TENDA DA RESISTÊNCIA É LANÇADA PERTO DE GRÁFICAS PARA FORTALECER A CLASSE E REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA

À medida que se aproxima 11 de novembro, dia da reforma trabalhista entrar em vigor, o movimento sindical amplia sua  luta contra a aplicação dessa nova lei que destruirá a CLT para retirar direitos hoje existentes, inclusive deixando sem efeito até as Convenções Coletivas de Trabalho. Os gráficos, por exemplo, podem perder PLR, pagamento da hora-extra em dinheiro, cesta básica e muito mais – direitos contidos na convenção. Assim, mesmo apesar da insegurança para as empresas que adotarem tal lei frente as notórias violações constitucionais e mais jurisprudências protetivas ao direito que devem surgir após judicializações por juristas e sindicalistas, o Sindicato da classe (Sindigráficos) em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região decidiu fortalecer ainda mais a categoria, ficando muito perto das empresas através da instalação de estrutura móvel chamada de Tenda da Resistência. No local serão tiradas dúvidas sobre os efeitos da reforma e coletadas assinaturas de gráficos interessados em revogá-la através de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip). Além disso, a Tenda será um espaço para tirar dúvidas diversas e de sindicalização.

O Plip será enviado para o Congresso Nacional se atingir 1,3 milhões de pessoas – quantidade que corresponde a 1% do eleitorado brasileiro. Os trabalhadores interessados também podem coletar as assinaturas por conta própria. Deve atentar a poucos critérios. Cada folha do abaixo-assinado (Baixe AQUI) deve ter pessoas que votam na mesma cidade. A coleta está sendo feita em todo o Brasil. É uma idealização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade que o Sindigráficos é filiado.

A iniciativa iniciou no dia 7 de fevereiro, durante o Grito dos Excluídos, e seguirá até outubro, quando as assinaturas serão levadas à Brasília – dentro do prazo anterior à reforma trabalhista entrar em vigor no país. O Plip consta na lei do Brasil. Leis já foram revogadas por esta iniciativa.

Além dessa estratégia unificada no território nacional, o Sindigráficos já começou a campanha salarial com o objetivo de estimular a classe para resistir e barrar os efeitos desta reforma sobre os direitos da categoria. Para isso, é preciso renovar todos os direitos da Convenção Coletiva e inserir nela cláusulas de barreiras à nova lei trabalhista.

Ademais, tem agido para renovar acordos coletivos onde validam todos direitos atuais, bem como orientado os gráficos a não votarem nas eleições de 2018 em políticos que aprovaram a reforma, a exemplo de todos ou a maioria do DEM, PSDB e PMDB.

“Nossa Tenda da Resistência, que ficará três dias próximo a cada empresa, deve ficar até o final do ano, atuando também na campanha permanente de sindicalização dos trabalhadores – o que é fundamental para fortalecer a classe contra os efeitos da então reforma”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos