TEMPO DE REORGANIZAR OS TRABALHADORES GRÁFICOS E BUSCAR MEIOS DE SE FORTALECER NO MUNDO DE HOJE

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Os desafios atuais para retomar a unidade, organização e a mobilização coletiva dos gráficos em busca da manutenção e da evolução de direitos são diversos e complexos, mas também era difícil aos antigos gráficos, heróis do 7 de fevereiro, quando nem o direito de se representar tinham. Os tempos são outros, é verdade, mas também é verdade que a reação geral dos gráficos de hoje precisa começar logo sob pena da categoria ser aniquilada pelo desejo do patrão de querer lucrar indiscriminadamente, mesmo que para isso leve progressivamente toda a dignidade do gráfico, e consequentemente até as indústrias do setor, que ficam menor não só decorrente da era digital, mas sobretudo pela concorrência com outras áreas que ofertam melhores condições de trabalho e benefícios aos então gráficos que migram frente ao descaso.       

pronto printDaqui há sete anos completa 100 anos da greve histórica dos gráficos, que buscou e alcançou direitos para valorizar a classe e o próprio setor gráfico. Essa luta trouxe vantagens diretas para os gráficos até os dias de hoje, como o direito de poder organizar sindicatos e de ter convenção coletiva de trabalho da categoria, onde são definidos salários e direitos anualmente. Agora, chegou a hora dos gráficos de hoje – que fazem o setor existir e que se orgulham dele de verdade – buscarem a devida reorganização e combatividade para garantir a força e a permanência da classe, que só triunfará com a necessária valorização profissional, cuja demanda melhorias nas condições de trabalho, salários e de benefícios. Estas, que só resultam da consciência e da luta da classe trabalhadora, como fora antes, como por exemplo do 7 de fevereiro, e sempre será.

Portanto, é preciso reavaliar a organização da categoria urgentemente. E uma das medidas necessárias para buscar fortalecer gradualmente os trabalhadores é utilizar as novas ferramentas para contribuir na unidade, articulação e na mobilização dos gráficos. Diferente do que faz o patrão, os trabalhadores devem usar novas técnicas para agregar a todos e não dividir e enfraquecer a luta da categoria, como já atuam os empresários.

luizim3É preciso ampliar a comunicação entre gráficos. Faz-se urgente usar o expediente das redes sociais, e-mail, sites, blogs e outros meios digitais. Essas mesmas ferramentas só atendem aos trabalhadores se utilizadas de forma inteligente, no sentido de reorganizar e fortalecer a categoria.

Além disso, não há outro caminho para buscar a valorização do gráfico senão pela unidade da classe. O melhor meio é cobrando e participando das atividades do sindicato. Deve-se participar ainda mais de reuniões e de outras ações sindicais, seja nas portas das empresas e outros locais.

Deve-se ainda estar antenados às decisões políticas do País e fora dele. A visão inocente sobre a política não ajudará muito neste processo. Os patrões estão cada vez mais unidos, organizados e representados nas esferas de poder e decisão política para definição das leis, a exemplo do Congresso Nacional, formado majoritariamente por deputados e senadores ligados aos setores patronais, inclusive com apoio financeiro na eleição. São estes parlamentares, por exemplo, que defendem o projeto de lei que permite terceirizar a mão de obra gráfico e todos trabalhos no país.

rumograf7Enfim, o alerta foi dado. É preciso e urgente que os gráficos retomem coletivamente a luta da categoria de forma organizada com igual espírito aguerrido como antigamente. Para isso, deve-se deixar o individualismo de lado. Nada de cada um por si. É necessário retomar a solidariedade dos gráficos. Um trabalhador deve se doer pelo outro. Ou seja, o lema é  ”um por todos e todos por um”. Dessa forma, é possível conquistar a desejada valorização profissional justa e devida, mantendo-se assim o legado histórico de luta desta histórica categoria que contribuiu bastante para a organização da classe trabalhadora, como já demonstrado antes.

“Salve sete de fevereiro dia do Gráfico”