TRABALHADORES NÃO PODEM PAGAR O PATO DA POLÍTICA DE PREÇO DA PETROBRAS CRIADA POR TEMER APÓS TIRAR DILMA

Em um mês após a expulsão de Dilma da Presidência em 2016, apoiado inclusive por parte do povo iludido com o discurso de ódio posto contra o PT, Temer mudou o presidente da Petrobras que alterou a política de preços de combustíveis no país. Com isso, deixou de segurar os preços da gasolina e do diesel, como fazia o governo Lula e Dilma, e passou a reajustar os preços com base nos valores do mercado internacional. É por isso que o preço dos combustíveis não param de subir. E, em pouco tempo no poder, ainda decidiu reduzir a produção das refinarias e até anunciou a venda de várias, sendo elas indispensáveis para baratear os preços em oposição à imposição do mercado global. Por isso que a Petrobras, em 2017, elevou o preço quase que diariamente. Em um ano foram 116 vezes, levando agora ao movimento caminhoneiro. E, hoje, para exigir a antiga política dos preços, como era nos governos do PT, os petroleiros iniciaram a sua greve nacional por 72 horas, somando-se à luta dos caminhoneiros pela redução dos valores dos combustíveis.

É bom que todos saibam que a atual política de preços da Petrobras de Temer e de seus aliados políticos dos partidos de direita afeta em cheio toda classe trabalhadora e os consumidores que veem o aumento dos combustíveis, da alimentação e de tudo que depende dos fretes. E, consequência, não se limitará com os dias paradas com essas greves. Os problemas continuarão enquanto vigorar a atual política de preço da Petrobras em favor do interesses dos acionista e contra população. Por isso que o gás de cozinha também aumentou muito. Mais que dobrou. O povo voltou a cozinhar com lenha e até etanol. É para baixar o preço também do gás de cozinha que os petroleiros entraram em greve hoje.

Porém, ao invés de reconhecer sua política equivocada, o governo ainda tenta jogar a culpa do caos do Brasil devido a greve dos caminhoneiros. Mas isso não é a verdade como mostra a realidade que resulta do golpe de Temer e seus políticos aliados depois de tirar Dilma da Presidência. Não esqueçam que a crise atual começa com a mudança de governo.

“A mudança de projeto político eleito nas urnas em 2014, com a retirada de Dilma, resultou em uma Petrobras que antes era em defesa do povo e agora passou a ser benfeitora dos acionistas milionários, pois com os preços mais altos da gasolina e do diesel ganham os acionistas e perde a classe trabalhadora”, fala Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos). O movimento dos caminhoneiros é legítimo. O povo, porém, não pode cair nas armadilhas que tentam esconder os responsáveis desse caos atual.

“Tudo que acontece no Brasil só poderá ser mudado através da reflexão critica do trabalhador e sobretudo do voto em um projeto político pró-trabalhador nas eleições de outubro”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O fato é que a vida só piora após o golpe em Dilma e no povo. Com Temer, o capital financeiro mundial e nacional só aplicam medidas em seu favor e contra os mais pobres. Não é à toa que a lei do trabalho mudou em prol do patrão. Inclusive o capital, mesmo sendo o responsável pela mudança da política de preço da Petrobras, cobrará do próprio consumidor e trabalhador brasileiro as consequências desses dias de greve dos caminhoneiros. Tentarão descontar nos empregados. E cobrarão também sobre os preços dos alimentos e de outros produtos.

O Sindigráficos continua à disposição dos trabalhadores em defesa de seus direitos. Denuncie, inclusive qualquer medida absurda das gráficas devido o movimento nacional dos caminhoneiros contra os preços da Petrobras. A entidade reafirma os males de se manter qualquer projeto político em que defende ricos enquanto se descarta os trabalhadores. Assim, volta a alertar para necessidade dos brasileiros não-ricos não deixarem se iludir por fake-news de defensores de projeto contra o povo, ou ainda pior, se iludiram pela mídia comercial com apoio de tais ricos, os quais patrocinam programas de TV, Rádio, jornais e da internet. Por eleições sem fraudes. Deixem o povo escolher o seu voto. Lula Livre!