TEMER RECUA POR POUCO TEMPO DE MUDAR PREVIDÊNCIA. ELE INSISTE EM ELEVAR IDADE MÍNIMA PARA SE APOSENTAR

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Sem consenso com as centrais sindicais, o governo federal prorrogará o funcionamento de grupo de trabalho para discutir a reforma previdenciária e estima que agora a proposta será enviada ao Congresso Nacional apenas em julho. A ideia inicial definida pelo presidente interino, Michel Temer, era de que até sexta­-feira (17) um relatório final sobre o tema fosse elaborado pelas centrais sindicais (com exceção da Central Única dos Trabalhados (CUT), que não reconhece a legitimidade do governo interino) e, assim, um texto fosse enviado ainda este mês ao Poder Legislativo. Com dificuldades em chegar a um acordo sobre temas como idade mínima e igualdade entre homem e mulher, o que deseja o governo Temer, o grupo marcou nova reunião para 23 de junho e o Palácio do Planalto estima que uma proposta final deve ficar pronta só no próximo mês. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos) repudia radicalmente este ataque do governo interino aos direitos de todos que se dedicam a anos para conquistar suas aposentadorias.

“Na semana que vem, começaremos a escrever a proposta com as sugestões das centrais sindicais e a análise do governo federal”, reconheceu o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A proposta deve ser enviada em julho, antes da votação final do impeachment no Senado Federal, acrescentou.

Em reunião ontem, o Palácio do Planalto concordou em incluir na reforma previdenciária a alienação de imóveis da Previdência Social e a criação de refis para a cobrança de dívidas ativas, iniciativas sugeridas pelas centrais sindicais.

Segundo o presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, a Previdência Social tem hoje mais de R$ 300 bilhões de dívidas para serem recuperadas e mais de três mil imóveis no País que estão desocupados.

JOGOS DE AZAR

O governo federal também demonstrou disposição em apoiar projeto de lei no Congresso Nacional que legaliza os jogos de azar no país, o que arrecadaria R$ 15 bilhões por ano e, como explicou o ministro da Casa Civil, criaria uma fonte permanente de arrecadação para a Previdência Social.

FONTE: Com informações da FOLHAPE