patrões querem tirar nosso “couro” na produção e agora também estão mal intencionados com propostas de redução do piso salarial e banco de horas. Nossa posição será de intensificar as mobilizações nos próximos dias nas portas das empresas, orientar os trabalhadores sobre as negociações e convocá-los para a greve, caso as negociações continuem sem avanços significativos”, informa o presidente Leandro Rodrigues.

A terceira e última rodada de negociações com o Sindicato Patronal está marcada para a próxima terça-feira, dia 12/11, às 16 horas, na sede da ABIGRAF em São Paulo. O encontro deverá ser decisivo para a Campanha Salarial da categoria em andamento.

LUTA E MOBILIZAÇÃO CONTRA A CHORADEIRA DO PATRÃO

Nas duas primeiras rodadas de negociações o setor patronal “chorou” bastante para tentar convencer o Sindicato a não avançar na convenção coletiva. Com uma ótica pessimista, que lembra a “urubologia” dos economistas reacionários, os patrões estão analisando nossa pauta apenas com base nos números negativos da indústria gráfica. Porém, nosso assessor econômico, Miguel Huertas, tem se destacado nas negociações com argumentações contrárias dos patrões, que estão tendo relevância na mesa.

“Nosso setor não está mal como os patrões tem argumentado, o crescimento do consumo de matéria prima como tinta e papel é um exemplo, além disso, as indústrias receberam nos últimos anos diversos benefícios do Governo Federal, como redução na tarifa de luz, que não está sendo repassada ao trabalhador, ou seja, virou mais lucro. Enquanto o lucro dos patrões só tem aumentado, o salário do trabalhador não tem acompanhado o mesmo nível e está na hora de um amento real significativo já”, argumenta o economista.

Nosso advogado Dr. Luis Carlos Laurindo também tem sido fundamental nas negociações. Na opinião dele é um absurdo não haver avanços nas cláusulas sociais, para ele é preciso avançar sim e estabelecer novos patamares, como qualificação da mão de obra e desenvolvimento tecnológico das empresas.

“Nas cláusulas sociais temos cinco pontos fundamentais que não podem ser descartadas, como assegurar uma melhor condição de trabalho às mulheres, saúde do trabalhador, garantia de aposentadoria, garantia de emprego para quem retorna de férias e afastamento por doença comum e aposentadoria, além da alimentação com o fornecimento de cestas-básicas”, diz Dr. Luizinho.

CLÁUSULAS PATRONAIS APRESENTADAS

– Piso menor para o setor de acabamento;
– Querem tirar nossa data-base de novembro e transferir para maio, no sentido de desmobilizar nossa luta;
– Implantar banco de horas em nossa convenção coletiva para não pagar mais hora extra;
– Querem congelar a nossa PLR sem nenhuma porcentagem de aumento;
– Querem implantar o reajuste salarial somente para o INPC que não chega a 5,5%.

ESSA MESMA PROPOSTA ESTÁ SENDO APRESENTADA PARA O ESTADO DE SÃO PAULO

Veja as fotos da 2ª Rodada de Negociações