TEMER E CENTRAIS SINDICAIS, EXCETO A CUT E A CTB, ANUNCIAM GRUPO PARA REFORMAR A PREVIDÊNCIA

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O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) montou nesta segunda-­feira, 16, um grupo de trabalho com representantes de centrais sindicais e do governo federal para discutir e elaborar, em até 30 dias, uma proposta de alteração na Previdência Social. A proposta foi apresentada por Temer em uma reunião no Palácio do Planalto para sindicalistas da Força Sindical, Centrais Sindicais Brasileiras (CSB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).  A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não participaram do encontro por serem contrárias ao governo Temer e suas propostas de Estado Mínimo. Dias antes da reunião, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que também participou da reunião ontem com os sindicalistas, afirmou que a reforma da Previdência é uma das prioridades do governo do presidente interino e que a proposta pode criar uma idade mínima para a aposentadoria. Na ocasião anterior, ele afirmou que está estudando o assunto e que a reforma pode incluir proposta de aumento da idade mínima da aposentadoria. ”(A proposta de aumento) não é nenhuma novidade”, disse o ministro Meirelles. “O que precisa é determinação do governo para fazer e apresentar uma proposta que seja factível”.

pont1Segundo o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulinho da Força (SD­SP), o grupo será formado por dois representantes de centrais sindicais, representantes do governo e coordenado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil). Indagado se uma reforma trabalhista seria discutida no grupo de trabalho, Paulinho praticamente descartou o tema. “Em 30 dias não dá para discutir Reforma Trabalhista que é bem mais complicada”, concluiu.
“O presidente disse que tem urgência em resolver essa questão da Previdência. A primeira reunião de grupo de trabalho da Previdência será na quarta-­feira, às 9h”, explicou Paulinho. De acordo com o deputado federal, Temer abriu a reunião dizendo que o modelo do governo dele é de negociação e discussão e, portanto, não abriu espaço para ministros expressarem opiniões pessoais sobre o tema.
“Não daria para (o ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles falar nada de diferente dele (Temer)”, afirmou Paulinho, numa referência às declarações do ministro sobre a necessidade de uma reforma previdência. “Não vamos aceitar mudanças nos direitos adquiridos de quem está no mercado de trabalho. Podemos discutir mudanças na Previdência para os que chegam ao mercado de trabalho”, admitiu Paulinho.
Indagado se uma reforma trabalhista seria discutida no grupo de trabalho, Paulinho praticamente descartou o tema. “Em 30 dias não dá para discutir Reforma Trabalhista que é bem mais complicada”, concluiu.
FONTE: Com informações do Estadão, FolhaSP e TV Globo