TEMER IGNORA POVO E APROVA TERCEIRIZAÇÃO CONTRA DIREITOS DOS GRÁFICOS E DOS DEMAIS TRABALHADORES

Centenas de milhares do povo brasileiro acordam e decidiram ir às ruas no último mês contra reforma previdenciária. E voltaram há uma semana a tomá-las contra aprovação da terceirização do trabalho. Os gráficos de Jundiaí e Região, representados pelo sindicato da classe(Sindigráficos), participaram nas duas ocasiões. Foram até às mobilizações na Avenida Paulista em SP. A reação do povo fez Temer começar a sentir pressão.Tanto que após os protestos, chegou a anunciar mudanças na reforma da Previdência e disse que criaria regras menos severas diante da lei da terceirização. Porém, recuou depois e aprovou a lei da subcontratação com ataque aos direitos da convenção coletiva de trabalho da categoria, além de insistir nas reformas previdenciárias e das leis trabalhistas, que são exigidas por setores empresariais que apoiam tais golpes. Contudo, com a pressão popular e da classe trabalhadora aumentando, até o seu partido (PMDB), começa a rachar e diz que pode ficar de lado opostos. O fato mostra que com mais gente nas ruas, a pressão popular sendo maior pode-se assim reverter e evitar parte destes ataques aos direitos. “Estamos fazendo nossa parte. Eu e vários dirigentes gráficos estivemos nos protestos e vamos continuar, inclusive na greve geral do próximo dia 28”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Ele convida os 6 mil gráficos das empresas da região para se somar a esta pressão ao governo Temer contra a terceirização e pela preservação dos quase 90 direitos da Convenção da categoria, ameaçados pela subcontratação. A greve geral ainda será contra as reformas da Previdência e trabalhista. É preciso que todos se preparem para atuar na greve geral no próximo dia 28 de abril. 

O dirigente alerta a todos os gráficos que não existe direito adquirido, sobretudo quando Temer tem bem mais da metade dos políticos do Congresso Nacional a seu favor e ligado ao  setor empresarial, sedentos para retirar direitos. Com 70% da base aliada do Congresso Nacional favorável à Temer, o governo pode tirar qualquer direito da Constituição.Foi por isto que 32 deputados federais e mais 219 dos outros estados resgataram um projeto de terceirização do século passado e aprovaram para Temer permitir a subcontratação dos gráficos sem sua convenção.

O sindicalista informa que apesar deste projeto de terceirização severa ter sido sancionado, englobando todas as categorias sem a garantia dos direitos da convenção das respectivas classes, a materialização desta lei pode ser revisada por outras instituições, como o Supremo Tribunal Federal e o Senado Federal. A demonstração da insatisfação do povo nas manifestações pode ser o ‘fiel da balança’ e ter grande peso na hora da definição da questão por parte destes setores e do governo federal.

O STF pediu informações ao presidente da Câmara Federal sobre a votação deste projeto de lei da terceirização total, cujo foi sancionado pelo governo. Houve várias pedidos de mandatos de segurança contra ele por suspeitas de irregularidades nos trâmites da referida votação. O Senado também tem outro projeto sobre a questão mais atual e menos severo. A base do governo na casa legislativa chegou a pedir a Temer para esperar a aprovação deste projeto para sancioná-lo na sequência.

“O povo está percebendo e participando mais contra estes golpes sobre os nossos direitos de se aposentar, direitos da convenção enquanto se trabalha e direitos sociais que estão sendo tirados. Temer tem elevado ainda o desemprego no país que continuam a avançar”, diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo, convocando para a luta a classe trabalhadora, os desempregados, os estudantes que não terão emprego após concluir os estudos e todos os que sofrem com estes prejuízos.

“A adesão dos gráficos nos próximos protestos pode e deve se maior. Só assim os direitos poderão ser mantidos contra o desejo do Temer e da maioria de seus políticos no Congresso Nacional”, alertou o Sindicato durante duas assembleias realizadas com os trabalhadores da CCL e da Log&Print na última sexta-feira, ambas em Vinhedo, antes de participar dos protesto no centro de Jundiaí e depois na Avenida Paulista em SP. Na ocasião, foi alertado que o governo não só pode, se quiser, como já tem retirado direitos dos trabalhadores, a exemplo da terceirização total que acaba de ser aprovada e retiram direitos da convenção, bem como a lei do congelamento por 20 anos de recursos em educação e saúde. É preciso que todos se preparem para atuar na greve geral no dia 28.