GRÁFICA GARANTE EMPREGO E TODOS OS DIREITOS DOS TRABALHADORES APESAR DE DIFICULDADES FINANCEIRAS

Com mais de 30 anos na região, a gráfica Horizonte, em Jundiaí, possui vários funcionários com 20 anos na empresa. E, embora alegue passar  por dificuldades estruturais devido a crise econômica, busca garantir os direitos da classe contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a exemplo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), diferente do que acontece na empresa Alta Frequência, em Bom Jesus dos Perdões. Contudo, apesar do pagamento da primeira parcela da PLR deste ano, o Sindicato da categoria (Sindigráficos) contatou pendências e cobrou da Horizonte o pagamento da 1ª e 2ª parcelas da PLR do ano passado – situação onde a empresa rapidamente mostrou uma solução. Reuniu-se inicialmente com os empregados e depois o sindicato cobrou a solução para os problemas, sendo aceita sem a necessidade de enfrentamentos.

“O ideal é não atrasar nunca, como a Horizonte vinha fazendo ao longo de décadas. Direito é para ser cumprido. E se criar algum problema, mesmo que justifique dificuldades estruturais, é preciso resolver logo. Isso mostra responsabilidade patronal, independente de qualquer crise, além de evitar o acúmulo do passivo que terá de pagar de todo jeito”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, frisando que sempre cobrará do patrão o cumprimento do direito trabalhista, inclusive a CCT.

Desse modo, a Horizonte já resolveu a pendência das parcelas da PLR de 2016. Pagou a primeira há alguns meses e a segunda parcela foi acordado que pagaria junto com o salário de maio que é pago no início de junho. O Sindigráficos constatou o pagamento da 1ª parte e verificará com os trabalhadores se a 2ª foi paga como colocado.

O mesmo acordo foi negociado para o pagamento de duas cestas básicas que a empresa deixou de distribuir em 2016. Não houve problemas na cesta neste ano, até agora. A cesta, como diz a CCT, deve ser distribuída mensalmente.

A entidade de classe fiscalizará sempre. A regularização do FGTS dos gráficos é outra das prioridades. Tanto que constatou que a Horizonte, após anos regular, começou a atrasar o depósito do FGTS desde o final de 2014. Desde então, o Sindicato acompanha a situação e a empresa, mais uma vez, mostra-se responsável em sanar os problemas que criou.

“Ela fez o parcelamento do atraso mais recente junto à Caixa Econômica Federal. E as pendências mais antigas já foram resolvidas”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que acompanha esta questão de perto. O dirigente orienta a categoria a denunciar aqui qualquer irregularidade.