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Trabalhadores demitidos da MWV RIGESA conquistam vários benefícios

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Depois de muito debate e duas rodadas de negociação, os trabalhadores da MWV RIGESA conquistaram a extensão de vários benefícios com o encerramento das atividades gráficas na empresa. A reunião que definiu o acordo ocorreu nesta terça-feira, dia 18. Veja os resultados:

A empresa cedeu a título de indenização um salário nominal por ano trabalhado na empresa, com teto de cinco salários para todos os demitidos. Fora isso, os trabalhadores ainda terão direito a nova lei do aviso prévio e a indenização da clausula 31 da CCT.

Também conquistaram 12 meses de participação no convenio médico Unimed e no plano odontológico da Uniodonto, para os titulares e dependentes escritos no plano, livre do imposto de renda. Este benefício será pago de uma só vez na rescisão do contrato de trabalho.

Além disso, conseguimos negociar 12 meses de fornecimento de cestas básicas a serem concedidas através Ticket Alimentação, em um único depósito, e cesta de Natal e brinquedos para todos os filhos dos trabalhadores demitidos.
A empresa também se comprometeu em efetuar as demissões priorizando os trabalhadores que já estão com emprego garantido e segurando os que ainda não conseguiram uma nova recolocação no mercado de trabalho.

ESTABILIDADE PROVISÓRIA DE CIPEIROS E DIRIGENTES SINDICAIS

A empresa não reconhece a estabilidade por estar encerrando as atividades, mas se comprometeu A realizar uma mesa redonda para discutir o assunto, e se ficar definido o direito a estabilidade, fará a indenização.

Estas conquistas são o resultado de vários anos de luta e mobilização dos trabalhadores junto com o Sindicato. Parabéns aos companheiros da RIGESA e a luta continua

Trabalhadores da RIGESA apoiam contraproposta do Sindicato

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Com o fim das atividades gráficas na unidade de Valinhos da multinacional RIGESA, do grupo Mead Westvaco Corporation, anunciada no dia 29 de abril, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região luta para melhorar os benefícios anunciados pela empresa aos trabalhadores que serão demitidos em setembro, além de reivindicar que a maioria da mão de obra seja reaproveitada. Com a mudança, aproximadamente 200 trabalhadores podem ser afetados.

Na madrugada de hoje até o início da tarde, a direção sindical dos Gráficos realizou assembleias na porta da fábrica com a presença dos trabalhadores do tuno da noite, manhã e tarde, incluindo os funcionários do setor administrativo, feito inédito. O presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues, apresentou a proposta da empresa negociada na última segunda-feira, dia 10, e a contraproposta do Sindicato. A maioria aprovou a segunda opção.

A contraproposta do Sindicato será negociada com a direção da empresa na próxima terça-feira, dia 18, e caso não haja acordo os trabalhadores gráficos da RIGESA concordaram cruzar os braços por tempo indeterminado.

“Os trabalhadores estão totalmente desmotivados porque sabem que irão trabalhar apenas até setembro, porém a empresa possui contratos para cumprir até lá e precisa deles para entregar as encomendas. Se a empresa quer que os trabalhadores deem conta da demanda até o fim das atividades então vão ter que melhorar os benefícios, porque se não vamos parar as máquinas e a empresa não vai conseguir honrar seus contratos e pode receber uma multa alta dos clientes por isso”, afirma Leandro Rodrigues.

Entre outros itens da contraproposta apresentada pelo Sindicato inclui o Plano de Demissão Voluntária (PDV), que na opinião do Sindicato é fundamental ser aprovado nesse momento. Também deixou claro que a contraproposta também é válida para todos os trabalhadores que continuarem trabalhando na empresa por seis meses, posteriores a mudança de atividade, garantindo os benefícios caso não se adaptem a nova atividade.

FIM DAS ATIVIDADES

O fim das atividades gráficas da RIGESA na unidade em Valinhos está relacionada as mudanças de estratégica da empresa, que também afetarão as unidades na Europa. O grupo MWV passará a focar o segmento da indústria química, passando a fabricar bombas spray, pulverizadores, válvula, gatilho para cosméticos e farmacêuticos. Também foi informada que estão transferindo a Calmar Brasil Produtos Plásticos Ltda para o prédio da gráfica nesta unidade.

Sindicato cobra uma posição concreta da RIGESA

O Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e região se reunirão hoje com os representantes da empresa RIGESA, em Valinhos, para negociar um PDV e debater sobre a proposta de extensão de benefícios para todos os que forem demitidos.
A RIGESA anunciou no final de abril o fim de suas atividades gráficas na unidade de Valinhos.
A empresa anunciou que passaria a focar suas atividades no segmento da indústria química e afirmou que iria aproveitar a maioria da mão de obra. O Sindicato vai cobrar!!!
Segundo representantes da RIGESA, esta decisão foi tomada pelo alto escalão do grupo, onde as mudanças também afetarão as unidades na Europa. Trata-se de uma mudança de estratégia, onde o grupo passará a focar o segmento da indústria química, passando a fabricar bombas spray, pulverizadores, válvula, gatilho para cosméticos e farmacêuticos. Também foi informada que estão transferindo a Calmar Brasil Produtos Plásticos Ltda para o prédio da gráfica na unidade de Valinhos.
A diretoria do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região tentou de todas as maneiras reverter a situação, porém continua apoiando os trabalhadores e negociará um pacote de benefícios para todos os companheiros que não continuarem na empresa. Também negociará a continuidade dos companheiros nesta nova atividade do grupo, além de cobrar uma posição da empresa para todos os trabalhadores com estabilidade de emprego, com atividades restritas, os afastados pela Previdência Social, Cipeiros, dirigentes sindicais e os trabalhadores em vias de aposentadoria.
Também já disponibilizamos nosso banco de currículos no intuito de ajudar os companheiros a uma nova recolocação no mercado de trabalho

RIGESA encerra suas atividades em Valinhos

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A RIGESA, empresa do grupo MeadWestvaco Corporation (MWV), líder global em embalagens, anunciou hoje (29/04) que está encerrando suas atividades na unidade de Valinhos. Segundo os representantes da empresa, esta decisão foi tomada pelo alto escalão do grupo, com sede nos EUA. A decisão também afetará as unidades na Europa.

O Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região tentou de todas as maneiras reverter a situação, porém os representantes alegaram que se trata de mudança de estratégia, onde o grupo passará a focar no segmento de embalagens plásticas.

“Foi uma surpresa essa decisão da empresa e também uma pena, pois a RIGESA é referência no pagamento em dia do salário dos trabalhadores e benefícios melhores do que a maioria das outras fábricas”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

A decisão da empresa pode afetar mais de 180 trabalhadores gráficos, porém os representantes da empresa garantiu que a maioria da mão de obra será reaproveitada com a mudança. O Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região irá lutar para negociar, a partir de agora, um pacote de benefícios, com extensão de convênio médico, cestas básicas, salários entre outros.

Veja as fotos de nossa luta na RIGESA nos últimos anos: