TEMER USA GREVE PARA BENEFICIAR TRANSPORTADORAS QUE DEVEM R$ 52 BI EM IMPOSTO E ELEVA A GASOLINA OUTRA VEZ

Empresas do setor de transporte rodoviário de cargas devem R$ 52 bilhões em  impostos e tributos à União. O valor é resultado de um levantamento feito pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). O governo do presidente Michel Temer (MDB) prometeu manter benefícios fiscais para o setor utilizando como pretexto a greve dos caminhoneiros, trabalhadores que em nenhum momento pediram tais benefícios para os patrões, mas exigiam a redução do preço do combustível, que já aumentou 239 vezes depois que Temer tomou a Presidência do Brasil através da expulsão da presidente Dilma, esta eleita de forma democrática por mais de 54 milhões de brasileiros. E, absurdamente, não bastou só beneficiar os donos transporte rodoviário com a desculpa da greve dos trabalhadores, mas Temer também decidiu penalizar toda a classe trabalhadora do Brasil com a permissão da Petrobras aumentar a gasolina outra vez a partir desta quinta-feira (31). 

A greve dos caminhoneiros começou na semana passada. Milhares de motoristas bloquearam estradas causando uma crise de desabastecimento de diversos setores como o de combustíveis e alimentos. Na semana passada, em meio às negociações para acabar com a greve, o governo federal anunciou uma série de medidas.

Entre elas, os donos das  empresas de transporte rodoviário de cargas aproveitaram para exigir a manutenção da desoneração sobre a folha de pagamento. A medida beneficia empresas que atuam no setor na medida em que elas pagarão menos impostos ao governo federal relativos à folha de pagamento de seus funcionários.

Em conjunto, as medidas anunciadas pelo governo para conter a greve teriam um impacto de R$ 10 bilhões nos cofres públicos por ano. Esse valor, contudo, é um quinto do total da dívida acumulada pelo setor de transporte rodoviário de cargas.

Segundo a PGFN, o total da dívida dessas empresas com a União é de R$ 52 bilhões, dos quais R$ 46 bilhões são alvo de ações judiciais de execução fiscal. O restante, em torno de R$ 6 bilhões, é dívida considerada pelo órgão como regular, ou seja, está parcelada, sob garantia ou suspensa por decisão judicial. A dívida se refere a impostos não pagos como contribuições à Previdência e não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

FONTE: Com informações do UOL e EXAME