TEMER E LÍDERES DE SEU PARTIDO PEGARAM MILHÕES ILEGAIS E DEVEM SER INVESTIGADOS POR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DIZ PF

A Polícia Federal entregou na tarde desta segunda-feira (26) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o relatório do inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB). No relatório, a Polícia Federal conclui que o presidente atuou para obstruir investigações e pede que Temer seja investigado pelo crime de integrar organização criminosa no inquérito já aberto no STF que apura o envolvimento da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.  Neste caso, a Polícia Federal concluiu o Inquérito n° 4.327 do STF, instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado “quadrilhão” do PMDB. A PF cita o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. O documento foi encaminhado ao STF. Somente Temer, diz a corporação, teria embolsado R$ 31,5 milhões em vantagens indevidas.

Em nota, a PF destacou: “O grupo agia através de infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.” De acordo com a PF, Temer possuía poder de decisão do PMDB da Câmara para indicar pessoas para cargos estratégicos e também para fazer a articulação com empresários beneficiados nos esquemas e receber valores de doações eleitorais. Para os policiais federais, o presidente conta com terceiros para atuar no controle do grupo político. Nesse cenário, os ministros Moreira Franco e Padilha e o ex-ministro Geddel seriam “longa manus” de Temer para obter recursos de empreiteiras e grandes empresas, como a JBS.

FONTE: Com informações do UOL e Estadão